sábado, 30 de janeiro de 2021
quinta-feira, 31 de dezembro de 2020
quarta-feira, 9 de dezembro de 2020
domingo, 6 de dezembro de 2020
Prendas de Natal 2020.
Prendas de Natal 2020.
Abriu a
época das sugestões, dos passeios aos presentes. Se a quadra confina ou
desconfina, ainda não se sabe, menina. Não há é como evitar a besta, o
assunto-assombração do regime fechado.
Segue, por
conseguinte, um combinado de sugestões devidamente ajustado à época, a de 2020.
E não se fala mais nisso, no pasa nada.
Também não
se passa nada, nada de nada, em As Jóias da Castafiore, a deliciosa --
de todas, talvez a mais deliciosa -- banda desenhada de Hergé. Ao contrário das
outras aventuras de Tintim, trepidantes de viagens e vilões, nesta ninguém vai
a lado algum, nem acontece coisa alguma. Ou acontece tudo, um tudo que é nada e
um nada que é tudo, num delirante novelo de peripécias e mal-entendidos em que
toda a gente se agita sem sair do sítio, o castelo de Moulinsart.
Ora esta
comédia imóvel, a anti-aventura em huis clos a que até um filósofo
famoso consagrou um extenso artigo em torno da impossível comunicação entre os
seres humanos, é também uma engenhosa brincadeira inspirada no enredo de La
Gazza Ladra (A Pega Ladra), uma ópera de G. Rossini que, essa, não é
considerada nem cómica, nem séria, mas sim… “semi-séria”. E chamar a algo
“semi-sério” é já por si mesmo, convenhamos, um nadinha cómico.
O que Hergé
talvez desconhecesse – mas o acaso faz bem as coisas, como se sabe -- é a
pequena história por detrás da própria criação da Gazza Ladra. Consta
que o diretor do Scala de Milão, conhecendo como conhecia a incontível alegria
de viver de Rossini e temendo não ter a ópera pronta a tempo da estreia,
confinou o pobre compositor no quarto. Gioachinno não tinha o direito de sair e
atirava as partituras da Abertura pela janela para serem distribuídas pelos
músicos da orquestra.
Custa a crer
que um tema que tanto nos induz a contemplar o teatro do mundo em modo
divertido, a banda sonora que o transfigura, tenha sido composto nestas
condições. É fazer a experiência logo na dita Abertura, a partir
do minuto 4’20’’.
E as Jóias
da Castafiore? Ah... nem tudo o que reluz é ouro. Mas que interessa isso à
pega? Só mesmo a Castafiore, o Rouxinol Milanês, é que se aflige -- e nós com
ela, mais os castiçais que ela estilhaça nos agudos ao cantar a “Ária das
Jóias”, da ópera Fausto, de C. Gounod. Haverá alguém que tenha lido a
banda desenhada e não tenha ardido de curiosidade de saber a que soava “AAAAAh
je ris, de me voir si belle en ce miroir….”. Soa assim, a partir do minuto 2’20’’, na voz grande de Anna
Netrebko.
Boas
compras, como dizem no supermercado.
Manuela
Ivone Cunha
quinta-feira, 19 de novembro de 2020
segunda-feira, 9 de novembro de 2020
América, um problema de todos.
«América, um problema de todos» –
mais actual é difícil. Norman Rockwell, Ruby Bridges e os USA, tudo em Péssima
Companhia, no Diário de Notícias, aqui
sábado, 3 de outubro de 2020
Grandes Variações.
Depois de tanto falatório sobre o António Variações, confesso que tinha receio deste livro, que hoje li. É uma notável biografia, com informação, investigação e ilustração, todas magníficas. Na mesma colecção, já tinha lido a do Bowie. Esta é incomparavelmente melhor. Sim senhor, conseguiram surpreender – e muito, muito positivamente.
quinta-feira, 1 de outubro de 2020
quinta-feira, 23 de julho de 2020
Parabéns, António Cabral.
sexta-feira, 19 de junho de 2020
São Cristóvão pela América (19).
A seguir, São Cristóvão encontra o Diabo e São Cristóvão perante o Rei da Lícia: