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sábado, 29 de dezembro de 2012

Karine Laval.

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Karine Laval, Poolscape #90 (2011)


 
Num das últimas The New Yorker podemos ver um trabalho de Karine Laval, fotógrafa nascida em França e radicada em Nova Iorque, cuja obra tem sido publicada nos mais variados lugares. Karine Laval tem uma obsessão por piscinas e anda há vários anos a retratar pessoas deslizando em águas artificiais, corpos espalmados, sem rosto, na vertigem do ondulante azul. Luz e cores polaroid. Em algumas das suas imagens, com realce para Poolscape #65, será possível ver a influência de David Hockney, sobre o qual já falei longamente aqui. Muitas foram tiradas em Los Angeles, claro está. A que mais gosto – e cujas cores em nada se assemelham às de Hockney – é Poolscape #90, de 2011 (justamente a que foi publicada na The New Yorker.) Karine Laval tem outra série, The Pool, que percorre terras como Barcelona, Oslo e Cascais. As imagens que captou em Cascais, em 2002, são das mais bonitas desse projecto.  Não estaremos, talvez, perante uma grande arte, mas são imagens bonitas. Outras, nem por isso. Aqui fica uma selecção minha – pessoal mas transmissível:




Poolscape # 65



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The Pool #1, Cascais, 2002

The Pool #2, Cascais, 2002

The Pool #3, Cascais, 2002

The Pool #4, Cascais, 2002

The Pool #37, Cascais, 2002

The Pool #12, Cascais, 2002


sábado, 4 de fevereiro de 2012

De profundis - III

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                                                                                   Carleton Watkins (1829-1916)




«O simbolismo das cores parece-nos hoje, homens esclarecidos do século XXI, uma coisa do passado remoto. À primeira vista, só num mundo cheio de mistérios, superstições e ignorância como o da Idade Média fazia sentido associar as cores a qualidade e defeitos, vícios e virtudes. Nada mais errado.
Basta pensarmos nalguns lugares carismáticos. Será por mero acaso que o Rio Amarelo fica na China? Ou que a Praça Vermelha fica em Moscovo? Quem não pensa no paraíso celeste ao ouvir falar na Mesquita Azul? E será possível pensar na Floresta Negra (Alemanha) sem sentir um arrepio na espinha. Cada cor tem uma vibração própria e, associada ao nome de um lugar, desperta em nós uma emoção particular»

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(José Cabrita Saraiva, «Corte & Cultura», Sol/Tabu, de 3/2/2012)