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segunda-feira, 5 de março de 2018

E Portugal, o que é?

 
 
 


 
 
Se Portugal é sensacional, FátimaExporte será, digamos, piramidal. Não é a toda a hora que, no final do dia, terminamos a jornada cívico-laboral com confiança acrescida e redobrada nas potencialidades do sector exportador nacional. O País é hoje, vai para cerca de 100 anos, líder de mercado nos artigos fatímidios. Para este sucesso muito têm favorecido o empreendedorismo e o espírito de liderança e inovação de startups como FátimaExporte (só com a categoria «Galo», atençãozinha, vão para cima de 30 artigos variados). Ao comprar produtos FátimaExporte, o adquirente nacional está a contribuir para a empregabilidade no sector do religioso, ainda que com ligeiras derivações ecuménicas e até heterodoxias quiçá censuráveis para solteiros, casados e recasados. Sim, que me está a fazer no mostruário piedoso esta figura lúbrica cato cerâmica 9x9x25cm, a 10,50 €?  
 
 
 
  E, mesmo sabendo que o actual Vigário de Cristo é fofinho e mainstream, não será ousado em excesso, nas raias da apostasia, o Peluche Francisco, 25 cm de pano e pêlo a 15,01 € preço unitário? Já agora, senhores bendilhões do templo da fátimaéxpórte, quem foi o marreta do departamento de vendas que se me lembrou de colocar 1 cêntimo a mais no bonequito do nosso Chicco Multiópticas?

 
 
 
 
 
     Para os segmentos C, D e pobretanas rendimento mínimo, há sempre a opção  modesta Lenço Adeus Fátima C/2 Past. X-001-B, com uma Nossa Senhora e Pastorzinhos todos embrulhaditos num cylofane a euro e meio a dose. Ei-lo, ca lindo:
 
 
 
    Também para bolsas espoliadas de suor e lágrimas, um Top de Vendas: 60 cêntimos. O radiante Terço Plástico Luminoso. Convenhamos, irmãos, que não deve alumiar grande coisa, porquanto, em direitas contas, o Terço Plástico Branco (ou seja, sem instalação eléctrica) custa exactissimamente 60 cêntimos também. Isto é, ambos os dois custam o mesmo P.V.P., caraças.
 

 

 
 
 
     Enternecedora e pipoca, a Caixa MúsicaPapel c/Avé Maria, abrilhanta qualquer cómoda de quarto ou aparador de sala. Quando em mãos de menores de idade, inferniza, com eficácia comprovada, a paciência de tudo quanto é progenitor adulto, de ambos os sexos e géneros.
 


 
 
 
Para o frio, que é tempo dele, Peúga Símbolos Católicos. Estamos esclarecidos? No mesmo segmente pedestre, o sempre prático Cristo Purificador. Que todos precisamos da purificação de Cristo, só os descrentes duvidam. Mas para quê, amigos fátimos exports, colocá-Lo, logo a Ele, na secção Têxtil/Peluches/Chapéus?
 
 
 
 
Agora em jeito olé sevillano, o leque Portugal/Fátima. Pois Fátima, como Salvador Sobral, é mais que Portugal inteiro, é Mística Eurovisão (da Virgem).
 
 
 
Canivete Curvo Inox (não confundir com o campista Canivete Vermelho 6 Funções). A Refª veja faz favor na Net, mas vai já daqui a imagem, acompanhada do Menino Jesus Também Curvo (e com pulseira electrónica!).
 
 
 
 
 
Homenagem derradeira a Santa Joana Vasconcelos, de Barcelos. Na Categoria Têxtil/Peluches/Chapéuus (?), catorze centímetros de resina sob a forma de galo, por sinal tristonho. A Refª é o 151.80140.

 
 
 
 
Fátimaexporte? Artigos Religioso, Regionais, Brinquedos e Decorativos.  Encomendas online, outro conforto. O Glovo da Fé.
Na recta final do Adeus à Virgem, olhar derradeiro pra esta quinquilharia toda, versão Ali Bábá na Cova da Iria:
 


 

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Identidade e tentações das arábias.


 
 
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O clube mais rico do mundo, o Real Madrid, assinou em Setembro do ano passado um contrato milionário com o Banco Nacional de Abu Dhabi. O Presidente do Real Madrid, Florentino Pérez, considerou esta parceria de três anos uma «aliança estratégica» para o clube espanhol. Assim, os cartões de crédito do principal banco dos Emiratos Árabes Unidos funcionam também como cartões de sócio do clube madrileno. Com o argumento de que assim será possível conquistar mais adeptos nesta região do mundo e tornar o clube ainda mais universal a Direcção deixou cair a Cruz Cristã do seu emblema.
Esta decisão tem dado azo a uma séria discussão sobre os limites do «dinheiro» e a identidade de um clube. Esta questão é obviamente um sinal dos tempos e da globalização do fenómeno futebol e do enorme dinheiro envolvido em todas as suas dimensões. Para os grandes clubes há decisões relacionadas com marketing e receitas de publicidade que levantam questões sérias sobre o ethos fundador. Lembro-me da discussão no Barcelona sobre se deveriam ou não ter patrocinadores na camisola dos jogadores. O Barça aguentou até 2006 tendo o Presidente da altura, Joan Laporta, afirmado de forma solene que «pela primeira vez nos 107 anos da nossa história a nossa equipa de futebol irá ter um emblema na camisola».
É por vezes difícil explicar a essência de um clube e a razão pela qual nos tornamos adeptos. O sucesso é, sem dúvida, um excelente motivo e há equipas vencedoras que pela qualidade de futebol «agarram» novos adeptos. O mesmo se pode dizer de um jogador que nos conquista pela sua entrega ou pela pura genialidade. Para outros são tradições familiares que passam de geração em geração. Eu lembro-me tão bem de ir «à bola» com o meu avô. E ainda temos razões de cariz mais histórico, social ou político. Há casos em que um clube representa uma região ou está mais associado ao poder. Também encontramos rivalidades entre clubes cujas origens eram mais «humildes» e mais «endinheirados» como o Milan vs. Inter. Para além de herdarmos a essência de um clube também assumimos as suas rivalidades. Não se pode ser sócio do Barcelona e do Real Madrid ou da Lazio e da Roma ou do Manchester United e do Liverpool.
Todos os grandes clubes têm um «mito fundador» e uma «personalidade» vincada que foram construindo ao longo do século XX. Por vezes, esta construção não foi fácil e teve momentos muito complicados como, por exemplo, os desastres aéreos que vitimaram a extraordinária equipa do Torino – Il Grande Torino – em 1949 e a do Manchester United em 1958.
 
 
No processo de construção de uma identidade futebolística é também importante o papel desempenhado pelos seus jogadores e dirigentes. Ninguém tem dúvidas que Di Stéfano foi crucial na afirmação do Real Madrid bem como o Presidente que dá o nome ao estádio, Santiago Bernabéu, que exerceu a sua liderança de 1943 a 1978. De igual modo foi fundamental o papel de Vicente Calderón no rival Atlético durante duas décadas.
 
 

 
 
Hoje em dia, a realidade dos grandes clubes é bastante diferente e resulta da enorme popularidade do futebol e da sua força económica e financeira. Nesse sentido a parceria do Real Madrid ilustra uma tendência que se nota há já alguns anos, ou seja, o crescente investimento de países ou indivíduos cujas fortunas estão associadas ao petróleo e ao gás natural. No caso de países estes investimentos são, para além da evidente componente financeira, excelentes instrumentos de soft power. Já escrevi sobre o Qatar e a organização do Campeonato Mundial em 2022 que é o melhor exemplo de uma estratégia bem delineada. Para o sucesso qatari foi crucial o patrocínio do Barcelona através da sua companhia aérea ou a compra do Paris Saint-Germain pelo seu fundo soberano. Mais ainda, o Qatar parece estar mesmo na moda como podemos ver pela escolha de Doha como o local de realização da Supertaça italiana no passado 22 de Dezembro entre a Juventus e o Nápoles. A região do Golfo Pérsico oferece-nos outros exemplos para além do Qatar e do Real Madrid. Se atravessarmos o Canal da Mancha temos o Manchester City e o Arsenal e os respectivos estádios Etihad e Emirados. Tendo em conta os títulos destes dois clubes diria que o investimento do Sheikh Mansour de Abu Dhabi no clube de Manchester tem sido uma melhor aposta.
 
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No entanto, o poder energético não se manifesta apenas em versão Golfo. Temos também que olhar para Leste e em particular para a Rússia e Azerbaijão. Em relação ao maior país do mundo o exemplo mais conhecido diria que é o de Roman Abramovich que comprou o Chelsea em 2003. E, sem dúvida, que o Chelsea de Abramovich é … outro clube. Há quem avance que Abramovich já investiu cerca de um bilião de libras. Tal como o PSG o Chelsea tem sido capaz de efectuar contratações milionárias. Do lado russo temos ainda que destacar a Gazprom que patrocina não só a equipa alemã Schalke 04 (um dos seus principais mercados) e os russos do Zenit de São Petersburgo, mas é também um dos patrocinadores oficiais da Liga dos Campeões da UEFA e, é claro, do Campeonato Mundial de 2018 da FIFA. E, por último, gostaria de destacar o patrocínio do Azerbaijão ao Atlético de Madrid, um investimento que tornou a «marca» azeri conhecida no mundo inteiro tendo em conta o excelente percurso da equipa de Simeone. Mais ainda se pensarmos que o primeiro ano e meio custou … «apenas» 12 milhões de euros.
 
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No Real Madrid a discussão continuará agora também sobre o nome a dar ao novo estádio. Tendo em conta o patrocínio da International Petroleum Investment Company (IPIC) da família real de Abu Dhabi, que comprou a CEPSA em 2011, principal financiadora do novo estádio, há várias hipóteses em cima da mesa. Florentino Pérez foi «apanhado» a dizer que «pomos IPIC Bernabéu ou o que eles quiserem… ou CEPSA Bernabéu». No entanto, um inquérito feito aos sócios revelou que cerca de 66% estão contra a alteração do nome do estádio.
Diria que a controvérsia vai continuar e é um sinal dos tempos. Há mesmo limites ao que um clube pode fazer aos seus símbolos? O que caracteriza a identidade de um clube? Os seus sucessos e/ou a sua história?
E há mesmo quem com ironia comece já a discutir o que fazer ao nome do melhor jogador do Real Madrid. Isto porque o seu primeiro nome é … Cristiano.
 
Raquel Vaz-Pinto
 
 
 
 

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Natália, por Dacosta.




 
 
 
 
«A cobrança de impostos sobre os direitos de autor começa a ser acelerada.
O Prémio Literário Círculo de Leitores (mil contos), que recebo pelo romance O Viúvo, é-me esbulhado em mais de metade pelos sôfregos da Fazenda».
 
 (Fernando Dacosta, O Botequim da Liberdade. Como Natália Correia marcou, a partir de um pequeno bar de Lisboa, o século XX português, Alfragide, Casa Das Letras, 2013, p. 291)

terça-feira, 7 de maio de 2013

GTCRRUPCDCL

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Àrea de intervenção do GTCRRUPCDCL







Notícia recente remodelação ministerial Angola confirma Governo 33 Ministros e 52 Secretários de Estado. STOP Acresce nomeação diretor Gabinete Técnico de Coordenação da Requalificação e Reconversão Urbana do Perímetro Costeiro Demarcado da Cidade de Luanda. STOP Talvez seja mais prático, em futuro telegrama, usar só iniciais deste organismo ou seja GTCRRUPCDCL STOP Notícia mais antiga afirma competir GTCRRUPCDCL «assegurar a coordenação técnica e metodológica entre os diversos intervenientes no processo de implementação dos seus projetos» STOP Favor retransmitir nossa delegação Lourenço Marques STOP