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domingo, 20 de junho de 2021

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

Maravilhoso.



 

https://balaiodobem.com.br/pt/garis-turcos-criam-biblioteca-popular-a-partir-de-livros-que-recuperaram-do-lixo/?fbclid=IwAR3N-LksS1eg2RX-hBq0CY667kdfwr6wWixZIPjUGwbaNIc5ProWmREPYeA





terça-feira, 10 de novembro de 2020

Upa, upa.

 



Vi a recensão na The Economist, fui logo espreitar o luxo: uma edição em 3 volumes que mostra a Capela Sistina milímetro a milímetro. Só há uma Capela Sistina, como só há um fabricante no mundo – em Novara, Itália – capaz de produzir à mão uma encadernação em pele clara de grande formato, como esta. A brincadeira custa 22 mil dólares e a tiragem, é óbvio, é muito limitada. Só serão feitas 1.999 exemplares, determinou o Vaticano, em decreto formal e papal. Os 1.000 exemplares da edição italiana já esgotaram. Para os outros, da versão inglesa, postos à venda no passado dia 1, pode dirigir-se aqui: https://www.callaway.com/sistinechapel







segunda-feira, 2 de novembro de 2020

130 Davids vs. Golias.

 



aqui



O livro, em França: e por cá?

 





Monsieur le Président de la République,

A l’heure où les salles de spectacles, les musées, les centres d’art et les cinémas sont malheureusement contraints de nouveau à la fermeture, l’ouverture des librairies maintiendrait un accès à la lecture et à la culture dans des conditions sanitaires sécurisées. 

En mars dernier, l’absence de masques, de gel, de protocole sanitaire face à ce virus ne permettait pas d’accueillir le public en librairie en toute sécurité. Depuis, les libraires se sont équipés et les gestes barrières sont parfaitement respectés dans leurs magasins. La librairie est un lieu sûr.

Le retour en nombre des lecteurs en librairie, jeunes ou adultes, à l’issue du premier confinement a illustré cette soif de lecture, porteuse de mille imaginaires, et cette volonté de défendre nos lieux de vie, de débats d’idées et de culture au cœur des villes. Sachons l’entendre. 

A la veille du quarantième anniversaire de la Loi sur le prix unique du livre, rappelez avec nous, Monsieur le Président, que le livre n’est pas un produit comme un autre : c’est un bien qui doit être défendu par la nation, en toutes circonstances et en tous lieux. 

Désormais, seul internet est autorisé à vendre des livres. Que les librairies indépendantes soient contraintes de fermer est totalement incompréhensible.

Comme vous le savez, ces librairies jouent un rôle que nul autre ne peut tenir dans l’animation de notre tissu social et de notre vie locale, pour la transmission de la culture et du savoir et le soutien à la création littéraire. Elles sont en outre un des plus efficaces remparts contre l’ignorance et l’intolérance.

Nous tous, libraires, éditeurs, écrivains, lecteurs sommes prêts à assumer nos responsabilités culturelles et sanitaires.

Ouvrir toutes les librairies, comme toutes les bibliothèques, c’est faire le choix de la culture. C’est un choix citoyen.

Monsieur le Président de la République, nous vous demandons, aujourd’hui, de laisser les librairies indépendantes ouvrir leurs portes, et de bien vouloir recevoir les représentants des signataires de cette lettre ouverte qui vous la remettront, masqués et en respectant les gestes barrières, dès que vous nous y inviterez.

Premiers signataires : 

François Busnel, journaliste, animateur de La Grande Librairie, Joann Sfar, écrivain, dessinateur et cinéaste, Eric Fottorino, écrivain et journaliste, Boris Cyrulnik, psychiatre et écrivain, Delphine de Vigan, écrivaine, Denis Westhoff, écrivain, Daniel Picouly, écrivain, Alexandre Jardin, écrivain, Tatiana de Rosnay, écrivaine, Joël de Rosnay, scientifique et écrivain, Sandrine Kiberlain, comédienne, Alex Beaupain, chanteur, Erik Orsenna, de l’Académie française, Olivier Frébourg, éditeur, Oliver Gallmeister, éditeur, Philippe Rey, éditeur, Philippe Robinet, éditeur, Adrien Bosc, écrivain et éditeur, Renaud Capuçon, musicien, Manuel Carcassonne, éditeur, Philippe Labro, écrivain, Jeanne Cherhal, chanteuse, Isabelle Carré, comédienne et écrivaine, Clotilde Courau, comédienne, François Cluzet, comédien, Philippe Delerm, écrivain, Martine Delerm, écrivaine et illustratrice, Mathieu Persan, illustrateur, Sylvia Rozelier, écrivaine, Lionel Duroy, écrivain, Dominique Farrugia, comédien et cinéaste, Arnaud Cathrine, écrivain, Françoise Nyssen, éditrice, Marc Dugain, écrivain et cinéaste, Philippe Claudel, écrivain et cinéaste, Jérôme Garcin, écrivain, La Grande Sophie, chanteuse, Cécile Coulon, écrivaine, Philippe Besson, écrivain, Anne Martelle, présidente du Syndicat de la librairie française (SLF), librairie Martelle, Maya Flandin, vice-présidente du SLF, librairie Vivement dimanche, Olivier Rouard, vice-président du SLF, librairies Charlemagne, Amanda Spiegel, membre du SLF, Folies d'encre, Frédérique Massot, membre du SLF, librairie La Rose des vents, François Céard, membre du SLF, librairie Ruc, Frédérique Pingault, membre du SLF, Librairie du tramway, Wilfrid Séjeau, membre du SLF, librairie Le Cyprès, Florence Veyrié, membre du SLF, librairie La Maison jaune, Serge Wanstok, membre du SLF, La Galerne, Vincent Montagne, président du Syndicat national de l'édition (SNE), Média Participations, Antoine Gallimard, Madrigall, vice-président du SNE, Liana Lévi, Editions Liana Lévi, vice-présidente du SNE, Renaud Lefebvre, Lefebvre Sarrut, Michèle Benbunan, Editis, Alban Cerisier, Madrigall, Louis Delas, L’école des loisirs, Francis Esménard, Albin Michel, Nathalie Jouven, Hachette Livre, Laure Leroy, Zulma, Arnaud Nourry, Hachette Livre, Françoise Nyssen, Actes Sud, Jean Spiri, Editis, Lionel Naccache, neurologue et chercheur, Riad Sattouf, auteur de bande dessinée et réalisateur, Tobie Nathan, écrivain, Nina Bouraoui, écrivaine, Diane Mazloum, écrivaine, Jean-Paul Delfino, écrivain, Pierre Pelot, écrivain, Hervé de La Martinière, Média-Participations, Claude de Saint Vincent, Média-Participations, Christel Hoolans, Editions Le Lombard et Kana, Stephen Carrière, Editions Anne Carrière, Séverin Cassan, Editions de La Martinière, Hugues Jallon, Le Seuil, Benoit Pollet, éditions Dargaud, Julien Papelier, éditions Dupuis, Olivier Cohen, L’Olivier, Anne-Marie Métailié, Editions Métailié, Hilaire de Laage, Editions Fleurus, Pol Scorteccia, Urban Comics, Nathalie Zberro, L’Olivier, Stanislas Rigot, libraire (Librairie Lamartine, Paris), Julie Remy, libraire (La Cour des Grands, Metz), Pascal Thuot, libraire (Millepages, Vincennes), Stéphane Hun, libraire (Pages D’encre, Amiens), Frédéric Beigbeder, écrivain, Etienne Klein, philosophe et physicien, Thibault de Montalembert, comédien, Michel Onfray, philosophe et écrivain, Bernard Lehut, journaliste, Inès de la Motte Saint Pierre, journaliste








domingo, 1 de novembro de 2020

Bons ventos.

 



A partir de hoje, a Biblioteca Nacional de Espanha disponibiliza, online e gratuitamente, mais de 30 milhões de imagens dos seus fundos. Aqui. Palavras para quê? Ah, palavras apenas para perguntar: e a Biblioteca Nacional de Portugal, que tal? Pois.

 

 




terça-feira, 15 de setembro de 2020

Visita à camoniana do rei Dom Manuel II em Vila Viçosa.




          Durante os poucos meses que mediaram entre a minha saída do seminário e a minha partida para os Estados Unidos, como estudante, tive como amigo um ex-seminarista de uma ordem religiosa diferente da minha. Conhecemo-nos casualmente por ambos tomarmos as refeições numa pensão da Calçada da Estrela, em Lisboa. Uma vez que essa amizade se prolongou por bastantes anos, no nosso primeiro encontro, por ocasião das férias de Natal de 1972, dei-lhe um exemplar do número especial da revista Ocidente, de Novembro de 1972, com as actas do Primeiro Congresso Internacional para comemorar o 400.º aniversário da primeira edição de Os Lusíadas de Camões, congresso por mim organizado na Universidade de Connecticut, como já foi referido algures.

            Como esse meu amigo era nesse tempo funcionário do Banco de Portugal, concluiu imediatamente que Dom António Luiz Gomes, que acumulava o cargo de Administrador do Banco de Portugal com o de presidente do Conselho Administrativo da Fundação da Casa de Bragança, certamente teria o maior prazer em ver esse número especial da Ocidente. De maneira que me pediu que lhe desse um outro exemplar para ele oferecer ao Sr. Administrador, com uma dedicatória minha.

          Dom António ficou tão satisfeito e sensibilizado com a oferta, que disse ao meu amigo e empregado dele que gostava de me conhecer pessoalmente, pelo que lhe pediu que me levasse a tomar um café com ele, na primeira oportunidade. E foi assim que, pela tarde do dia seguinte, estava eu a tomar café com António Luiz Gomes, na sede do Banco de Portugal, na Rua do Comércio. 

          Depois de me haver dito, a sorrir, que certamente eu devia saber que ele, monárquico, tinha um irmão republicano, Ruy Luiz Gomes, exilado no Brasil, a ensinar Matemática na Universidade Federal de Pernambuco, e depois de me haver dado os parabéns pela organização do congresso camoniano internacional e de me agradecer a oferta do número especial da Ocidente, com as actas desse congresso, perguntou-me se eu sabia da existência da Camoniana do Rei Dom Manuel II. Que sim, sabia, mas que, infelizmente, nunca a tinha visto. Então Dom António disse-me que, ao ler esse número da revista, integralmente dedicado a Camões, imaginara (e imaginou bem, em meu modesto entender) que eu teria interesse em visitar a Camoniana do Rei Dom Manuel II, então em exposição na Biblioteca do Palácio Ducal de Vila Viçosa. Eu, obviamente lisonjeado por uma lembrança tão pertinente e tão simpática, fiz-lhe saber respeitosamente que poder visitar essa Camoniana do excelente bibliófilo que foi o último Rei de Portugal, D. Manuel II, seria para mim a realização de um sonho e uma subida honra.

          De maneira que, dois dias depois, o meu amigo e eu saímos de manhã cedo de Lisboa, a caminho de Vila Viçosa, num carro do Banco de Portugal, conduzido por um motorista, fardado a rigor. Uma vez aí chegados, visitámos, com todo o vagar, a famosa Camoniana do Rei D. Manuel II, o museu e parte do majestoso e opulento Palácio Ducal, cuja riqueza do mármore esculpido e das decorações dos tectos e das paredes de algumas salas me deslumbrou.

À noite fomos ambos opiparamente banqueteados na sala de jantar do Palácio, à luz mortiça de tochas douradas, servidos por um mordomo, vestido à maneira antiga, e ladeados por dois alabardeiros que se comportaram, durante todo o banquete, como se fossem estátuas.

 Chegou a hora do repouso noturno e cada um de nós foi conduzido cerimoniosamente ao seu respectivo quarto pelo mordomo que nos servira o jantar.

         Para que o inesperado banho de realeza fosse completo, do programa constou também uma noite dormida numa cama real, com almofadas, lençóis, cobertores e colchas riquíssimos, e decorada com baldaquino. 

         No dia seguinte, após o pequeno almoço, visitámos partes do Palácio que não tínhamos podido ver no dia anterior, tais como a armaria e a cozinha, e visitámos também os vastos e artísticos jardins.

Depois de nos haverem servido um almoço ducal, regressámos a Lisboa, no carro do Banco de Portugal, conduzido pelo mesmo motorista, fardado a rigor.

Não exagero se confessar que, pelo caminho fora, às vezes dava comigo as esfregar os olhos e a dar palmadas na testa, para me convencer a mim próprio que o que tinha acontecido no Palácio Ducal de Vila Viçosa não era um conto de fadas, mas uma coisa muito real. Uma daquelas coisas que, sem se saber como nem por quê, podem suceder uma vez na vida ao mais indigno dos mortais.              


          António Cirurgião

 

 









segunda-feira, 7 de setembro de 2020

bouche bée







          Sí non é vero… belisquem-nos. Alberto Manguel vem viver para Portugal e vai doar os 40 mil volumes da sua biblioteca a Lisboa. A notícia, surgida de súbito, é das melhores novas deste ano comatoso. Há dias que parecem 1 de Abril. Absolutamente maravilhoso. Se a coisa se concretizar, conheço duas ou três pessoas com grandes bibliotecas grandes, incluindo eu, que certamente estarão dispostas a juntar as suas estantes às de Manguel, em acasalamento informado. Quem sabe se a partir daqui não se faz uma coisa muito, mas mesmo muito bonita?











quarta-feira, 29 de julho de 2020

O ouriço, a raposa e um grande livro.







O Manuel S. Fonseca está sempre a mimar-me (obrigado pela oferta, Manuel!) e a mimar-nos com livros fantásticos. Eu ainda nem acredito que veste livro não estava ainda cá traduzido. The Hedgehog and the Fox é o ensaio mais popular de Isaiah Berlin, por todos falado mas nem sempre lido. Falar do ouriço e da raposa, nos termos em que o fez Berlin, tornou-se, aliás, um cliché intelectual muito estafado – o que mostra a relevância do escrito, que superou as intenções do autor e que é muito, muito mais do que aquilo que o subtítulo traiçoeiro indica («ensaio sobre a visão histórica de Tolstói»). Se isto ainda não existia por cá, editar este clássico é já um dos feitos editoriais deste ano atípico – ou, como dizia outro livro, deste ano em que estivemos em parte nenhuma. Parabéns, Manuel, e muito obrigado.









Leituras bicentenárias.






https://www.almedina.net/manuel-fernandes-tom-s-ensaio-biogr-fico-1592471077.html





segunda-feira, 27 de julho de 2020

Coração independente.







Pronto, terminei a leitura deste livro esmagador, um tour de força de muitas páginas. Que trabalho insano, que investigação imenasa, Deus meu!, coisa rara e pouco vista por nossas bandas laxistas. O livro talvez precisasse de ser um pouco editado, talvez, e o entusiasmo do biógrafo pela biografada também talvez pudesse ser um pouco moderado. Mas que são esses pecadilhos comparados com o muito e tanto, imenso e novo, que este livro nos traz? Há figuras que não saem nada bem da fita: José Jorge Letria, Mário Castrim, Carlos do Carmo… E como explicar o silêncio, no pós-25 de Abril, do partido e das dezenas e dezenas de pessoas que Amália ajudou em ditadura? Neste livro está lá tudo, falado, documentado. Está lá que Amália foi enxovalhada, denegrida, perseguida – e poucos ou nenhuns se levantaram em sua defesa. É triste, é fado, é o eterno fado do cavanço, do tempo da Grande Guerra. Agora, por ser centenário, muitos falam da inteligência da diva. Sem dúvida, está certo, mas Amália era também emocional, deveras passional, vê-se em cada linha desta obra de Miguel Carvalho (que, com este e com o seu anterior  Quando Portugal Ardeu, se arrisca a ser o maior repórter-cronista do 25 de Abril: é prosseguir, sem medo!). Mas o que deste livro ressalta é, acima de tudo, muito por cima de tudo, que Amália Rodrigues uma grandeza de carácter absolutamente extraordinária. Coração independente? Sim, o dela, só o dela.





















quinta-feira, 23 de julho de 2020

Parabéns, António Cabral.









Não há coincidências? Poças, só há. Ontem, no dia de aniversário de António Cabral, o maior tintinólogo que conheço (além de uma pessoa extraordinária, claro), no dia do aniversário de António Cabral, dizia, surgiu a notícia de que o original do Lótus Azul, de Hergé, foi descoberto num caixote ou caixa ou lá o que é e vai ser leiloado em grande, com previsões de 3 milhões. Não tendo, de momento, disponibilidade para oferecer um presente tão vultuoso, junto envio a imagem acima, que não é o original mas imita bem e até anda lá perto, tão perto como o meu abraço, de parabéns e muita amizade (quanto ao mais, é só imprimir, recortar e emoldurar)