Este filme mostra uma coisa muito mal
feita que foi a execução de Topsy, uma elefante-fêmea, nos
Estados Unidos. A história é triste, e prometo um dia contá-la ao pormenor, com
mais vagar. Até porque houve um caso ainda mais absurdo, o do enforcamento de
uma outra elefanta, a Mary. Não acredita? Aqui vai em baixo. E a M&M (Minha Margarida), que se recusou a ver esta barbárie, chamou-me a atenção para um livro que leu, chamado Elephants on Acid, que narra a história tenebrosa de um cientista que, em 1962 (!), drogou um elefante com LSD, acabando o animal por morrer. Horror, horror.
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quarta-feira, 11 de julho de 2018
terça-feira, 26 de setembro de 2017
Histórias de mulheres: Ruby Bridges (e Margarida Araújo)
Norman Rockwell, The Problem We All Live With, 1964
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Margarida Araújo, Norman Rockwell Revisited, 2012
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Margarida Araújo, a própria
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Há cinco anos, escrevi no Malomil um texto desmesurado e loooongo sobre Ruby Bridges
e o quadro de Norman Rockwell. Mandei-lhe um desenho da minha Margarida, ela
agradeceu com um livro assinado para a raça da miúda – que agora está na
escola, como Ruby esteve. Mas a ida de Ruby para a escola não foi, nem de
longe, semelhante à da minha Margarida. É importante que a minha Margarida e as
outras margaridas do mundo saibam quem é Ruby Bridges, o que fez e faz. Deu uma
entrevista à TVI
(aqui), que exibiu também o filme da Disney sobre ela. Ruby estará
em Lisboa, no próximo sábado, no Encontro da Fundação Francisco Manuel dos
Santos. Para todas as margaridas do mundo, beijos e abraços. Mas para a minha
Margarida, um beijo do pai, que é especial e diferente de todos os outros
beijos do mundo (espero eu…). Passaram cinco anos, Maggie, cinco anos de ti.
E eu a ver-te, pasmado e feliz.
António Araújo
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quarta-feira, 20 de setembro de 2017
sábado, 15 de outubro de 2016
Eleições americanas: análise e comentário da drª Margarida.
Instada
pela professora de Português a fazer um T.P.C. sobre «um assunto controverso da
actualidade», Margarida Araújo escolheu as eleições norte-americanas e opinou assim, sem tirar nem pôr (não alterei uma vírgula). Do alto dos seus treze anos,
acabados de fazer, disse:
Um dos assuntos mais controversos da
actualidade são as eleições americanas. Donald Trump e Hillary Clinton disputam
um lugar na Casa Branca. Na minha opinião, ambos mostram argumentos muito bons.
Trump, um xenófobo da elite, fala-nos do seu pudor e medo para com os
mexicanos. Cá para mim, é alérgico a burritos,
ou então não fica bem de sombrero. Diz que quer construir um muro. Por esta
altura, os berlinenses estão a ter um déjà
vu e a discordar fortemente, enquanto os ingénuos dos mexicanos, por sua
vez, se alegram, pois obviamente vão conseguir trabalho a construir o muro, e
assim arranjam um dinheiro extra para a quinceañera da filha.
Eu, por outro lado, nada tenho contra
mexicanos. As novelas deles fazem-me sempre chorar e, claro, questionar se a
minha mãe é mesmo minha mãe, ou a minha gémea perdida que tinha sido trocada
num hospital de nível questionável.
Margarida Araújo
sábado, 21 de maio de 2016
E o pai, babado.
Harold Whittles a ouvir pela primeira vez na vida
Fotografia de Jack Bradley, 1974, com a história contada aqui
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O Homem tem o dom de pensar. Quer desperdiçá-lo?
O Mundo tem paisagens inenarráveis. Quer desperdiçá-las? O maior ecrã é o ar
livre e o melhor programa é a vida. Não mude de canal neste assunto.
Margarida Araújo, quase a fazer 13
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
Há pessoas e há mundos.
Há pessoas e há mundos
Há ricos e vagabundos
Nós não somos todos iguais
Somos filhos e somos pais
A cor não importa
A altura também não
O que me chama a atenção
É mesmo o coração.
Margarida Araújo
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
Margarida entra em recessão técnica.
Querido pai Natal,
Este Natal,
por causa da crise, não vou pedir muita coisa.
Esta é
a lista:
· Uma
caixa de bombons (ou um saco)
· Uma
camisola (pode ser tricotada pela avó)
· Aulas
de costura e tricot (dadas pelos familiares)
Beijinhos
da
Margarida
PS –
Também quero estar com a família.
Por
razões microeconómicas, que são as dela, a Margarida decidiu ir além
da troika. Fez contas à vida, projecções para o próximo semestre, e, com a maior das latas, submeteu às
autoridades um orçamento natalício completamente irrealista de tão frugal. O
diploma, que acima transcrevemos na íntegra e em primeira mão, encontra-se até no limiar da constitucionalidade, pois a Joana também tem direitos adquiridos que nesta proposta não foram minimamente acautelados. Desta forma, jogando na política do
facto consumado, não há concertação social possível. E escusa Dona
Margarida, com aquela lábia toda, de trazer estas coisas a público, pois eu,
que sou literalmente o seu pai natal, bem sei que entretanto já meteu à má fila
um programa intercalar com duas PPP’s e três chocolates. Ainda ontem, por
exemplo, obteve uma vultuosa tranche de
botas de borracha. Agora, quando as previsões iam ser revistas em alta, Margarida actuou a contraciclo, lançando a confusão nos mercados. Através da sua agência de comunicação, enviou para a imprensa este memorando de entendimento, todo a puxar ao
sentimento dos credores progenitores, dizendo querer aulas de tricô e estar com
a família... Coitadinha… Como se não soubessem todos os portugueses, ó Margarida, que não
tarda vais apresentar mais uma daquelas tuas propostas de OE rectificativo.
Quem não te conheça que te compre, Margarida. A mim, já não me enganas com estas tuas manobras de diversão.
quarta-feira, 10 de julho de 2013
Confissões de Ana Monteiro.
Querido
Diário,
Eu
sou a Ana Monteiro, tenho 17 anos, vivo em Coimbra e tenho dois irmãos, a Carla
e o Beto, e já trabalho, como depiladora.
Sou descontraída e gosto de tranquilizar
as pessoas e a mim própria. Adoro música, sou romântica, já tenho namorado, o
Caçandro. Tenho cabelo castanho-escuro como a cor do meu cão, Pupi. Uns olhos quase pretos, uma boca grande e
clara, que faz contraste com a minha pele morena. Sou alta (1,83m) e magra
(esquelética, para mim, Margarida).
Na imagem, eu estou a posar num campo
para exibir um novo casaco de ganga-clara, da colecção Primavera-Verão.
Eu acho que está linda, pois foi tirada
ao pôr-do-sol e porque está tudo desfocado menos eu, que estou focada, com os
cabelos ao vento. Foleiro!!!
Bjs
Texto de Margarida Araújo,
Para o João Miguel, do Pais de Quatro
Para o João Gama, Pai de Cinco.
terça-feira, 28 de maio de 2013
Dia de exame.
.........Toda a gente
acha que os exames que os exames nacionais são difíceis, mas eu não.
Vou explicar o meu dia de exame.
Sentámo-nos e a nossa mãe empanturrou-nos. Aposto que era só para não se sentir
mal com os resultados da dieta! Depois, fomo-nos vestir. A minha irmã Joana
vestiu-se com o fato da comunhão! Quer dizer, há coisas em que não me importo
de ser Amish, mas eu quero ver TV.
Quando chegámos à escola, a mãe só
dizia:
- Não percas o cartão de cidadão!
Também, menos uma pessoa em Portugal
não fazia diferença…
Depois fizeram a chamada. Eu bem tentei
fugir, mas os vigilantes eram máquinas! E tiveram a lata de nos obrigar a
assinar um papel a comprovar que não tínhamos telemóvel! Até nos fazem sentir
mal, OK?
Podem não saber, mas há crianças que
têm mães que pensam que ainda há pombinhos de correio e que ainda temos de ter
cuidado a atravessar as estradas para não sermos atropelados por dinossauros!
Bem, foi a minha manhã.
Bem, foi a minha manhã.
Margarida Araújo
terça-feira, 16 de abril de 2013
O queixume dos cavalos.
Franz Marc, Die grossen blauen Pferde, 1911
|
Estavam dois cavalos a
pastar…
.
- Esse feno
todo?! -
exclamou um.
- Claro! -
respondeu outro.
- Os teus donos
devem gastar metade do salário em ti!!! - alfinetou o
cavalo Pep, o que começou a discussão,
- Ó, cala-te, eu
estou doente. -
mentiu Lon, o outro cavalo.
- Ai sim,
desculpa, que doença é? - perguntou Pep, arrependido.
- Hãããã… à sim,
eu tenho D.F.F., Défice de Feno da Feira. - disse Lon,
sorrindo.
- Uh… -
limitou-se a dizer Peps. - Mas
para que serve esse feno?
- Ah, ah,
acreditaste, mais sapo ficaste! - gritou Lon.
- Então és só
gordo! Assim o país não avança! - exclamou Peps.
- Então agora
vens-me com o governo, é?! Com o Passos Coelho e a Troika?! -
berrou Lon.
- Com a crise
falo sempre deles! - contrapôs o Peps.
- Cala-te ou faço
lasanha contigo.
.
Não sei o que veio a
seguir, mas acho que vi um deles no Continente, secção de congelados.
Margarida Araújo
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sexta-feira, 8 de março de 2013
Convenção de Osgas.
Eu
estava no meu jardim a observar os arbustos, quando de repente ouvi vozes
vindas de trás de uma macieira. Que estranho!
Quando fui lá espreitar, eram osgas!
Todas numa fila indiana! Comecei a ouvir as conversas:
− Adoro as convenções de osgas! –
exclamou uma.
− Eu também. – disse outra.
− Vá, caluda. – sussurrou a osga-major
(eu reconheci pelo mini-fato de tropa).
− Silêncio, meus caros. – disse a osga
intelectual (vi pelos óculos de aros redondos.)
− Iô, meus, toca a baixar a… baixar a
bolinha! – berrou a osga D.J. (tinha uns headphones e um colar com um símbolo
do cifrão.)
− Fechem a matraca !!! – gritou a osga campónia (ela usava um chapéu de palha e umas jardineiras.)
Eu nem queria acreditar. De repente o
meu jardim tinha-se transformado numa sala de congressos?
Bem, adeus.
Margarida
Araújo
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
As quatro estações.
As
estações não são o que parecem. O Inverno, por exemplo. A neve são os grandes
cabelos brancos do velho Senhor dos céus a cair e o vento é o Senhor dos céus a
apagar as velas do seu aniversário, pois faz anos em Dezembro. No Outono, as
folhas a cair são as roupas sujas das árvores, que terão umas novas quando
chegar a Primavera, a costureira que faz lindos fatos de flores aos campos
verdes. O Verão é caloroso, gosta de misturar mar e areia, com sol a
acompanhar. E estas são as quatro estações, que em breve verão, falando com os
seus botões.
Margarida Araújo
sábado, 23 de junho de 2012
Metáfora da Vida.
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Metáfora da Vida
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Cada vida é um livro.
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Cada ano é um capítulo, cada dia é uma frase, cada hora é uma palavra, cada minuto é uma sílaba e cada segundo é uma letra.
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Conhecem a expressão acabou-se e ponto final, ou amanhã é outro dia.
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Cada vida é um caderno diário e cada pessoa tem a função de o deixar bem apresentado.
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Por muito difícil que seja pôr as palavras sem as deixar tortas, temos as “linhas” para nos ajudar.
Margarida Araújo
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