Assisti ao
Oscar 2018 nos canais
E!,
TNT e
TV Globo nessa ordem. O
E! é o mais completo do
Tapete Vermelho mas hoje li que algumas atrizes se recusaram a dar entrevista para o apresentador porque ele responde a um processo de assédio. Mas a
TNT complementou, embora não muito, já que os repórteres são brasileiros então tem mais dificuldade de disputar os mais assediados. Pelo menos eles conseguiram entrevistar os brasileiros que concorriam,
Rodrigo Teixeira produtor e dono dos direitos do filme
Me Chame pelo Seu Nome e
Carlos Saldanha diretor da animação
O Touro Ferdinando.
O vestido que gostei mais foi o da Gal Gadot idealizado pela Givenchy, maravilhoso! Não foi um ano que gostei muito dos vestidos. Amei vários brancos: Jane Fonda (Balmain), Margot Robbie (Karl Laggerfeld) e Mary G. Blige (Versace). Deslumbrantes também Danai Gurira. Interessante o vestido da Lupita Nyong' o (Versace). No tapete vermelho pareceu estranho mas no palco ficou deslumbrante.
Outro vestido que amei foi da Leslie Bibb esposa do simpático Sam Rockell, apesar que eu só conheço do cinema e da televisão.
Os homens ousaram mas de forma elegante. Que lindo o smoking do Daniel Kaluuya e como esse ator é bonito, quero muito ver Corra!. Timothee Chalamet e Armie Hammer também, apesar que Armie não precisa muito para ficar bonito.
Bom, vamos ao motivo desse post. O meu filme do coração ganhou
Melhor Filme, me emocionei demais.
A Forma da Água ganhou
4 Oscars. Além de
Melhor Diretor para um dos meus diretores preferidos,
Guillermo Del Toro. Fiquei muito irritada com os comentaristas e a minimização do roteiro. Não é só um filme de amor. E não é um filme que fala do diferente só porque uma mulher ama um monstro como A Bela e a Fera. Várias amigas compararam, mas acho bem diferente. A bela acaba amando a fera que vai virar um belo príncipe. A bela não casa com a fera sendo fera. E a bela é bela e jovem.

A Forma da Água é um filme sobre excluídos. Duas faxineiras, uma muito solitária e mais velha, mas ativa sexualmente pelo menos de forma solitária, diariamente. E a outra maltratada pelo marido. E um vizinho, um homem mais velho que perdeu o emprego e é ridicularizado pelo ex-chefe que pede um trabalho que nunca aceita e portanto não paga. São pessoas invisíveis na sociedade. E várias vezes
A Forma da Água trabalha o preconceito. Merecidíssimo o prêmio. Vi uma entrevista do
Guillermo Del Toro onde ele diz que seus filmes anteriores eram desesperançosos e ele quis fazer um diferente, mas a melancolia dos filmes dele estão ali. As tramas que falam de infâncias com violência e sofrimento. A protagonista é órfã, algo aconteceu com ela que tem cicatrizes, tiraram as cordas vocais dela, ela é muda. São muitas sutilezas. Ok, não vi os outros filmes, mas é meu diretor favorito, já queria que ele ganhasse faz tempo.
Beijos,
Pedrita