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segunda-feira, 9 de março de 2026

Let them all talk

Assisti Let them all talk (2020) de Steven Soderbergh na HBOMax. Que grata surpresa! E que elenco!

Meryl Streep é uma renomada escritora. Ela vai de navio para Londres para receber um prêmio. Leva duas amigas afastadas da faculdade e seu sobrinho de Lucas Hedges. A escritora precisa entregar um esboço ou o livro, então fica a maior parte do tempo no quarto. Ela sai para nadar sempre no mesmo horário. E janta com as amigas todas as noites.

As duas amigas são Candice Bergan e Dianne West. Uma delas sustenta o filho e a família dele porque ele faliu na empresa que tinha. A outra amiga é vendedora de uma loja de lingeries. Ela é a que aproveita mais a travessia. Vai ao bar, ao baile, não perde os eventos sociais do navio. E procura um marido rico para tentar sair da situação difícil que se encontra. Ela culpa a escritora dos seus fracassos. A outra amiga fica mais no quarto lendo.
A agente de Gemma Chan vai escondida e usa o sobrinho para saber como está o livro. Há dois outros personagens. Um famoso escritor de livros de suspense que as amigas leram tudo interpretado por Daniel Algrant. E um outro personagem misterioso de John Douglas Thompson.

Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 9 de setembro de 2024

O Retorno de Mary Poppins

Assisti O Retorno de Mary Poppins (2018) de Rob Marshal na Disney. Eu amo a versão anterior, tinha vontade de ver essa. Gostei muito! Tem vários momentos mágicos exatamente como a anterior que quero rever porque faz muito tempo. Li que quiseram homenagear o filme anterior. Mas eu achei longo demais e bem chato em vários momentos. É lindo! Encantador! Mas tem um problema sério em não ter sido cortado em edição.

Dessa vez Mary Poppins vai ser babá dos filhos da antiga criança. Os irmãos adultos foram no passado cuidados pela Mary Poppins. E agora ela vai cuidar dos filhos de um deles. O pai ficou viúvo, está completamente perdido na casa, e ela reaparece voando do céu. Ele é o ótimo Ben Wishaw que está um pouco caricato demais. A irmã é Emily Mortimer. O garoto menor é a cara do Ben, Joel Dawson, fui até olhar se era filho mesmo. As duas outras crianças são Nathanael Saleh e Pixie Davies. A empregada é Julie Walters, achei meio etarista a atrapalhação dela e todos rindo. Ela devia estar aposentada e sendo cuidada, jamais ridicularizada.
Mary Poppins é a maravilhosa Emily Blunt. Ela está incrível. Li que no primeiro filme a Disney não queria que misturassem animação e atores, e que aceitaram pela insistência. O filme ganhou inúmeros prêmios e foi muito elogiado exatamente por essa união que deve ter sido bem difícil na época. São lindas as cenas mágicas com desenhos, efeitos, um verdadeiro sonho. Coloridas, felizes, são os melhores momentos do filme. Dessa vez é um acendedor de lampiões, da outra era um limpador de chaminés. Quem interpreta é o Lin-Manuel Miranda, que falam ser um grande ator de musicais. Não me identifiquei em nada, principalmente com a foz anasalada. Pior ainda insinuarem um romance dele com a personagem da Emily. Ideia pavorosa.
Depois do colorido maravilhoso, o filme fica profundamente escuro e chato. As cenas deles tentando parar o Big Ben pelo lado de fora, cenas que se arrastavam insuportavelmente. Chatas e desnecessárias porque na hora que eles não conseguem Mary Poppins voa e atrasa em um segundo. Por que não fez isso antes? São muito chatos também os personagens do Colin Firth e Meryl Streep. Não gostei nada do navegador no telhado e seu parceiro, totalmente sem função. Nem o dono do banco, Dick Van Dick, que aparece do nada também. Tudo muito chato. Acho que quiseram homenagear grandes atores, ou aumentarem o interesse colocando grandes atores no modo forçado. O filme tem mais de duas horas desnecessárias. 

Podiam ter investido em mais cenas coloridas.

Beijos,
Pedrita

domingo, 21 de maio de 2023

August: Osage County

Assisti August: Osage Country (2013) de John Weils no Film&Arts. É baseada na peça de Tracy Letts, que parece ser bem famosa, já que há inúmeras fotos de montagens. É sobre uma família disfuncional!

O elenco é inacreditável! Meryl Streep é a matriarca. Ela vivia com o marido em uma casa no campo. Ela é viciada em pílulas e ele em bebida. Ele contrata uma indígena pra cuidar da casa e desaparece. A família começa então a aparecer. A filha mais velha é Julia Roberts. O texto é ácido, afiado. A mãe tem câncer na boca e diz a filha que quando ela descobriu o câncer ninguém apareceu, mas quando o pai desaparece todos vem. Ele é interpretado por Sam Shepard. E o filme é muito sobre isso. Mesmo que todos sejam muito cruéis uns com os outros, é revoltante eles ficarem indignados com a vida da mãe, sendo que nunca estiveram presentes. 

 
Aos poucos os segredos vão sendo revelados. É um filme dilacerante! O elenco incrível continua: Ewan McGregor, Chris Cooper, Juliette Lewis, Margo Martindale, Julianne Nicholson, Benedict Cumberbatch, Abigail Breslin, Dermot Mulroney e Misty Upham. A única que tem alguma generosidade na família é a funcionária.

Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 1 de abril de 2022

Não Olhe pra Cima

Assisti Não Olhe pra Cima (2021) de Adam McKay na Netflix. O roteiro é de David Sirota. Esse filme explodiu em comentários e sempre que isso acontece eu reluto em ver. Sim, eu ia ver, mas achava que era sobre política, sim, é bastante, mas é sobre ficção científica. 

Eu acho que o filme fala muito mais sobre a humanidade do que sobre políticos. O quanto a maioria é mesquinha e atualmente com as metas a cumprir, a necessidade de aumento de produtividade, até na iminência da morte, eles tentavam faturar. É muito surreal! Sim, fala de negacionismo, da tentativa de invalidar a ciência, infelizmente tão atual.

Dois cientistas descobrem um cometa rumo a terra. Na verdade quem descobre é a estagiária, o professor chefe confirma, a NASA confirma os cálculos e vários pares cientistas confirmam até mesmo o prazo que vai se chocar na terra e destruí-la, seis meses depois da descoberta. Eles vão então a Presidente da República, no filme é uma mulher e começam uma enxurrada de acontecimentos absurdos de jogo de poder, ganância e ignorância. O professor se deslumbra com o estrelato e passa também a surtar.
O elenco impressiona. Leonardo di Caprio e Jennifer Lawrence são os cientistas. O da Nasa é Rob Morgan. Os jornalistas são Cate Blanchett e Tyler Perry. A Presidente é Meryl Streep, seu filho, Jonah Hill. Ainda aparecem Timothée Chalamét, Mark Rylance e Ron Perlman.

Beijos,
Pedrita

domingo, 2 de janeiro de 2022

A Lavanderia

Assisti A Lavanderia (2019) de Steven Soderbergh na Netflix. Amo os atores e o diretor, quis ver. É baseado no livro homônimo de Jack Bernstein, jornalista investigativo americano. Apesar de uma empresa brasileira ser citada no final, o livro não tem tradução no Brasil.

Os personagens do Gary Oldman e Antonio Banderas, em paraísos fiscais, contam a história. O filme é muito bem realizado, entrecortado, muito inteligente as cenas, com metalinguagem. Os dois estão em um paraíso fiscal e contam as artimanhas pra ganhar muito, mas muito dinheiro com empresas fantasmas. O filme conta a história dos Panamas Papers, quando uma empresa de advogados, a Mossack Fonseca criou mais de 214 mil empresas em paraísos fiscais, as off shores, beneficiando milionários de mais de 200 países, inclusive o Brasil.
A personagem da Meryl Streep que mostra na prática algumas das consequências desses crimes. Ela vai fazer um passeio turístico com o marido em um barco que vira, muitos morrem, inclusive o marido dela. Os donos da empresa do barco descobrem que a empresa de seguros que era muito, mas muito mais barata que as outras, não existia de fato. A empresa tenta honrar como pode com algumas indenizações, mas não consegue muito. Essa personagem começa a investigar a empresa de seguros que oficialmente não existe e vai puxando o fio de novelo desses esquemas. 
Mas há vários outros núcleos que mostram as trambicagens. Gente que ganhava muito, mas muito dinheiro não fazendo nada, só gastando. No final, quando o esquema explode e todos os "investidores" querem satisfações, Odebrecht aparece em cena querendo explicações do dinheiro. Achei na internet que a Odebrecht pagou 30 milhões de dólares de subornos. Aparecem ainda no esquema profissionais da Fifa e da Petrobras. Mas o livro não tem tradução no Brasil, por que será?

Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

Little Women

Assisti Little Women (2019) de Greta Gerwig na HBO Go. Eu estava receosa de ver esse filme, mas queria muito assistir já que o livro de Louise May Alcott povoou ou minha infância ou minha adolescência. Não lembro exatamente quando li, mas lembro que fiquei muito impactada e que gostei muito. Era uma edição da família, não sei por onde anda. Esse livro ganhou muitas versões, vi algumas que amo e essa ganhou muitos prêmios merecidamente!

Eu também quis assistir pra distrair, mas me deprimi feio. Não porque uma delas morre e eu já sabia, mas pelo momento que acabei vendo. O filme fala muito da não liberdade de escolha, não pela imposição da sociedade, mas pela dificuldade, nesse caso financeira. E se pensarmos, estamos em um momento parecido, que não escolhemos a vida que estamos vivendo nesses anos e vivendo no modo angustiado. Essa dúvida sobre o futuro, inclusive profissional. Gostei muito do que a diretora quis destacar. Ela mostra a dificuldade que é viver várias mulheres em uma mesma casa, com poucos recursos financeiros. Não era uma casa que faltasse o básico, mas não era uma casa que sobrasse muito. Gostei muito dos figurinos, superpostos, fora da moda da época, já que não havia recursos para o supérfluo. Todas estão excelentes! Laura Dern faz a mãe. As cinco irmãs são interpretadas por Saoirse Ronan, Emma Watson, Florence Pugh e Eliza Scalen. Meryl Streep faz também uma pequena participação, a tia rica das moças.
Gosto dessa história porque a protagonista torna-se escritora, e consegue viver do que escreve. Esse livro é praticamente autobiográfico. Queria ser mais disciplinada para escrever, terminar os vários textos que já comecei, um sonho desde a infância. Os homens aparecem pouco, o amigo de infância delas é interpretado por Timothèe Chalamet. Louis Garrel faz uma pequena participação. Ele é professor e amigo da protagonista na cidade grande. O marido pobre de uma delas por James Norton. O editor por Tracy Letts.
Gostei mais ainda da forma como o final foi construído. A protagonista está com o editor falando do livro. O editor disse que não dá para a protagonista acabar solteira porque não vende. Ao mesmo tempo a protagonista do filme está correndo atrás de quem acha que ama pra casar. A autora nunca casou. Gostei do filme dar a entender que o final com um casamento foi a imposição editorial da época, não a realidade. Fascinante!

Beijos,

Pedrita

terça-feira, 27 de novembro de 2018

The Post

Assisti The Post (2017) de Steven Spielberg no TelecinePlay. Não entendi porque esse programa entrou direto no Now. Talvez tenha passado na programação. Eu acho filmes históricos fundamentais. Sempre ouvi dizer que a Guerra do Vietnã foi um grande erro dos Estados Unidos, mas o filme mostra que foi um erro absurdo. Os governantes já sabiam que a guerra vinha sistematicamente dando errado, que os Estados Unidos vinham perdendo violentamente, que os soldados morriam assustadoramente, mas eles continuavam dizendo a população que era um sucesso e levando milhares de jovens ao front. O roteiro é de Liz Hannah e Josh Singer.

Um homem que esteve na guerra vê o fracasso. fala em reunião com os líderes sobre o fracasso e todos concordam, mas na hora do líder falar a população em coletiva só faz elogios aos grandes resultados da guerra, que estão perto de vencer, quando não há resultado positivo algum, só negativo. Esse homem fica revoltado com tanta mentira aos americanos, resolve roubar relatórios ultra secretos que mostravam que os governantes dos Estados Unidos sabiam do fracasso da guerra mas encobriam, mentiam e continuavam levando milhares de jovens ao front para morrer. O filme passa a ser a luta jornalística para que conseguissem publicar essas mentiras do governo e da guerra, já que o governo tenta de tudo para a democracia não ser respeitada e tenta impedir a imprensa de colocar a lama nos jornais.
Além dessas questões fundamentais, ainda aparecem várias outras. A dona do Washington Post é uma mulher interpretada brilhantemente por Meryl Streep. O jornal é de sua família. Era de seu pai, foi para o seu marido e agora ela que dirige. Ela estuda tudo já que quer abrir o capital do jornal para que possam sobreviver, mas é ignorada nas reuniões onde todos são homens. Há uma cena muito emblemática. Inúmeras mulheres aguardam do lado de fora, secretárias, braços direitos dos líderes dos bancos, mas na reunião só homens. A dona do Washington Post é a única mulher e os diretores não a deixam falar. Tom Hanks interpreta o diretor de redação do jornal. Outra questão fundamental abordada incessantemente no filme é a liberdade de imprensa. Os diálogos dos dois são impressionantes. Os dois eram próximos de líderes dos governos. Em geral jornalistas são abordados mesmo por líderes por vários motivos. Os jornalistas porque buscam informações exclusivas. Mas é fato que muitos líderes tentam manipular os jornalistas conforme os seus interesses. Os dois sabem dessas manobras e os dois questionam um ao outro se realmente não se deixaram manipular. São incríveis esses diálogos. Uma verdadeira aula de cidadania, liberdade de imprensa e poder.
Também o filme mostra toda a responsabilidade de um jornal ao publicar uma matéria. Que há equipes que debatem sobre o conteúdo, advogados para avaliar as implicações legais das notícias. Tudo é pensado milimetricamente. No Brasil não é diferente. Talvez se as pessoas vissem esse filme conseguiriam entender que as decisões de dar ou não uma notícia não são levianas. Sim, um jornal pode se omitir ou só publicar algo que favoreça a alguém, mas nada é tão superficial como muitos adoram insinuar. Sim, exigir maior imparcialidade, clareza, mas atacar a imprensa é no mínimo leviano. A imprensa é fundamental no estado democrático e o filme reforça isso inúmeras vezes. Pressionar imparcialidade da imprensa, questionar aproximação e possível manipulação de grupos, sim, mas desejar o fim da imprensa é crime. O elenco é muito extenso e muito bom: Jesse Plamons, Rick Holmes, David Cross, John Rue, Michael Ciryl Creigthon, Bruce Greenwood, Bradley Whitford, Pat Healy, Sarah Paulson, Bob Ondekirk, Carrie Coon e Luke Slatery.


Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Florence Foster Jenkins

Assisti Florence Foster Jenkins (2016) de Stephen Frears no TelecinePlay. Eu tinha visto um trecho em uma matéria sobre filmes indicados ao Oscar e quis muito ver. Foi uma grande surpresa descobrir que Florence Foster Jenkins (1868-1944) existiu. Uma grande mecenas da música, vivia ajudando grandes orquestras com cantores para que realizassem os seus eventos. E o sonho dela era cantar. No Brasil claro que colocaram juízo de valor no título.

O filme começa com a contratação de um pianista para as aulas. O maestro que vai lecionar é um grande regente de uma orquestra. Como ela era uma grande mecenas, vivia rodeada de pessoas importantes. Uma graça o pianista interpretado por Simon Helberg. O pianista é Cosmé McMoon. O momento da contratação e da primeira aula são preciosidades. Que interpretação da Meryl Streep. Todos estão incríveis. Hugh Grant interpreta o marido de Florence. Eles estavam casados há anos, mas não era um casamento carnal já que ela tinha sífilis que adquiriu do marido anterior quando tinha 18 anos nas núpcias.

O filme é muito delicado e bonito. Ela quer cantar, começa muito tarde o que já dificulta e não é nada afinada. O marido faz de tudo para protegê-la das críticas. Escolhe a dedo quem vai assisti-la. Ele tem outra mulher e diz que vai jogar golfe quando quer ficar com ela e é em uma dessas viagens que Florence grava um disco e aluga o Carnegie Hall. Vira um furor e sucesso, como disse um amigo, porque queriam rir dela o que é muito triste e feio. Até hoje é o disco mais vendido. Florence lotava os teatros, com inúmeras personalidades da música. Alguns sim iam para rir, mas muitos iam em respeito a tudo o que ela fazia e patrocinava na música. Eu gostei muito da atualidade do filme porque fala muito de respeito e tolerância. O quanto julgamos os outros e nos divertimos com as dificuldades dos outros pra encobrirmos as nossas falhas. Meu amigo disse que há outro filme sobre essa história que ele gostou muito, um filme francês de nome Marguerite que quero muito ver também.

No final vieram fotos de Florence Foster Jenkins, ainda do marido e do pianista. Contam que o pianista só tocou mesmo com Florence, amante do fisioculturismo acabou se tornando júri da modalidade. 


Depois de viúvo, o marido de Florence, St. Clair Bayfield, continuou investindo em música até sua morte.

Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 30 de março de 2017

Tudo é Cópia

Assisti ao documentário Tudo é Cópia (2015) de Jacob Bernstein no Max. Faz tempo que a Liliane do Paulamar me falou desse filme e coloquei para gravar na época. Muito obrigada pela indicação, gostei muito! É sobre Nora Ephron, é o filho que faz o documentário após a sua morte.

Logo que começou achei que aproveitaria muito pouco porque não lembrava de Nora Ephron, nem de seus filmes, muito menos de seus livros. Realmente acho que nunca li nada dela, mas aos poucos vi que assisti alguns filmes baseados em seus roteiros. Que eu me lembre que vi com roteiros dela foram os fofos Sintonia de Amor e Mensagem para Você. Tanto que Meg Ryan e Tom Hanks falam de Nora Ephron. Meg Ryan lê ainda um trecho de seus textos, outros atores também. Outros filmes não sei se vi, não lembro.

Nora Ephron era filha de Henry e Phoebe Ephron, dois dramaturgos. Eles foram autores de roteiros de grandes filmes como Carrossel e Papai Pernilongo. O documentário conta que depois de um tempo eles se tornaram alcoólatras. 

Fiquei surpresa em saber que Nora Ephron foi casada com o jornalista do caso Watergate, Carl Bernstein, pai do diretor desse documentário. Aos poucos o documentário foi desconstruindo a escritora. Ela gostava de falar de sua vida em seus livros que viravam filmes depois. Eu teria pavor de ser parente de uma pessoa que vivia expondo publicamente a vida das pessoas em livros e filmes. Ainda mais que muitos de seus filmes eram comédias, e colocava cenas de modo cômico. Difícil rir de sua própria história. É uma coragem vendo de fora, mas ser a pessoa retratada devia ser quase insuportável. Não sei se lidaria bem com isso. Carl Bernstein também falou de Nora Ephron, algumas de suas irmãs e ainda Meryl Streep, Steven Spielberg, Gay Talese, Myke Nichols, Bob Balaban e Reese Whiterspoon. Entre tantos outros. E trechos de entrevistas antigas com a própria Nora Ephron.
Nora Ephron morreu aos 71 anos de leucemia. Ironicamente não quis que ninguém soubesse de sua doença. 



Beijos,
Pedrita