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quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Uma Batalha Após a Outra

Assisti Uma Batalha Após a Outra (2025) de Paul Thomas Anderson na HBOMax. Eu só soube desse filme no Globo de Ouro. Muito estranho porque adoro esse diretor e costumo acompanhar produções. O filme ganhou Globo de Ouro de Melhor Filme de Comédia e o diretor ganhou Melhor Direção e Roteiro em Filme, confesso que não achei engraçado e bem dramático. Mas é incrível e urgente! O roteiro é baseado no livro de Thomas Pynchon que quero ler.

Teyana Taylor ganhou Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante em Filme, que interpretação e que personagem. Tecnicamente são quatro protagonistas com pano de fundo na violação dos Direitos Humanos. Leonardo di Caprio e Teyana são revolucionários e ficam juntos. Começam os dois em um grupo indo libertar imigrantes ilegais em acampamentos como campos de concentração.

Sean Penn é o militar dessa ação e enlouquece pela Perfídia. Ela engravida, não sabemos de qual dos dois. A família dela sempre foi de revolucionários que diz ao companheiro que é difícil que a filha pare as ações revolucionárias e é o que acontece. Ela é presa e consegue fugir para o México.

O tempo passa 16 anos. Pai e filha vivem no campo em uma cidade repleta de imigrantes. O militar é procurado para integrar um clube de pureza da raça, mas ele não pode ter nada que o desabone como relações inter-raciais. Ele resolve então usar a máquina do estado para caçar a suposta filha, para apagar essa mancha do seu passado e ingressar no clube. Chase Infiniti está muito bem. Ela é uma adolescente mala e rebelde, mas que foi muito bem treinada pelo pai, é fera no judô, sabe atirar.
Benicio Del Toro faz uma participação, ele é o professor de luta da jovem. Quando o exército invade a cidade, o pai vai pedir ajuda pra ele. Enquanto o ajuda, o professor avisa e ajuda os imigrantes ilegais a se esconderem, inúmeras mulheres e crianças pequenas. O filme o tempo todo mostra essa opressão. Eu só estranhei o final. Pai e filha voltam exatamente para a casa que viviam antes, que o exército já sabia onde ficavam.


Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 6 de junho de 2025

Assassinos da Lua das Flores

Assisti Assassinos da Lua das Flores (2023) de Martin Scorsese na AppleTV. É baseado na trilogia do jornalista Davi Grann sobre a série de assassinatos, principalmente de indígenas Osage. Leonardo DiCaprio e Lily Gladstone arrasam, e como ela é linda! Faz tempo que comecei a ver. Só agora que a ClaroTV fez uma confusão danada pra trocar um equipamento que quebrou é que passei a ter esse canal. Agora tenho Claro Box sem querer, tenho acesso a quatro canais  de streaming "gratuitos" com anúncios que ainda não me incomodaram. E o preço da tv a cabo diminuiu muito, R$ 100,00 a menos. 
No século 19, os Osage foram alocados para uma reserva indígena. E lá apareceu petróleo e eles enriqueceram. Bons partidos, agora começam a casar com brancos até que começam a ser assassinados em série. No filme, Robert De Niro é o tio, ele se coloca como protetor dos Osage, mas manipula a tudo e a todos para ir ficando com as terras deles. Ele é tio de fato do personagem do DiCaprio e promove o casamento com a bela Osage, que personagem. Ele a ama de fato, mas o tio vive convencendo ele a contratar matadores para os familiares da esposa. É revoltante como ele vai fazendo tudo o que o tio quer, mesmo que isso faça muito mal a sua amada esposa.
Os Osages ficam revoltados e seguem para Washington para exigir providências. O caso chama a atenção do FBI e de J. Edgar Hoover que envia uma equipe para as investigações. Tem o filme J. Edgar e DiCaprio o interpreta. O filme é quase uma série, mais de três horas, 3h26 ao todo. Incrivelmente bem realizado, uma verdadeira obra-prima. Cenários, figurinos, elenco, fotografia, edição, é impecável!

O elenco é extenso: Jesse Plemons, Tantoo Cardinal, Cara Jade Myers, Jillian Dion, William Belleau, Louis Calcemi, John Lithgow, Tatanka Means e Brendan Fraser.
Beijos,

Pedrita

sexta-feira, 1 de abril de 2022

Não Olhe pra Cima

Assisti Não Olhe pra Cima (2021) de Adam McKay na Netflix. O roteiro é de David Sirota. Esse filme explodiu em comentários e sempre que isso acontece eu reluto em ver. Sim, eu ia ver, mas achava que era sobre política, sim, é bastante, mas é sobre ficção científica. 

Eu acho que o filme fala muito mais sobre a humanidade do que sobre políticos. O quanto a maioria é mesquinha e atualmente com as metas a cumprir, a necessidade de aumento de produtividade, até na iminência da morte, eles tentavam faturar. É muito surreal! Sim, fala de negacionismo, da tentativa de invalidar a ciência, infelizmente tão atual.

Dois cientistas descobrem um cometa rumo a terra. Na verdade quem descobre é a estagiária, o professor chefe confirma, a NASA confirma os cálculos e vários pares cientistas confirmam até mesmo o prazo que vai se chocar na terra e destruí-la, seis meses depois da descoberta. Eles vão então a Presidente da República, no filme é uma mulher e começam uma enxurrada de acontecimentos absurdos de jogo de poder, ganância e ignorância. O professor se deslumbra com o estrelato e passa também a surtar.
O elenco impressiona. Leonardo di Caprio e Jennifer Lawrence são os cientistas. O da Nasa é Rob Morgan. Os jornalistas são Cate Blanchett e Tyler Perry. A Presidente é Meryl Streep, seu filho, Jonah Hill. Ainda aparecem Timothée Chalamét, Mark Rylance e Ron Perlman.

Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

O Regresso

Assisti O Regresso (2015) de Alejandro G. Iñarritu no TelecinePlay. Eu quis muito ver esse filme quando estreou nos cinemas, mas quando podia ver só estava em sessões bem tarde. Gosto de ver filmes no cinema perto da hora do almoço. Iñarritu está entre meus diretores preferidos, merecido ter levado o Oscar pelo O Regresso

E eu adoro o trabalho do Leonardo Di Caprio. Ele realmente merecia um Oscar por esse filme e muitos outros porque é impressionante, que grande ator. O Regresso é baseado em fatos reais. Há um livro de Michael Punke que agora quero muito ler que é sobre um homem em 1822 que é caçador da Companhia de Peles Montanhas Rochosas.
Ele acaba sendo atacado por um urso, fica gravemente ferido e precisa ser levado em uma maca pelo grupo. Dá uma agonia tanta neve, água e frio. Ele tem um filho que teve com uma índia que amava e foi morta. O grupo resolve deixar alguns com o enfermo e seguir, com a promessa que eles cuidem do doente. Ficam três pessoas, o filho, um traidor e um rapaz. O traidor mata o filho dele, convence o outro rapaz a abandonarem o doente, tenta enterrá-lo vivo. Claro que esse homem sobrevive e segue em vingança.

Mas com muito, muito sofrimento. Inicialmente ele só consegue se arrastar. Depois um índio o ajuda. Há muitos conflitos entre caçadores de peles americanos, franceses e índios. Uns índios roubam as peles dos americanos para vender aos franceses. E há muita morte e vingança. Lembro de uma entrevista com o Di Caprio onde ele dizia que foram difíceis as gravações, que ele passava boa parte do tempo molhado e com muito frio. Eu imagino porque várias cenas são de água em região de neve. Dá muita agonia.
Nos delírios ele lembra do seu amor que foi interpretada por Grace Dove. O filho por Forrest Goodluck. O traidor por Tom Hardy. O garoto por Will Poulter. O chefe por Domhall Gleeson. Um índio por Duane Howard.

As paisagens são belíssimas e que fotografia feita pelo Emmanuel Lubezki que também levou o Oscar. Mas parece tão frio que é melhor só ver mesmo pela TV.
A Liliane do Paulamar já falou do filme, agora vou lá ler.



Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 19 de junho de 2015

O Lobo de Wall Street

Assisti O Lobo de Wall Street (2014) de Martin Scorsese na HBO. Eu queria muito ver esse filme, adoro o diretor e amo o Leonardo di Caprio em um dos seus melhores personagens. O Lobo de Wall Street é inspirado no livro de Jordan Belfort, um incrível vendedor que enriqueceu rapidamente vendendo ações de baixo custo. Ele começa na verdade em uma grande corretora, em uma época que as ações caem vertiginosamente e ele perde o emprego no primeiro dia. Acaba procurando emprego em uma agência escondida, que na verdade dá golpe nas pessoas que tem pouco dinheiro vendendo ações que nada valem.

Jordan reúne um grupo absolutamente inusitado, monta uma agência e ficam logo altos executivos. O grupo continua vendendo ações que valem pouco,m mas para pessoas que tem muito dinheiro. Todos compram carros, casas, mulheres e muitas drogas para ficarem ligados e fazerem mais negócios. Incrível como Leonardo di Caprio se despe, se entrega ao ridículo, está impressionante.

Ótimo também os atores que fazem o seu time. Jonah Hill arrasa, outro que não teve medo do ridículo. Jordan foi muito bem casado duas vezes. Suas esposas foram interpretadas por Cristin Miliot e Margot Robbie, Matthew McConaughey faz uma participação. Alguns outros do elenco são Kyle Chandler, Jean Dujardin, Rob Reiner, Jon Bernthal, Jon Fraveau e Joanna Lumley.

Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 21 de julho de 2014

O Grande Gatsby

Assisti O Grande Gatsby (2013) de Bazz Luhrmann na HBO. Eu queria muito ver esse filme, deve ser maravilhoso na telona. A direção de arte é majestosa. Os figurinos de Catherine Martin ganharam 2 Oscars e 2 Baftas, além de vários outros prêmios. Eu não li esse livro do Scott Fitzgerald, como achei que tinha lido, acabo não procurando para adquiri-lo. Vou colocar na minha lista. O diretor é australiano.

Eu gosto demais do Leonardo di Caprio, é ele que interpreta o ricaço misterioso que promove festas em sua belíssima mansão. As festas são maravilhosas, são grandes momentos do filme. A bela jovem que ele é apaixonado é interpretada pela Carey Mulligan. Tobey Maguire faz o narrador e o vizinho pobre do protagonista. Outros são: Elizabeth Debicki, Isla Fisher e Joel Edgerton.

Esse texto é muito impactante. Scott Fitzgerald é mestre em mostrar a sociedade hipócrita e fútil. O Grande Gatsby é ambientado na lei seca e nos anos 20.

Beijos,
Pedrita

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Django Livre

Assisti Django Livre (2013) de Quentin Tarantino na HBO. Sempre quis ver esse filme desde que estreou nos cinemas, o 007 ressaltou que ia estrear na HBO, mas não conseguia ver, finalmente consegui. É absolutamente genial! Eu sou fã do Tarantino, seu filmes são violentos, mas os roteiros são incríveis. Django Livre fala demais de escravidão, liberdade, não só no papel do negro, mas o texto refere o tempo todo ao aprisionamento, a questões morais, ética. O texto é maravilhoso!

Jamie Foxx arrasa como Django, o personagem tem vários momentos, interpreta vários outros personagens, é um personagem tão rico e o ator está simplesmente incrível. Leonardo Di Caprio também está excelente, mas ele aparece mais para o final, bem como Samuel L. Jackson que igualmente arrasa. Christoph Waltz faz o caçador de recompensas. Belíssima a atriz que faz a esposa do Django, Kerry Washington

O bom de Django Livre é ir descobrindo o filme, desvendando as reviravoltas mirabolantes. Christoph Waltz ganhou Oscar de Melhor Ator Coadjuvante. O preconceituoso Oscar não premiou o Jamie Foxx por sua atuação, o Globo de Ouro também não. Ganhou Oscar de Roteiro Original para Quentin Tarantino e Oscar de Melhor Fotografia. Jamie Foxx só ganhou prêmio de Melhor Ator no BET Award, MTV Movie Award. Parece que não aprenderam nada com o filme.

Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 15 de março de 2013

J. Edgar

Assisti J. Edgar (2001) de Clint Eastwood na HBO. Fiquei muito curiosa em ver esse filme. Adoro o Clint Eastwood e o Leonardo Di Caprio. Gostei demais! Conta a história do diretor do FBI, J, Edgar Hoover (1895-1972). Claro, uma história recheada de segredos, lendas, difícil saber o que realmente foi, politicamente controverso, mas bem interesse fazerem um filme sobre J. Edgar. Leonardo Di Caprio está incrível. Como passa por um longo período, J. Edgar Hoover foi diretor do FBI por 48 anos, envelheceram os atores para que fizessem eles mais velhos. Confesso que não sei se seria a melhor solução, ficaram estranhos, meio artificial, mas não consegui pensar que outra solução e que ficasse melhor.

Apesar de toda intransigência de J. Edgar, ele teve dois amigos fiéis a vida toda. Um se tornou vice-presidente do FBI, e outra foi sua secretária. Interessante que alguém com tantos segredos, tão intransigente e de temperamento forte, tivesse amigos  fiéis pessoalmente e profissionalmente pela vida toda e que esses amigos compartilhassem os seus segredos. Suspeitavam que J. Edgar e o seu amigo Clyde Tolson tinham um romance, no filme essa possibilidade é sutil, mas mais marcante, por suposição, achavam, mas realmente é algo difícil de provar, só eles mesmo que deveriam saber detalhes. Armie Hammer interpreta Clyde Tolson e a secretária é interpretada por Naomi Watts. Judi Dench interpreta a mãe de J. Edgar. David A. Cooper interpreta Franklin Roosevelt e Jeffrey Donovan interpreta Robert Kennedy. Gostei muito de J. Edgar. Bela direção, ótimo elenco e um roteiro instigante, mesmo que fiquemos na dúvida sobre a realidade dos fatos.

Beijos,
Pedrita

terça-feira, 26 de abril de 2011

Ilha do Medo

Assisti Ilha do Medo (2010) de Martin Scorsese no Telecine Premium. É eletrizante! Além de ser um bom filme de suspense, toca em questões complicadas e densas. Começa com o personagem do Leonardo DiCaprio chegando de navio em uma ilha. É uma ilha presídio de pessoas perigosas com problemas mentais. Ele tem que descobrir como fugiu uma interna. Ben Kingsley interpreta o psiquiatra chefe e o dono do lugar é interpretado pelo maravilhoso Max Von Sydow. O parceiro nessa investigação é o Mark Ruffalo. Ainda no elenco está Emily Mortimer.

Logo percebemos que esse investigador tem uma história trágica. Ele lutou na segunda guerra mundial, tem várias imagens de um campo de concentração na sua cabeça. E perdeu a sua mulher em um incêndio. No meio do filme eu desconfiei do desfecho, mas mesmo chegando perto, fiquei muito longe da genealidade da obra. Ilha do Medo questiona tratamentos, mostra a dificuldade de tratar pessoas mentalmente perturbadas e fala do holocausto. É um filme impressionante! Muito bem realizado, eletrizante e absolutamente profundo, fiquei muito impressionada! Tristemente impressionada! 



Beijos,
Pedrita