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domingo, 15 de dezembro de 2024

Guerra Civil

Assisti Guerra Civil (2024) de Alex Garland no Max. Assim que voltei a assinar os canais HBO quis ver.

Eu queria ver porque adoro os protagonistas Kirsten Dunst e Wagner Moura. E gostei muito que fala de jornalismo. Os Estados Unidos está em uma violenta guerra civil. Ela é fotojornalista e ele repórter. Ele tem a ideia de irem pra Washington pra entrevistar o presidente, Nick Offerman. O filme passa a ser um road movie. Há filmes bem mais interessantes sobre fotojornalismo, vários inspirados em fotógrafas famosas. Esse é um bom filme de ação, o melhor é a parte do jornalismo, mas sem muitas nuances.

Se juntam a eles a personagem de Cailee Spaeny. Ela é fã do trabalho renomado da fotojornalista e quer seguir os seus passos. E um jornalista veterano, Stephen Mckinley Henderson, que quer ir apesar dos riscos. Eles passam por situações inusitadas no caminho que lembram muito filmes de zumbis, com muitos armamentos, aparatos de guerra.

Pedrita

sábado, 19 de fevereiro de 2022

Ataque dos Cães

Assisti Ataque dos Cães (2021) de Jane Campion na Netflix. O filme é baseado no livro de Thomas Savage. Eu tinha receio de ver esse filme pelos animais. Perguntei a amigas sobre os animais no filme, mas elas disseram que não era sobre isso. Eu sofro demais com filmes de ficção com animais, evito vê-los. O que mais me chocou em Ataque dos Cães é que há maus tratos aos animais nas filmagens. Hoje em dia há cenas difíceis com animais na ficção, mas forjadas na gravação, onde os animais não sofrem. Em Ataque dos Cães os animais sofrem. Eu tive muita dificuldade de ver. Parei e voltei várias vezes. Foi muito sofrimento e revolta.

Dois irmãos cuidam de uma fazenda. Eles são interpretados por Benedict Cumberbatch e Jesse Plemons. Um deles resolve se casar. Ela é interpretada por Kirsten Dunst. O outro se incomoda. É tudo muito silencioso, sem brigas, mas o irmão faz um inferno da vida da cunhada silenciosamente.

A mãe tem um filho que é muito maltratado por ser aparentemente um rapaz delicado. Ele é interpretado por Kodi Smith-McPhee. Sim, o filme é lindo visualmente. Com um roteiro forte. Com uma certa surpresa. Mas eu tenho dificuldade de gostar o quanto gostam por vários motivos, mas principalmente pelos maus tratos aos animais.

Beijos,
Pedrita

domingo, 31 de maio de 2020

As Duas Faces de Janeiro

Assisti As Duas Faces de Janeiro (2014) de Hossein Amini no Telecine Touch. Só de ter esses três atores belíssimos e talentosos vale a pena ver esse filme: Viggo Mortensen, Oscar Isaac e Kirsten Dunst. As locações são belíssimas também! É um bom suspense. O filme é adaptado do romance de Patricia Hinghsmith. O diretor é iraniano e o filme tem um olhar do mundo bem interessante.

Ambientado na década de 60, um casal está passeando pela Grécia. Um guia turístico está com outro grupo mas acha o marido da turista parecido com o pai dele e se aproxima. Ele acaba se envolvendo na história do casal e ajudando eles a fugirem. Sem os passaportes um hotel não aceita hospedá-los.

O trio segue então de ônibus pelo interior da Grécia. Lindos os lugares. Belíssimos figurinos.
Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 22 de junho de 2018

The Beguiled

Assisti The Beguiled (2017) de Sofia Coppola no TelecinePlay. Eu amo essa diretora, entre as minhas preferidas atualmente. Esse filme é baseado na obra de Thomas Cullinan e já teve uma adaptação em 1917 com Clint Eastwood que eu não sei se vi. No Brasil essa adaptação está com o nome de O Estranho Que Amamos, até que é razoável.
Sofia Coppola tem um olhar muito feminino e surpreendente. Suas obras mostram muito detalhes do cotidiano, pequenos gestos, olhares. É uma diretora milimétrica. Por The Beguiled ganhou prêmio de Melhor Diretora no Festival de Cannes.

Uma menina encontra um homem na floresta. Ele está muito ferido e ela leva pra onde mora. Ela vive em um internato. É a época da Guerra Civil Americana. As meninas que puderam ir embora pra casa partiram. Ficaram algumas meninas, e a diretora que é rígida. Uma professora mais doce. Mas todos os sentimentos são escondidos, até mesmo pela época. Tudo é velado e silencioso. 

É muito engraçado ver a mudança de comportamento de todas com a chegada do "inimigo" já que ele é do lado contrário ao delas. Elas passam a se arrumar mais, a arrumar desculpas para vê-lo. The Beguiled é boa parte do tempo muito delicado e bonito. 

Ele quer a todo custo ficar lá, é um desertor e não quer nem voltar a guerra nem a prisão. Ficamos o tempo todo entender o sentimentos de todos eles, se são verdadeiros. A ambiguidade dos personagens é impressionante. Era maldade? Proteção? Quem era verdadeiro? The Beguiled tem uma reviravolta mais pro final e fica bastante tenso, quase difícil de assistir. Grande filme e que elenco. Todos os personagens são difíceis e de difícil interpretação. Colin Farrell é o estranho. A diretora é interpretada pela Nicole Kidman. A professora por Kirsten Dunst. Rivaliza com elas a personagem de Ellen Fanning. As meninas também são excelentes: Oona Laurence, Angourie Rice, Addison Riecke e Emma Howard. Gostei que a maioria dos figurinos de Stacey Battat são brancos, nudes, cremes, raramente com cores. Belíssima casa que escolheram para as locações. E belíssima iluminação e fotografia de Philippe Le Sourd.


Beijos,

Pedrita

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Estrelas Além do Tempo

Assisti Estrelas Além do Tempo (2016) de Theodore Milfe no Telecine Premium. Ansiava muito pela estreia desse filme. Soube quando concorria ao Oscar. Três filmes com temática negra concorriam ao Oscar e me interessei. Esse foi o que mais queria ver já que fala de três mulheres negras que trabalhavam na NASA. O nome original é bem melhor Hidden Figures, Figuras Ocultas, que era o que realmente elas eram.


Começa com Katherine na infância, com 6 anos, resolvendo uma equação difícil no quadro negro, interpretada pela linda Lydia Jewett. Os professores conseguem dinheiro para os pais se mudarem com a menina para outra cidade, onde teria uma escola para negros, e ela poderia se estudar. Ela se torna uma grande matemática. A NASA tinha uma sala com computadores negros, assim que eram chamadas as mulheres negras que trabalhavam em uma sala na NASA. Não tinham nome, eram as computadores negras. É um momento critico. A URSS já lançou uma nave no espaço com um astronauta, antes dos Estados Unidos que lançaram com bonecos, mas que estava sempre dando erro. Uma delas, a Katherine, é chamada para ajudar. Eles dão tudo parcial para ela, só alguns cálculos, colocam uma garrafa de café separada e ela ainda tinha que fazer o café, o banheiro só tinha lá na sala das computadores negras. Ela atravessa prédios, estacionamentos só para ir ao banheiro. Elas também não podem assinar com seus nomes os relatórios, sempre tinham o nome de um branco. Mas é ela que corrige o erro. Assim que tudo dá certo ela é dispensada e volta para a sala da computadores negras. Anos depois colocaram uma sala em seu nome. Katherine G. Johnson é interpretada por Taraji B. Henson.
A líder das computadores negras, Dorothy Vaughan, vê a chegada do computador da IBM e percebe que logo elas não serão mais necessárias. Ela começa a estudar o equipamento nas horas de folga, inclusive resolve alguns problemas, e prepara todas as computadores negras para saberem mexer na máquina. Quando é chamada para trabalhar no equipamento, só aceita se todas forem. E todas garantem o seu emprego. Ela é interpretada brilhantemente por Octavia Spencer.

A terceira retratada é engenheira, Mary Johnson. Ela ajudava nas cápsulas que chegam na terra com o astronauta. Ela que percebe alguns problemas com parafusos e dá soluções. Mas ela não podia ser promovida porque tinha que ter estudado em uma escola só para brancos. Ela entra na justiça para conseguir a autorização e consegue estudar lá e se torna a primeira negra a estudar nessa escola e posteriormente a primeira engenheira negra da NASA. Mary é interpretada por Janelle Monáe.

O elenco é bem extenso: Kevin Costner, Kirsten Dunst, Jim Parsons, Mahershala Ali, Aldis Hodge e Kimberly Queen.  

Aqui as profissionais da NASA e suas intérpretes.

Beijos,
Pedrita

domingo, 21 de dezembro de 2014

Bling Ring

Assisti Bling Ring (2013) de Sofia Coppola na HBO. Eu queria muito ver esse filme, tentei inclusive ver nos cinemas, mas não consegui. Foi muito elogiado e eu adoro essa diretora. O olhar dela sobre o interior do ser humano, principalmente o ser humano vazio é impressionante. É baseado no livro de Nancy Jo Sales e livremente inspirado em uma gangue que assaltava casas de celebridades que invejavam.

São garotos de uma certa posição social, classe média com bons recursos, não a do Brasil. Eles vivem em casas grandes, estudam em um bom colégio, um colégio que recebe alunos expulsos. O que mais me assustou é a falta de opções e assunto dessa turma, muito atual. Só falam em marcas, em beleza, obviamente em um padrão de beleza imposto e em celebridades. Assustador como olham algo em alguma revista ou casa e sabem exatamente qual marca é, como se isso tivesse alguma importância.

Essa loucura por celebridades, como se isso desse significado a alguma existência. Fúteis, com famílias fúteis. Em uma família, quiseram que elas estudassem em casa, e a base de ensino foi o livro O Segredo. Tudo simplista, medíocre. Eles não tem outro assunto. Todos estão ótimos: Katie Chang, Israel Broussard, Emma Watson, Claire Julien, Taissa Farmiga, Georgia Rock, Leslien Mann e Carlos Miranda. Fazem participações como elas mesmas Paris Hilton e Kirsten Dunst.

Começa com um casal entrando em casas. Ele tem baixa estima, de repente se vê valorizado, respeitado, parte de um grupo. Ele não se acha bonito e nessa sociedade que só valoriza um único tipo de beleza, imagino como ele devia se sentir excluído. Ela gosta do desafio. Quando uma celebridade avisa na mídia que vai viajar, eles entram na casa deles. Invadiram várias vezes a casa da Paris Hilton e saíam com objetos. O grupo começa a aumentar. Usam algumas peças, outras guardam como troféus. O que querem é se exibir, então postam fotos nas redes sociais dentro das casas, com dinheiro na mão, objetos. Querem ser celebridades também. O culto ao nada, a futilidade, ao que não tem significado algum. Lembrei das entrevistas com integrantes dos Rolezinhos no Brasil, onde todos os jovens da periferia e de família pobres gastavam rios de dinheiros em pequenos objetos de marca.

Beijos,
Pedrita

sábado, 15 de novembro de 2014

Mundos Opostos

Assisti Mundos Opostos (2012) de Juan Solanas no Telecine Premium. Vi por um acaso, estava começando, a sinopse não me agradou, mas por ser um filme de ficção científica, resolvi assistir. O diretor argentino é também quem escreve o roteiro. É razoável. É um filme romântico sobre duas pessoas que vivem em mundos opostos. Não dá para um se mudar para o outro lado. Além de proibido tecnicamente é impossível.

Quando crianças os dois acabam se conhecendo na floresta. Mas se desencontram. A discussão melhor do filme é sobre o preconceito. Tudo de ruim que acontece no mundo de cima é atribuído ao mundo de baixo. Quem vive no mundo de cima vive melhor, tem melhores condições. No mundo debaixo tudo é sujo, precário e sem condições. Mas a crueldade no mundo de cima também existe. Como em muitas empresas, os mais velhos são descartados só porque ficaram mais velhos. Todos de cima acham que os debaixo são feios. Esse debate ao preconceito é o mais interessante no filme.

Mundos Opostos é um pouco arrastado, tem algumas questões românticas um pouco fracas, algumas teorias científicas não se sustentam. Se alguém debaixo usar pesos para virar ao contrário vai se aquecer, queimar mesmo. Uma vez o rapaz logo queima, mas da outra vez horas depois é que começa a queimar. Adoro a Kirsten Dunst, o personagem não exige muito dela, seu par romântico é interpretado por Jim Sturges. Alguns outros do elenco são: Timothy Spall, Blu Mankuma e James Kidnie

Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Melancolia

Assisti Melancolia (2011) de Lars Von Trier no Telecine Cult. Eu queria muito ver esse filme, senti não conseguir ver no cinema. Esse diretor é sempre impactante e sempre seus filmes mexem, fiquei muito abalada, o 007 comentou que ficou igual. No início só imagens transformadas, a noiva caminhando, mas fios de lã cinza a seguram, como depois vamos saber ser o sonho dela. Pássaros caindo do céu enquanto ela está em câmera lenta. Cenas de uma poesia e beleza impactantes ao som da ópera Tristão e Isolda, ópera de Wagner. É um tempo enorme de magia e beleza, com imagens e música.

Depois começa com o casamento da personagem da Kirsten Dunst. Ela acaba de casar e segue para a mansão da irmã no campo, para a festa de casamento. Lars Von Trier é sempre irônico, mostra a hipocrisia da sociedade. Eles estão em uma limosine enorme que não passa nas pequenas ruas que levam a mansão. Atrasam muito e levam uma bronca da irmã, bronca a noiva leva o tempo todo. A segunda parte é com foco na irmã que vive na mansão. A relação das duas é bem conflituosa. A segunda está casada com um marido que não a respeita. A outra está em depressão. 

Um planeta Melancolia vai se chocar com a terra e destruí-la. Continuam os símbolos, a tristeza que vai tomar a terra. Não há esperança, alegria, tudo é desajuste e tristeza. A crítica social continua. Um funcionário mais velho é tão próximo de todos que é chamado de Paizinho. Um dia ele não aparece, a irmã pergunta para a outra se ele tem família, e a outra diz não saber. Vivem anos com o mesmo funcionário, o chamam de Pai, mas não sabem de nada da vida dele. A irmã é interpretada brilhantemente pela  Charlotte Gainsbourg que adoro. O elenco estrelado continua, o marido é interpretado por Kiefer Sutherland. Os pais das irmãs são outros atores que adoro Charlotte Rampling e John Hurt. Melancolia ganhou vários prêmios como Melhor Atriz para Kirsten Dunst no Festival de Cannes, merecidíssimo, ela está maravilhosa! 

Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Miado do Gato

Assisti O Miado do Gato (2001) de Peter Bogdanovich no Telecine Cult. É um bom filme, mas confesso que não acho que seja Cult, ficaria melhor no Touch. É sobre um passeio de barco do editor do New York Times e a versão de um dos boatos do que poderia ter acontecido, afinal tudo o que aconteceu por lá foi abafado pela imprensa. Estavam nesse  barco Charles Chaplin e Marion Davies. O editor do New York Times tinha a Marion como amante, mas desconfiava que o Chaplin andava cortejando sua amante. No barco estavam escritores, produtores, dançarinas, músicos. Marion Davies é interpretada muito bem por Kirsten Dunst. Charles Chaplin por Eddie Izzard. O editor do New York Times por Edward Hermann.


Alguns outros do elenco são: Cary Elwes, Joanna Lumley, Jennifer Tilly, Claudia Harrison, Ronan Vibert, Victor Slezak, Claudie Blakey e Chiara Schoras.



Resultado da enquete:

Eu fiz uma enquete sobre como os meus leitores gostam de ver filmes, 7 disseram que só legendados, 4, tanto faz. Eu havia escrito para o Telecine reclamando dos filmes  dublados que eles colocam sem avisar e eu acho um absurdo. Eles alegaram que a maioria quer filmes dublados. Sei que é uma pequena mostra, que o público do meu blog tem um gosto apurado, mas ninguém diz que vê só dublado como eles alegam. 4 disseram tanto faz que é bem diferente. E a maioria daqui só vê legendados.









Bejios,








Pedrita