Assisti
Bling Ring (2013) de
Sofia Coppola na
HBO. Eu queria muito ver esse filme, tentei inclusive ver nos cinemas, mas não consegui. Foi muito elogiado e eu adoro essa diretora. O olhar dela sobre o interior do ser humano, principalmente o ser humano vazio é impressionante. É baseado no livro de
Nancy Jo Sales e livremente inspirado em uma gangue que assaltava casas de celebridades que invejavam.
São garotos de uma certa posição social, classe média com bons recursos, não a do Brasil. Eles vivem em casas grandes, estudam em um bom colégio, um colégio que recebe alunos expulsos. O que mais me assustou é a falta de opções e assunto dessa turma, muito atual. Só falam em marcas, em beleza, obviamente em um padrão de beleza imposto e em celebridades. Assustador como olham algo em alguma revista ou casa e sabem exatamente qual marca é, como se isso tivesse alguma importância.
Essa loucura por celebridades, como se isso desse significado a alguma existência. Fúteis, com famílias fúteis. Em uma família, quiseram que elas estudassem em casa, e a base de ensino foi o livro O Segredo. Tudo simplista, medíocre. Eles não tem outro assunto. Todos estão ótimos: Katie Chang, Israel Broussard, Emma Watson, Claire Julien, Taissa Farmiga, Georgia Rock, Leslien Mann e Carlos Miranda. Fazem participações como elas mesmas Paris Hilton e Kirsten Dunst.

Começa com um casal entrando em casas. Ele tem baixa estima, de repente se vê valorizado, respeitado, parte de um grupo. Ele não se acha bonito e nessa sociedade que só valoriza um único tipo de beleza, imagino como ele devia se sentir excluído. Ela gosta do desafio. Quando uma celebridade avisa na mídia que vai viajar, eles entram na casa deles. Invadiram várias vezes a casa da Paris Hilton e saíam com objetos. O grupo começa a aumentar. Usam algumas peças, outras guardam como troféus. O que querem é se exibir, então postam fotos nas redes sociais dentro das casas, com dinheiro na mão, objetos. Querem ser celebridades também. O culto ao nada, a futilidade, ao que não tem significado algum. Lembrei das entrevistas com integrantes dos Rolezinhos no Brasil, onde todos os jovens da periferia e de família pobres gastavam rios de dinheiros em pequenos objetos de marca.
Beijos,
Pedrita