Terminei de ler
Ódio, Amizade, Namoro, Amor, Casamento (2001) de
Alice Munro da
Coleção Grandes Nomes da Literatura da
Folha de S.Paulo. Essa é outra autora que só passou a ter livros traduzidos no Brasil após ganhar o
Prêmio Nobel de Literatura. O mundo já tinha obras dela suficientes para avaliar e votar e o Brasil não tinha nenhuma obra dela traduzida. Fiquei muito feliz que a
Folha colocou nessa coleção uma de suas obras. Foi difícil achar, os outros até sobravam, mas esse tive que procurar em algumas bancas e custava só R$ 19,90. E as capas são lindíssimas, amei essa.
Obra Mulher e o Varal de Roupas (1956-57) de Alex Colville
Gostei demais do texto de Alice Munro. Interessante que só para o Nobel que escreveu um romance, todos os outros são de contos, mas seus contos são tão completos, que até esquecemos que são contos. Tinha estranhado o nome do livro, achado infantil e é do primeiro conto e sim, é infantil. Era uma brincadeira entre duas meninas, elas iam na escola e ficavam falando essas palavras para saber o que cada um daqueles rapazes seria no futuro na vida delas. Eu fiquei fascinada com os detalhes. Os objetos são muito importantes nos textos de Alice Munro. Começa com uma mulher em uma estação de trem querendo embarcar móveis. Aos poucos vamos conhecendo um fragmento da vida dela. Incrível como na loja de roupas acabamos sabendo muito dela só com a conversa da vendedora. Ficamos sabendo que ela só ia em lojas de departamentos, que ia casar, que suas roupas eram simples, que tinha uma certa beleza, mas nada muito chamativa. Eu amei esse primeiro conto. O meu preferido.

Obra Borboletas e Amor Perfeito de Helen Lucas
Há algumas histórias bem tristes. Um é de um professor de escola pública. Ele começa a ser pressionado pelos pais a falar de religião nas aulas. O diretor apoia o professor e eles relutam o quanto podem. Os pais alegam que não é justo o filhos não ouvirem falar de religião nas aulas porque os pais não podem pagar escolas religiosas pra eles. Ele morre e sua companheira tem uma dificuldade enorme de fazer a vontade dele que era cremar sem cerimônias. A mulher do crematório diz que não sabe o que fazer nesses casos, porque nunca teve alguém que pediu, nem tem orientações de como não fazer. E fica forçando a viúva a aceitar algumas das opções existentes, todas com cerimônias. Outra história é a irmã que vai visitar sua irmã que casou. São contos riquíssimos em detalhes, com tantos objetos, roupas, móveis, comidas, cartas, bilhetes. que trazem toda a atmosfera de cada trama.
Os pintores são canadenses como a escritora.
Beijos,
Pedrita