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Moda, Identidade e Afirmação.


Hoje, tive uma prova bem interessante na para o Programa de Educação Tutorial do curso de Design de Moda da UFC. Não sei como me sai (o resultado só sairá na quinta-feira), mas os temas trazidos na avaliação são bem legais e super pertinentes com a proposta do Movimente e Pense.


Para dar suporte aos estudos, as orientadoras sugeriram dois textos que traziam, em sua essência, as mudanças ocorridas na sociedade e como essas foram significativas para os processos relacionados à moda.
Como base neles e nos teóricos que alicerçaram a suas escritas, o surgimento da moda está estritamente ligado às inovações tecnológicas, sociais e culturais promovidos pela revolução industrial. Outros autores apontam os séculos XIV e XV como os períodos históricos em que o fenômeno da moda começou a despontar na sociedade européia, notadamente a italiana e a francesa.
Esse fenômeno cultural estabeleceu-se quando o processo de produção do vestuário ganhou mais impulso, havendo uma "democratização" na aquisição de peças de roupa, devido basicamente aos preços, que se tornavam mais acessíveis. A partir desse momento, as classes menos abastadas, tendo mais condições de adquirir alguns produtos, começou a imitar os padrões de consumo das classes mais ricas. Nesse processo (imitação/diferenciação), os ricos procuravam diferenciar-se buscando novos produtos que demonstrassem sua superioridade.


Ver-se, nesse contexto, uma maior consumo de bens (roupas, acessórios, etc.) que eram utilizados para ostentar, dividir classes sociais e mostrar a identidade (status) social do indivíduo.
Porém, com a evolução sócio-cultural do século XX, esse fenômeno alterou-se, havendo a fragmentação da sociedade. A moda, nesse contexto, foi utilizada a serviço de indivíduos que buscavam unir-se por seus estilos e concepções de vida. A noção de classe social foi deixada de lado e os gostos individuais foram exaltados, favorecendo o aparecimento de grupos sociais (tribos). Esses buscavam, na sua grande maioria, diferenciar-se dos padrões ditados pelos ritmos da moda.


A moda também foi (e ainda é) utilizada para distinguir gêneros. No passado, as mulheres, principalmente de classes ricas, utilizavam roupas que mostravam sua condição social: a de reprodução. Como não trabalhavam, as roupas utilizadas adornavam a mulher, trancafiando-a dentro dos limites impostos pela sociedade patriarcal. Já os homens eram ligados à produção e procuravam estabelecer isso em suas roupas, quase sempre austeras e práticas, que possibilitavam o trabalho. Porém, essa condição mudou ao longo dos anos. A mulher passou a reivindicar seus direitos e entraram massivamente no mercado de trabalho. A moda, lógico, acompanhou esse mudança, favorecendo um vestuário mais condizente com os novos anseios femininos.
Em suma, a moda é um fenômeno sócio-cultural, servindo, portanto, para diferenciar os indivíduos, estabelecendo estilos, preferências e identidades pessoais e sociais. A moda é um reflexo do contexto social em que o indivíduo está inserido. Esse processo ainda pode ser classificado como psicológico, na medida em que proporciona a pessoa mostrar-se para os outros utilizando de meios simbólicos para isso.

Referências:
CRAINE, Diana. A moda e seu papel social. Cap. 1 Moda, identidade e mudança social. São Paulo, SENAC, 2006.
GODART, Frédéric. Sociologia da moda. Cap. 1 Afirmação: moda entre o indivíduo e a sociedade. São Paulo, SENAC, 2010.

Imagens: Reprodução

Dragão Pensando Moda 2011


Para quem não sabe, todo ano acontece, digamos, um evento paralelo ao Dragão Fashion Brasil. É o Dragão Pensando Moda, espaço reservado para painéis, palestras, workshops e afins sobre vários temas relevante no mundo da Moda.
Esse ano, como nos outros passados, a programação está imperdível, com direito o Ronaldo Fraga, com uma oficina de Artesanato na Moda, e a Janine Niepiceron, com também uma oficina sobre Técnicas básicas de Moulage.

À esquerda, a Papisa da Modelagem Janine Niepceron. À direita, o mestre da Moda com responsabilidade social brasileira, Ronaldo Fraga.

Acho que boa parte de vocês conhece o trabalho do Ronaldo e seu empenho pela valorização do artesanato e do trabalho de cooperativas. Mas a Janine é mais conhecida pelos fã de modelagem (como eu). Para quem não sabe, ela nasceu em Paris, tendo formação na Chambre Syndical de la Haute Couture Parisienne e trabalhado para o prêt-à-porter da Christian Dior. Ela veio para o Brasil em 1979, onde trabalhou com o Clodovil e em faculdades de moda, lecionando disciplinas ligadas à moulage (técnica de modelagem feita sobre o manequim). Ou seja, ela é uma Papisa quando o assunto é modelagem. Sua oficina é, realmente, imperdível.

À esqueda, Suzy Okamoto. À direita, Chiara Gadaleta

Outras oficinas super interessantes são as da ex-modelo, estilista e consultora de estilo Chiara Gadaleta, que falará sobre Styling, e da Suzy Okamoto, quem abordará sobre a construção de um desfile de Moda.

Segue a lista completa de atividades do Dragão Pensando Moda 2011:

Dia 13 - QUARTA FEIRA
08:00 - Credenciamento para os Workshops 08:30 - Brunch 09:00 - Palestrante Luis Taniguchi: “Como evoluir uma marca através do estilo de vida do consumidor” 10:00 - Palestrante Cristani Rosseto Basso: ” A Moda no ponto de venda” 11:00 - Palestrante - Tarcisio D’Almeida: "A Moda como Patrimônio Cultural do Brasil"
14/04 - QUINTA FEIRA 08:00 - Credenciamento para oficinas 08:30 - Brunch 09:00 - Início das oficinas: • Oficina 1 - Chiara Gadaleta - Tema: Styling: Construindo um Universo Pessoal • Oficina 2 - Ronaldo Fraga - Tema: O Artesanato na Moda
• Oficina 3 - Janine Niepiceron - Tema: Técnicas Básicas de Moulage • Oficina 4 - Suzy Okamoto - Tema: Construção de um Desfile de Moda
15/05 - SEXTA FEIRA 08:00 - Credenciamento para oficinas 08:30 - Brunch 09:00 - Início das oficinas: • Oficina 1 - Chiara Gadaleta - Tema: Styling: Construindo um Universo Pessoal • Oficina 2 - Ronaldo Fraga - Tema: O Artesanato na Moda • Oficina 3 - Janine Niepiceron - Tema: Técnicas Básicas de Moulage • Oficina 4 - Suzy Okamoto - Tema: Construção de um desfile de Moda

Para ter acesso a essas atividades, é necessário que o interessado faça uma doação de um kit higiene que será enviado para o Lar Torres de Melo. Nesse kit, é interessante constar: creme dental, escova de dente, fio dental, sabonete, desodorante e afins.
Não deixe de participar. Além de sair de lá com uma bagagem super bacana sobre diversos temas interessante, você também poderá ajudar muitas pessoas que necessitam de assistência junto a instituição que será beneficiada com os kits arrecadados. Abraços e até lá!

Fonte: DFB
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O Casaco de Marx: roupa, memória, dor.


Poucos são os livros de caracter científico capazes de prender realmente nossa atenção de nos fazer ler, ler e ler sem parar. Essa função, pelo menos para mim, ficou para os livros para-didáticos. Mas, graças ao meu bom Deus, toda regra tem sua excessão e casos de livros didáticos agradáveis também são super possíveis.

Reparem no estado de conservação do livro da biblioteca da universidade (risos)

Um deles é o Casaco de Marx - roupas, memória, dor, de Peter Stallybras. Comecei a leitura dele hoje a tarde e não consigo parar. Já estou quase 'nos finalmente'. A obra é super interessante, abordado a função que a roupa desempenha na nossa sociedade. Para tanto, o autor faz, na primeira parte do livro, uma análise minuciosa a respeito do poder que a roupa tem de nos identificar. Todos nós já passamos (ou iremos passar) por momentos nos quais lembramos de pessoas especiais ao ver uma peça de roupa ou um acessório. Isso é identificado pelo autor, principalmente, quando um ente querido morre, deixando em seu guarda-roupa não só simplesmente peças de vestuário, mas sim uma série de recordações, cheiros e experiências.

É incrível os exemplos que o autor utiliza ao longo do texto que nos fazem refletir sobre a utilização da indumentária e como essa pode nos identificar. Na segunda parte do livro, Peter faz uma analise da vida de Marx e de seu casaco ao longo da escrita da sua grande obra O Capital. Com isso, ele tem a pretensão de nos fazer pensar melhor sobre as coisas que utilizamos, sobre o que elas carregam de nós (nossas memórias) e, por fim, sobre o que elas representam como mercadoria.

Então, aqui fica a dica para você que quer ampliar seu leque de conhecimento a respeito das roupas. Leiam o Casaco de Marx e entendam que o que vestimos representa muito mais do que estamos acostumados a ver e ouvir por ai. Quem tiver interessado e não tiver grana pra comprar o livro, fica aqui também o link para fazer o download. Ou seja, você não tem mais desculpas para não conhecer essa incrível obra. Leia!
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Para Compreender o Design


Como já havia falado aqui, muita coisa mudou de uns tempos pra cá. Uma das principais foi minha mudança de faculdade. Pois é, o semestre já começou e ele veio trazendo consigo uma série de outras tarefas: estágio, monitoria, grupo de estudo e afins. Espero, sinceramente, que eu sobreviva ao Design de Moda da UFC.
Bom, uma das principais disciplinas desse primeiro semestre e que, no meu mero entender, é o alicerce de todo o estudo do novo curso, se chama Fundametos do Design. Nessa, nós iremos conhecer a história da profissão, tanto no cenário mundial como no Brasil, e trabalhar no sentido de entender melhor os conceitos da mesma. Assim, elementos, princípios, formas e cores farão parte dessa jornada de estudo, que tem tudo pra ser bem produtiva.
Pra começar, gostaria de indicar pra vocês alguns livros da bibliografia passada pela minha professora. Eles abordam, como supracitei, desde a origem do Design até os elementos que constitui.

Uma Introdução à História do Design - Rafael Cardoso


Trata básicamente sobre a história da profissão e sua inserção na nossa sociedade.

Princípios de Forma e Desenho - Wucius Wong


O livro é uma ótima dica para quem deseja ter um conhecimento básico sobre os fundamentos do desenho e sobre a construção das formas.

Sintaxe da Linguagem Visual - Donis A. Dondis


A obra sintetiza os elementos básicos da comunicação visual.

Da Cor a Cor Inexistente - Israel Pedrosa


O título despensa qualquer tipo de comentário.

Universo da Cor - Israel Pedrosa


Aborda os princípios básicos da Cor, sua classificação, as características e a percepção humana sobre elas

Estão vendo como meu semestre já está animadíssimo??!! Já peguei boa parte desses livros e já estou debulhando-os. Confesso que a temática me atraia bastante. Acho que é demasiadamente importante para os profissionais de Design, sejam eles gráficos, de moda, de ambiente, etc., conhecer sobre sua origem e sobre os elementos básicos que regem a profissão. Para os que gostaram das dicas, boa leitura. Abraços.

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Eco Chic Por Matilda Lee


Tem coisa melhor do que você chegar em casa depois de um dia super cansativo e receber um presente surpresa? Não, né?!!! Melhor ainda quando esse presente é um livro que você, há tempos, paquerava. Pois é, ontem tive essa alegria com o livro Eco Chic - O guia de moda ética para a consumidora consciente - da jornalista inglesa Matilda Lee.


E o destino é mesmo muito phoda. Não sei se já contei para vocês (creio que não), mas na semana passada participei de um encontro para a seleção de novos bolsistas em um programa da Universidade Federal do Ceará. Nesse, todos os candidatos a bolsistas tem que desenvolver um projeto, em qualquer área de interesse (ligadas ao curso, lógico) e montar um grupo de estudo em células. O meu tema é justamente Moda, Sustentabilidade e Economia Solidária. Vemos diariamente várias ações dentro dessa temática, tanto na mída televisiva como pela nossa tão querida internet. Mas considero esse estudo na âmbito acadêmico um pouco menosprezado, ou melhor, é um tema ainda meio idealizado demais, muito estigmatizado e pouco se faz na prática. A minha idéia é justamente conhecer melhor tudo isso, desde o processo de confecção cruel das roupas em países pobres até como nós, consumidores, podemos ajudar na nossa própria casa, mais especificamente no nosso guarda-roupa.


Já comecei a ler o livro e ele trás toda essa discussão. Depois, se realmente for selecionado na bolsa, postarei mais coisas dentro dessa temática e, se possível, convidarei vocês para fazer parte dessa, digamos, luta por uma moda consciente. Ah quem puder comprar o livro, não perca tempo. #ficaadica Fiz uma pesquisa rápida aqui na internet para ver se conseguia um link para download dele, mas não consegui. Se alguém ai encontrar, não deixe de me avisar, ok??!! ABRAÇOS
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Futurismo&Moda

Olá querid@s. Ontem foi dia de mais uma apresentação de trabalho na faculdade. Dessa vez o tema era o Movimento Futurista. Confesso que essa era uma das atividades que mais estava me tirando o sono, mas, no final das contas, deu tudo certo. #amém

Não poderia deixar de colocar aqui um pouco desse trabalho. Acho muito importante o estudo da História da Arte, mas não se nós, futuros profissionais, não colocarmos os conhecimentos adquiridos em prática. E esse foi um dos focos da apresentação: traçar um paralelo entre o surgimento do Futurismo, em 1909, e os legados que ele deixou (e ainda deixa) para o mundo da Moda.



Nós fizemos um pesquisa e descobrimos alguns estilistas que desenvolvem trabalhos inspirados nessa onda tecnológica e científica que o movimento traz. Eles, além de trazerem uma proposta super nova para a passarela, utilizam novos materiais, novas fibras, novos recortes, enfim, usam e abusam do novo, para passar essa idéia de movimento e, como já falei, inovação para o público.


Um dos grandes expoentes dessa vertente, hoje, é o designer Haussein Chalayan, londrino, formado, pela Saint Martins, mesma instituição onde o grande McQueen passou. É impressionante o trabalho dele e sua tentativa de dar movimento aos seus looks na hora do desfile. Fico super babando na tentativa de descobrir o mecanismo que ele utiliza para 'dar vida' a sua obra.




Esse vídeo traz a coleção de verão de Chalayan do ano de 2007. Ele, na minha humilde opinião, exprime basicamente a idéia do movimento futurista. Como falei, é fantástica a idéia de contrução/descontrução/movimento/dinamismo trazidos para a passarela. Fico imaginando a emoção das pessoas presenciando esse desfile incrível. Eu ficaria boquiaberto, certamente.


Também temos alguns estilistas nacionais que trabalham com esse conceito, como a Glória Coelho e seu filho Pedro Lourenço, que vem, como já devem saber, nas passarelas internacionais. O trabalho de ambos é bem bacana, sempre apostando na inovação de tecidos, cortes, aviamentos, etc.

Eu sou super fã,como já disse por aqui, da utilização de plissados, babados, drapes e afins, mas também gosto bastante dessas construções mais geometrizadas, com ar mais 'modernoso', tanto que estou utilizando esses elementos para a produção de uns croquis de outra disciplina (juro que depois coloco aqui para vocês verem).

Por enquanto é isso. Espero que tod@s consigam captar a idéia dessa movimento de vanguarda e que utilizem isso nas suas criações. Um forte abraço.

Imagens: Reprodução
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EMOS: Suas Origens, Concepções, Ideais e Estilo de Vida*




CULTURA EMO: SURGIMENTO

De acordo com Helal (2010), a criação dos diversos grupos juvenis sofreu grande aumento no final do século XX, em conseqüência da fragmentação cultural, o que possibilitou o surgimento de grupos ligados por idéias, causas e comportamento, sendo uma maneira dos adolescentes representarem seu estilo, vivenciando o pertencimento de grupo. O mesmo autor defende a idéia de que o aparecimento de tribos urbanas está relacionado a uma alternativa diante daqueles grupos formais existentes na sociedade (família, igreja, etc.), uma vez que esses deixam de representar o modo de vida do mundo em que vivemos atualmente.

É nesse contexto de modificações na nossa estrutura social que aparecem os Emos, abreviação da expressão em inglês Emotional Hardcore, que foi dado ao estilo musical influenciado pelo Punk. A música Emo surgiu na década de 80, em Wahington DC, misturando o som pesado com letras românticas e introspectivas, tratando de temas como brigas entre namorados, conflitos familiares e revolta contra o sistema político vigente. Dentre as bandas que participaram da criação desse estilo, podemos citar a Rites of Spring, Embrace e 7 Seconds and Scream que tinham um som parecido com o Punk, mais com um ritmo mais leve e, como citado anteriormente, com letras mais introspectivas. (SIMÃO, 2008)

Segundo Nogueira (2008), o surgimento da tribo Emo é uma conseqüência assistida depois da Segunda Guerra Mundial, assim como vários outros grupos. Esses tentavam, através da música, mostrar toda sua indignação diante do horror trazido pelo regime em que se encontravam. A mesma autora trata do surgimento da cultura Emo como a fusão do jeito de ser rebelde dos Punks do final dos anos 70 com o Indie Rock, característico dos anos 60, que expressava uma maneira mais comportada.

Com o passar do tempo, houve algumas modificações na estrutura principal que guiava o estilo de música Emocore. Abandona-se a batida pesada e o som grosseiro do Punk e adota-se de uma vez por todas a estética mais suave, mais melodramática, com letra e tom musical bem romântico. (SIMÃO, 2008)

É com essas fusões de estilos e modos de ser que o Emocore chega ao Brasil, provocando nos grupos juvenis uma identificação frente ao comportamento e o modo de vestir dos jovens norte-americanos, não sendo, portanto, modificado nenhum de seus padrões originais para se enquadrar na cultura brasileira. Algumas bandas de destaque no cenário brasileiro são a Fresno, uma das primeiras a adotar essa nova estética, e a NX Zero. (NOGUEIRA, 2008)

CONCEPÇÕES, IDEAIS, SEXUALIDADE

A segmentação Emocore preconiza e pratica a tolerância sexual. Muitos emos afirmam que o estilo de vida se assemelha à sexualidade, pois preferem não inibir suas emoções e seus desejos sexuais. A maioria emocore é bissexual, acreditando na “dispersão do amor” justificada pela idéia conceitual de que não se distingue homens, mulheres e suas opções sexuais.

Segundo Regina de Assis, doutora em Educação, formada pela Universidade Columbia, a tolerância é o traço de comportamento que distingue os emos de outros jovens. Essa tolerância se reflete na sexualidade, visto que existe uma flexibilidade em relação a esse tema, pois homens e mulheres se relacionam entre si, ocorrendo relações entre o sexo oposto e entre o mesmo sexo.

A cultura emo defende a liberdade de expressão, opondo-se a qualquer tipo de preconceito. Essa livre expressividade emocional é visualizada pelos carinhos e demonstrações afetivas em público, no qual garotos e garotas se beijam e se abraçam como forma de expor seus sentimentos, evitando formas qualquer de repressão.

A “tribo” dos emos se define como um grupo extremamente emocional e que prefere expor ao invés de reprimir. A intensidade de seus sentimentos é vista de maneira preconceituosa por algumas pessoas que não compreendem essa segmentação social. A luta contra o preconceito é uma das características importantes dos emos, visto que esses são atingidos por porções sociais que os excludem.

Os principais pontos de discussões a respeitos dos Emos é a identidade, preconceito e relações grupais. Segundo Leni (1989), é no contexto grupal que cada pessoa se identifica com outra e ao mesmo tempo diferencia-se de cada uma dela, isso porque mesmo fazendo parte de um determinado grupo, cada pessoa tem sua personalidade, o que é único em cada individuo.

A definição grupal de cada indivíduo também se dá por características comuns ao dos outros membros. Dessa maneira, a identidade da vazão à organização da realidade vivida pelos indivíduos participantes do grupo, o que torna o convívio quase familiar.

Os Emos transparecem suas crenças, concepções e pensamentos de maneiras simbólicas e com poucas expressões verbais. O que mostra o que realmente são os emos são suas roupas, estilo musical, uma certa estranheza de comportamento, que muitas vezes os levam a auto exclusão.

A mídia é algo que vem ajudando os Emos a se “libertar” até certo ponto do preconceito. A peculiaridade das roupas, grandes franjas coloridas, que cobrem os rostos, o uso de acessórios, a maquiagem também era alvo do preconceito e perseguição onde quer que eles se encontrassem, principalmente nas escolas, já que a maioria dos adeptos desse grupo são adolescentes.


Esse preconceito contra os Emos é definido como emofobia. Algumas características psicológica dessa tribo urbana também da vazão para o preconceito, como, por exemplo, o exagero de carinho e sensibilidade demonstrados pelos membros do grupo do mesmo sexo é sofre questionamentos. Por exemplo, é comum que meninos e meninas se beijem na boca aos se cumprimentarem ou tristeza demasiada por um assunto banal contidiano, tal como uma menina acordar chorando como percebe que sua coruja de pelúcia caiu embaixo da cama enquanto ela dormia. Por isso, os Emos são definidos por outras tribos como homossexuais. (FEITAS, 2010)

Os Emos tem ideais admiráveis que deveriam ser seguidos. Eles tem verdadeira repulsão por pessoas violentas, qualquer tipo de agressão física é altamente reprovada por eles. Os Emos parecem lutar sem armas por um mundo sem violência. O fato de eles não economizarem nas demonstrações públicas de carinho e o de serem pacíficos à intolerância de outras tribos os tornam alvos fáceis da intolerância. Eles pregam a tolerância em todos os sentidos, inclusive na opção sexual. Os Emos costumam dizer não às drogas e ao álcool, embora isso não seja uma regra. Por causa dos desestímulos e rejeição social por grande parte das pessoas os Emos expressão suas opiniões através daquela que se tornou o principal meio de disseminação dessa cultura, a Internet. Com seus blogs, fotoblogs, diários on-line, redes sociais, como o Orkut, e outras que fizeram o preconceito reduzir um pouco e os tornassem a “onda de momento”, ou seja, ser Emo está na moda.

ESTILO EMO E MODA

O estilo emo expõe a identidade dos membros dessa segmentação social. A maneira de se vestir expressa o humor, os ideais e a emotividade. A moda é interpretada por quem a vê, gerando diferentes opiniões e tendências, que são características da tribo dos emos, vistos que esses se vestem de maneira específica e com peças que os classificam e que os separam de uma grande porção da sociedade.

O emocore usa camisetas com estampas infantis, com caveiras, com símbolos de suas bandas preferidas, com estrelas, poás, listras e xadrez. As calças são de corte tipo skinny, das clássicas pretas e brancas as cores chamativas, fortes, gritantes. Os acessórios, como cintos, bonés e bolsas apresentam tachas ou rebites, os sapatos tipo all-star são uma característica forte dos emos, muitas vezes usados com cadarços coloridos, seus colares ou pulseiras são inspirados em personagens em quadrinhos como Wilma Flinstones. É importante destacar que cores neutras ou coloridas são usadas de acordo com o estado emocional dessa tribo estudada.

A maquiagem é utilizada de uma maneira extremista, os olhos são fortemente marcados por lápis de olho, delineador preto, rímel, sombras escuras. A boca e a pele são maquiadas neutramente. Os cabelos, normalmente pretos e lisos, apresentam franjas dispostas lateralmente, cobrindo um dos olhos.

O preconceito atinge o grupo dos emos, visto que eles apresentam caracterizações específicas, que não agradam a todos. A maneira de se vestir, o modo comportamental, as idéias e as opções sexuais, muitas vezes não compreendidas pela sociedade, os dispõem em um nicho excludente.


*Trabalho apresentado para a disciplina de Antropologia da Moda. Autores: Carpgiany Santos, Nara Martins, Pedro Oliveira e Roberta Kelvia

Imagens: Reprodução

Aquisições do Dia

Vocês já sabem que piro quando o negócio é teoria de moda, né??!! Então... hoje, cheguei no trabalho e tive uma grande (Grande) surpresa. Minha querida coordenadora me presenteou com alguns itens de sua imensa biblioteca. Ela já foi professora do curso de Estilismo e Moda da UFC e guardava esses 'souvenirs' na sua estante. Eu fiquei, lógico, super grato e já peguei um dos tais para ler.

Vamos a listinha:


Plugados na Moda - Nízia Villaça & Kathia Castilho
Moda e Linguagem - Kathia Castilho
Moda Brasil: fragmentos de um vestir tropical - Kathia Castilho & Carol Garcia


O Novo Luxo - Kathia Castilho & Nízia Villaça
Vitrinas em Diálogos Urbanos - Sylvia Demetresco


Eu super peguei já o Moda e Linguagem para folhear. Ele propõem uma análise na semiótica e na comunicação que é passada através da roupa, passando por desejos internos, composição da vestimenta, aspirações e os códigos da moda. Estou adorando. Depois coloco aqui mais informações dessas leituras. Abraços!

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EnModa: Oportunidades

Bom dia meus querid@s,
Andando pelos corredores da faculdade, vi um cartaz de uma instituição que aceitava e públicava artigos em seu site. Tratei logo de anotar o site, pois tenho interesse, como todos já sabem, de escrever sobre moda, gênero, história da indumentária, enfim, sobre as funções sociológicas da roupa.


Quando cheguei em casa abri o site e vi que a coisa era muito maior do que eu imaginava. Eu, na minha santa ignorância, ainda não conhecia mas a EnModa: Escola de Empreendedores é uma instituição paulista super qualificada que tem o diferencial de ensinar moda à distância. Vocês devem está se perguntando: Moda? À distância? Como pode isso? Pois é, também fiz esses questionamentos assim que vi a lista de cursos que a instituição oferece. Mas a coisa é bem simples. As aulas são ministradas através de links, artigos, matérias, vídeos, etc, tudo on line. Também ocorrem alguns fóruns de debate e exercícios. A quem interessar possa, confira mais AQUI. Eles oferecem um número grande de cursos, dentre os quais, posso citar: jornalismo de moda, ilustração, história da moda.


Mas o meu interesse todo não é fazer propaganda da instituição (embora já tenha feito, enfim.. acontece). Gostei bastante porque, como disse no começo, ela publica de trabalhos acadêmicos (TCC, artigos, mnografias, etc.), sendo um excelente espaço para divulgar seus estudos na área de moda. Nós podemos conferir no próprio site um vasto número de trabalhos bem bacanas e diversificados. Clique AQUI e vá direto para a página referente aos artigos.

Então, não temos mais a velha disculpa de "
Escrever para que, se não vamos publicar?". A instituição é séria e não faz grandes exigências para a seleção dos trabalhos, basta ser da área e estar com a formatação padrão dela (veja AQUI as regras básicas). Por isso, mãos a obra. Leia, produza, discuta, publique, dê sua contribuição ao mundo da moda e não viva somente no falso glamour que ele produz. Você pode começar lendo os livros que indiquei semana passada, eles são ótimos e com certeza te guiaram nessa empreitada. Abraços e boa quarta-feira!

Fonte: EnModa.Com

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Moda também é Teoria

Muitos de vocês já devem ter passado pela seguinte situação: "Ah, que legal, você faz moda. Pena que não tem nenhum objeto concreto de estudo, não é? Vocês trabalham mais com a prática." Ai, tenho tanta raiva de gente que não sabe das coisas e fica fazendo pré julgamentos retardados.

Mas, enfim, pensando nisso e também pensando aqui em vários temas legais para trabalhos, artigos, etc., pensei em fazer uma busca de referências bibliográficas bacanas, que pudessem também me dar subsídio para rebater esses questionamentos sem sentido. Achei muita coisa interessante nos sites de vendas e também nos sites de algumas livrarias que existem aqui em Fortaleza. Mas, detalhe, é tudo bem carinho, tendo em vista que estudante é tudo liso (falo mermo!). Sei que é um investimento, mas a gente já tem tanto material caro para comprar que acaba deixando livros extra-classe em segundo plano. #fato

Pois bem.. como não sou besta nem nada, fui fazendo pesquisas também de artigos que pudessem me ajudar. Foi então que me lembrei da bliblioteca MARA do google. É impressionante a quantidade de livros de moda legais que existem nesse acervo. O único problema é que não dá para fazer download dos books, mas nada é perfeito. Acabei selecionando alguns e salvei na minha pasta da biblioteca (qualquer um pode ter, é só ter conta no google). Dentre os quais, quero deixar para vocês as seguintes indicações:








Sei que não é a mesma coisa de ter o livro na mão, mas já é um ajuda bem interessante nesses dias de vacas magras. É só você dá uma clicada no nome dos livros supracitados que vai direto para a biblioteca. Enfim, outra coisa que eu queria falar: olhando o circulo que a gente frequenta meio que dá pra ter mesmo essa noção de futilidade. Muitas vezes preocupa-se demais com que roupa ir para a faculdade do que em produzir conhecimento que desestigmatize a visão inferior que os cursos de moda tem. Então, leia, discuta, produza. É mais interessante do que ficar debatendo a cor da blusa e Fulana, a altura do cós da Sicrana ou o tom fora de moda do baton da Beltrana. #falomermo ABRAÇOS!

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