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03 October 2025


"This one's dedicated to all you Gucci bag carriers out there. It's called 'You Got Gooood Taste', says Lux introducing one of rock'n'roll's most appealingly danceable hymns to cunnilingus" ("Mojo" Novembro 2025)

30 December 2022

Pussy Riot (feat. Slayyyter) - "HATEFUCK"

(ver video no YouTube; da mixtape Matriarchy Now + ver aqui)
 
"The audio-visual art piece 'HATEFUCK' is the next piece of Pussy Riot's ongoing 2022 cycle Patriarchy R.I.P. that revolves around a super(s)hero character who owns magic superwoman-like qualities & uses these powers to destroy the patriarchy. 'HATEFUCK' follows another piece from this cycle, 'PUNISH' released earlier this year. 'HATEFUCK' runs in tandem with Pussy Riot-curated exhibit Patriarchy R.I.P. that runs on billboards all across the US, mostly in red states. 'HATEFUCK' heroines, vengeful dominatrixes and goddesses, they serve justice by creating a hell on earth for sexual abusers, for privileged exploiters of marginalized, alienated and objectified groups. Created under the influence of Hieronymus Bosch's visions of hell". 

02 August 2021

Shirley Manson's (Garbage) Ten Commandments of Love



"(...) 7. THOU SHALT EMBRACE CUNNILINGUS FULLY: I used to go out with this boy who did not and would not perform oral sex. Clearly he wasn’t a real man, because, I’m sorry, a man gives head. Some apparently feel the act emasculates them, that they’re being submissive somehow. Well, if they find that oral sex threatens their masculinity, then there’s something far wrong with them. Get down, get busy, or get out (...)" (aqui)

20 January 2018

STREET ART, GRAFFITI & ETC (CXCV)

Lisboa, Portugal, 2018
(uma justa reivindicação que os sindicatos ignoram)

12 January 2018

Orgia mediterrânica de despedida, com mulheres e copos, na embaixada de Portugal, em Paris
 
Paul Avril - De Figuris Veneris (1906)

11 December 2017

À PROCURA DE CANÇÕES


Libellus vere aureus, nec minus salutaris quam festivus, de optimo rei publicae statu deque nova insula Utopia (“Um pequeno livro verdadeiramente dourado, não menos benéfico que divertido, sobre o melhor estado de uma república e a nova ilha Utopia"), – simplificando, a Utopia (1516) – seria o relato feito a Thomas More pelo imaginário navegador português, Rafael Hitlodeu, no qual ele descreve uma também imaginária sociedade ideal que teria descoberto numa ilha do Novo Mundo. Fundamentalmente igualitária e abominando a propriedade privada, andava, porém, longe da perfeição: cada família possuía dois escravos; as mulheres deviam confessar os seus pecados aos maridos mensalmente; a deslocação dentro da ilha só era permitida com autorização superior sob pena de escravatura, castigo igualmente aplicado em caso de adultério; e todas as religiões eram aceites mas os ateus eram mal vistos e persuadidos a corrigir o seu “erro”. 



Quinhentos anos depois, pareceu a Björk ser altura de imaginar uma nova Utopia: “Se, alguma vez, ser optimista foi urgente, agora é-o mais do que nunca. Em vez de resmungarmos e nos zangarmos, há que apresentar sugestões acerca de como deverá ser o mundo onde, no futuro desejamos viver”, desabafou ao “New York Times”. E, à “Pitchfork”, acrescentou: “Nestes tempos de Trump, é necessário ter um plano, um manifesto, uma alternativa. É uma questão de vida ou de morte para a nossa espécie. Como música, posso sugerir um ângulo poético: após tantas tragédias, há que inventar, tricotar ou bordar um novo mundo”. E, candidamente, descreve a sua Utopia (e respectivo álbum em que a apresenta): “Uma cidade nas núvens, liberta da gravidade, flutuando no ar”. Ou – porque, confessa, tem andado a ler obras de ficção-científica de autoras lésbicas negras –, “uma fuga organizada para uma ilha onde só há mulheres e crianças, toda a gente anda nua e toca flauta, a violência é desconhecida, e há pássaros e plantas jamais vistos”.



Oscar Wilde estava carregado de razão quando escreveu que “Um mapa do mundo que não inclua a Utopia não merece sequer ser olhado de relance”. O problema com a Utopia de Björk é que, mesmo descontando a imensa e embaraçosa ingenuidade, é coisa perigosamente próxima dos piores pesadelos "hippie-new-age", em reprovável promiscuidade com tiradas de "coach" de auto-ajuda. O plano inclinado começara já em Vulnicura (2015) – relato psicoticamente cronológico da separação de Matthew Barney – mas, se esse foi o álbum das trevas, este pretenderia ser o da luz e da redenção. No entanto (de novo com Arca/Alejandro Ghersi enquanto co-produtor e quase co-autor), o que se oferece para escutar é uma sucessão desnecessariamente longa de texturas, efeitos, sobreposições de vozes e timbres desesperadamente à procura de canções (Björk chama-lhe “uma rebelião optimista contra a melodia narrativa normal”), uma esgotante jornada na qual, de baixo de cada pedra saltam passarinhos, flautas, harpas e coros apropriadamente “paradisíacos”, e não se descobre um único texto que não soe pateticamente ridículo. 



Ele há os tântrico-esotéricos (“My sexual DNA, X-rays of my Kama Sutras, summons different bodies, compares spines and buttocks and back of necks” ou “Then my body memory kicks in, all bosoms and embraces, oral, anal entrances, enjoy the satisfaction if the other is growing”), os feministas-matriarcais (“All trapped in legal harness, Kafkaesque farce like patriarchy” e “Watch me form new nests, weave a matriarchal dome, build a musical scaffolding”) e os místico-pagãos (“As you narrate your own heart tale, you thread souls into one beam, the love you gave and have been given weave into your own dream, I trust my cells to rearchive my love historic stream (…) Tied ribbons on my ankles for you, drew orchids on my thighs for you, my spine curved erotically, we're finally vulnerable”). Na capa, Björk mostra um implante vulvar na testa, orifícios de flauta no pescoço e trompas de Falópio no lugar das sobrancelhas. A distopia anatómica?

23 October 2017

Poderá ser da origem alemã do Dr. Fred mas este precioso e utilíssimo opúsculo que inova na perspectiva sob a a qual aborda os temas claudica em questões de género (gramatical) e, quiçá por ter sido publicado em 1969, nas últimas linhas do excerto reproduzido, exerce uma abusiva e imperdoável discriminação  sobre o famoso número (não algarismo)


"Ao já mencionado 'cunnilingus' em que o homem lambe as partes genitais da mulher, corresponde a 'felatio' em que a mulher introduz o membro viril na boca, podendo sentir prazer especial de deixar vir o esperma para a língua e engoli-lo até. Neste caso fala-se de orgasmo alimentar designado como mais saboroso do que o orgasmo genital. Psicologicamente evoca-se uma espécie de antropofagismo, visto que, devido a esta exagerada erótica oral, a mulher deseja engolir alguma parte do amante, por fome de amor. Ver também 'Penilingus'. Na vida dos homossexuais, o 'cunnilingus' é usado entre as mulheres e a 'felatio' entre homens. O chupar mútuo dos membros de dois homens é designado com o algarismo 69" (daqui)

23 February 2017

17 de Fevereiro de 2017: o dia em que, com uns valentes séculos de atraso, "um estudo" descobriu a porta de saída da Idade Média

11 October 2016

UM “L” A MENOS 


Tenho de confessar: foi por uma unha negra que, neste texto, o título do "box-set"" de Momus não apareceu como Public Intellectual. E devo-o ao facto de, na recensão que a “PopMatters” lhe dedicou, Brice Ezell, no penúltimo parágrafo, ter contado que, também ele, só muito depois de o ter escutado, se apercebeu de que aquilo que se lia na lombada da caixa era, na realidade, Pubic Intellectual: An Anthology, 1986-2016. Com um “l” subrepticiamente a menos, que faz toda a diferença e que, googlando rapidamente, se descobre ter conduzido ao engano um razoável número de vítimas inocentes. Inocente é que Momus/Nicholas Currie não terá sido: a armadilha lançada para capturar todos os que estavam prontos a medalhá-lo na qualidade de figura eminente da "intelligentsia" pop (declaro-me culpado) não é muito diferente das inúmeras e elaboradíssimas outras que foi semeando ao longo de trinta anos. 



E que, nas "liner notes" com que faz acompanhar cada uma das 57 canções dos três CD, vai revelando – por exemplo, a propósito de "Lucky Like St. Sebastian": “Quando, em 1984, fui viver para Londres, pintei o meu quarto em Streatham de verde e amarelo e pendurei nas paredes reproduções de quadros da National Gallery onde – juntamente com o British Museum – passava bastante tempo. No autocarro 159 para o centro de Londres, reflecti sobre um ensaio de Kierkegaard (em Ou-Ou/Um Fragmento de Vida), ‘A Rotação das Colheitas’: nele, ‘A’, o esteta, afirma que o tédio é a raiz de todos os males. E cita a frase de Juvenal na qual este diz que as massas apenas desejam panis et circenses, pão e circo, diversão. Gostei da forma como ‘panis’ soava a ‘penis’ e comecei a pensar num álbum sobre pão e circo, o uso do entretenimento popular para pacificar e aplacar as massas”. O tosco preconceito anti-intelectual britânico carimbou-o para sempre: “too clever for his own good”. Nada que o impedisse de, até hoje, permanecer tal como se apresentou: “What's a laugh? The sound of common-sense falling apart. What's common-sense? A million unthinking hearts at the end of the working day. And who am I? Call me the barman standing, waiting for the workers to drink their work away, I'm the man who serves the laughter to the drunkards of disaster after they've got plastered on the news and I've got the situation comedy blues”.

11 April 2016

Grande, grande texto, Lenita Zhdanov!... Sissenhora! Com Cohn-Bendit e vídeo e tudo; só não compreendi aquilo do... "linguistês"... tem a ver com cunnilingus ou assim?

07 March 2016

28 November 2015