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15 June 2019

 Um desígnio nacional?

"Dir-me-ão que eu sou absurdo, ao ponto de querer que haja um Dante em cada paróquia e de exigir que os Voltaires nasçam com a profusão dos tortulhos. Bom Deus, não! Eu não reclamo que o país escreva livros, ou que faça arte: contentar-me-ia que lesse os livros que já estão escritos e que se interessasse pelas artes que já estão criadas" (Eça de Queiroz, sobre o 10 de Junho original de 1880, citado por Maria Filomena Mónica em Os fiéis inimigos: Eça de Queirós e Pinheiro Chagas, pag. 11)

16 November 2015

"Ceux qui peuvent vous faire croire 
en des absurdités pourront 
vous faire commettre des atrocités"
(Voltaire)

Bataclan (III), 50 Boulevard Voltaire, Paris

01 September 2010

TEORIA & PRAXIS MUSICAIS PORTUGUESAS (IV)

Mendes Bota - 1



Há tesouros ocultos na música portuguesa que apenas um espeleólogo em regime de dedicação exclusiva e armado da máxima devoção será capaz de revelar. Um dos mais preciosos é, sem qualquer dúvida, o espólio do "singer-songwriter" Mendes Bota, bravo militante do PSD allgarvio, farol laranja do lendário Pontal, escoteiro notável, ex-deputado europeu, cripto-marxista e, tão ou mais importante, autor de uma das mais assombrosas gravações que, na língua de Camões - e nas de Cervantes, Dante, Voltaire e Shakespeare -, canta, como ninguém antes o ousara fazer nem se atreveu depois, o ideal europeu. Muito apropriadamente, chamou-lhe Sem Fronteiras, data de 1992, e constitui um indiscutível desígnio da cultura nacional oferecer-lhe, ainda que com inexplicável atraso, o mais que merecido relevo. Para lhe dar início, "Eu Sou o Homem do Rock'n'Roll", um vibrante manifesto de juventude e desempoeirada modernidade estética.

(2010)