"(...) Durante trinta minutos exibiu o rosto amável do empreendedorismo merdalejo com vocação universal: ele tinha criado uma 'startup' espectacular. Ele visitara o Silicon Valley em chanatas e bebera Coca-Cola no McDonalds frequentado por Bill Gates. Ele tinha programado uma 'aplicação brutal' para uma bosta qualquer e trabalhava 'vinte e quatro horas por dia' para cumprir o sonho meritório de vir a ser 'pornograficamente rico'. Pior que tudo, ele não parava de gritar.
'Que pena', reflecti na altura, 'não meterem este tipo no PSD'.
EM CANDIDATAS A PRIMEIRA-DAMA COMO ESTA, NÃO SÓ VOTAVA COMO FAZIA CAMPANHA A FAVOR
Mulher do primeiro-ministro do Japão diz que a sua alma viajou para Vénus num OVNI
O Japão habituou-se a chamar o seu futuro primeiro-ministro o "extra-terrestre". Mas a sua mulher é que parece ter estado em contacto com seres de outros planetas. No livro Coisas Muito Estranhas Que Encontrei, publicado há cerca de um ano, a futura primeira dama diz que foi raptada por extra-terrestres e levada para Vénus. "Enquanto o meu corpo estava a dormir, a minha alma viajou num ovni triangular até Vénus. Era um lugar bonito e muito verde". A confiar nas suas contas Miyuki Hatoyama, 62, foi raptada há uns 20 anos. Na altura contou a história ao marido, o primeiro, e ele respondeu-lhe friamente que tudo não passara de um sonho. A japonesa acredita que com o seu novo homem, o recém-eleito Yukio Hatoyama, a reacção seria diferente. "O meu actual marido tem uma forma de pensar diferente.Ele ia com certeza responder 'Isso é fantástico'", escreveu ela. As coisas muito estranhas que aconteceram na vida desta actriz reformada, obcecada com comida macrobiótica, não se ficam por aqui. Miyuki garante que conheceu Tom Cruise na outra incarnação, quando ele era japonês. E diz que está ansiosa por contracenar com ele. "Ele ia perceber tudo. Bastava eu dizer-lhe: 'Há quanto tempo'", disse Miyuki numa entrevista a uma revista. Yukio não se sente envergonhado com a mulher, que conheceu num bar quando ainda era casada. No seu site diz que ela o ajuda a "recuperar energia". (aqui)
(2009)
29 August 2008
ALGUÉM DISSE "INDIE"?
Sigur Rós - með suð í eyrum við spilum endalaust
Nenhuma banda que se preocupe realmente a sério com o sucesso comercial publica, sucessivamente, quatro álbuns cujas canções são vertidas num idioma imaginário que nem um só fã, de isqueirinho na mão, consegue reproduzir. Nenhuma banda com planos megalómanos de dominar o mundo e enxotar a concorrência de U2, Coldplays e quejandos cai na asneira de intitular um disco (). Nenhuma banda que sonhe trepar pelo que resta dos top-tens do universo, no exacto instante em que, mal disfarçadamente, se murmura que “desta é que vai ser”, se decide a trocar o tal linguajar exótico pelo quase tão hermético islandês e a baptizar o suposto álbum do definitivo “breakthrough” como með suð í eyrum við spilum endalaust. Muito em particular, quando se descobre que, na tradução inglesa, isso significa “with a buzz in our ears we play endlessly”, o que, no caso em apreço dos Sigur Rós, poderia muito facilmente ser uma caricatura sarcástica da identidade sonora do grupo. Claro que tudo isto faria imensamente sentido no interior de uma ética/estética “indie” ortodoxa que tivesse como objectivo último garantir a existência de uma modesta rede de células de fãs clandestinas, esparsamente alojadas entre os sótãos de Reykjavik, os albergues de juventude do Lake District e as garagens de Telheiras.
O que resultou, no entanto, de tal opção? Uma corte de fãs que inclui Brad Pitt, Madonna, Tom Cruise, Natalie Portman, David Bowie, os Metallica, Red Hot Chili Peppers, Foo Fighters, Radiohead e... Coldplay; uma auspiciosa carreira paralela como arquivo potencial de bandas sonoras, na variante-algodão doce, para cinema e televisão; e uma discografia que continha, até agora, o género de música que fundia a estética 4AD reciclada, uma espécie de My Bloodless Valentine e aquilo que se deverá ter escutado nos céus de Aqaba, quando Moisés dividiu as águas do Mar Vermelho. Alguém disse “indie”? Se disse, até pode voltar a repeti-lo agora. Porque með suð, num ensaio razoavelmente conseguido de iludir as expectativas, quase inverte a percepção que tínhamos dos Sigur Rós: muito detalhismo sonoro acústico na descendência directa do que se observava no DVD Heima, uma alma quase pop aqui e ali, a aproximação (em “Gobbledigook”) ao pequeno caos de “kindergarten” dos Animal Collective e (tinha de ser...) ainda um pouco de Moisés-no-Mar-Vermelho em “Festival” e “Ara Bátur” – um épico de nove minutos em versão “thinking man’s Andrew Lloyd Weber”. Prevê-se engarrafamento na “guest-list” de fãs “mainstream”.
(2008)
28 January 2008
THE SCI-FI GODS ARE WATCHING YOU!
Agora que a hipótese de os EUA virem a ter o primeiro presidente mórmon - Mitt Romney - deixou de ser uma conjectura lunática e extravagante, parece bastante apropriado voltar a recordar a história e origens dessa prodigiosa ficção visceralmente americana.
A documentação acerca do tema começa a ser simpaticamente abundante. Aqui, por exemplo: