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01 October 2015

Le détournement (XI)


"What Stéphane Trapier does in his wonderful Tarzan Contre la Vie Chère is apply the Situationist technique of détournement to modern age comic books. The book’s cover tells it all: what could Tarzan and Lenin possibly have to do with each other? But just wait until the characters speak their mind – topics discussed include phone sex, women’s liberation movement, campaign finance, cell phone reception, the dictatorship of the proletariat, and more" (aqui)

08 August 2013

VIDA E MORTE DE DEUS


É verdade: deus teve a sua própria banda de rock e esta chamava-se Ya Ho Wha 13. Mas deus viveu a maior parte da sua vida antes de descobrir que era deus. Começou por chamar-se James Edward Baker, nascido em 1922, no Ohio. Aparentemente, aos 12 anos, terá sido aclamado como “o rapaz mais forte dos EUA” e, daí em diante, olhando da altura de um metro e noventa e três, foi fuzileiro das forças-armadas americanas condecorado por bravura em combate durante a Segunda Guerra Mundial, abandonou a primeira esposa terrestre e viajou de moto até Hollywood para se candidatar (sem êxito) ao papel de Tarzan, supostamente em legítima defesa, terá feito uso da sua condição de mestre de judo para enviar para outra dimensão dois indivíduos que o aborreceram, e, num processo consagrado de acumulação primitiva de capital, assaltou uma dezena de bancos o que lhe permitiu iniciar uma próspera carreira no ramo da restauração. O maior sucesso surgiria, no entanto, com a abertura de “The Source”, no Sunset Strip de Los Angeles, em 1969, um dos primeiros restaurantes vegetarianos a cair nas boas graças da "beautiful people" local: Joni Mitchell, John Lennon, Marlon Brando, Warren Beatty, Steve McQueen e tutti quanti eram clientes regulares e até Alvy Singer/Woody Allen, em Annie Hall, sentado na esplanada, relutantemente pede uma salada de rebentos de alfalfa com puré de levedura. 



É precisamente a partir de “The Source” e do seu staff voluntário de belas e belos jovens hippies que o então quase-deus-Baker constitui e financia a sua comuna alternativa que chegaria à centena e meia de membros. Alimentada por uma "ratatouille" teológico-espiritualista que misturava esoterismos ocidentais com a Cabala, Tantrismo, yoga, "sex magick" à maneira de Crowley, poliamor, químicos vários e todos os outros condimentos intermédios, estimularia a transformação de Baker – por essa altura, já uma imponente figura de Moisés prestes a receber os dez mandamentos – em Father Yod, depois, em Ya Ho Wha, e, por fim, para simplificar, apenas God. Tal como pode ver-se no documentário recém publicado em DVD, The Source Family (God Has a Rock Band), de Jodi Wille e Maria Demopoulos, se Baker nunca esteve sequer próximo de ser um Charles Manson ou um Jim Jones, ainda hoje, de entre os discípulos sobreviventes, há quem garanta tê-lo visto a jorrar relâmpagos dos ouvidos e a ressuscitar nados-mortos. Bastante mais objectivo é o impressionante arquivo de música e imagens da vida da comuna que uma das 13 esposas espirituais de deus foi preservando (e de que grande parte do documentário se socorre), em particular, a discografia de Ya Ho Wha 13, colectivo informal de membros da "brotherhood" – deus incluído – que ocupava o estúdio da Mother House e que terá registado um total de potenciais 65 álbuns de que, originalmente, apenas 9 terão sido publicados (em flash: o psych/folk/rock não inventou coisa nenhuma) e aos quais, nos últimos anos, a Drag City deitou a mão. Resta acrescentar que, em 1975, deus duvidou da sua divindade e pôs-se à prova: sem nenhuma experiência anterior, lançou-se em asa-delta de uma escarpa no Havai e a aterragem foi fatal. Tinha perdido os super-poderes.

26 November 2009

POIS É, DA FILOSOFIA E DA CRÍTICA DE MÚSICA SÓ SE PODE ESPERAR DESGOSTOS E DÍVIDAS...



Basta ver ao ponto que chegou um optimista antropológico e Tarzan da crítica musical: até o coração sangra ao ler tão triste história.

(2009)

15 October 2009

O PENSAMENTO FILOSÓFICO PORTUGUÊS (XXVIII)

Jorge Coelho


Quando Jorge Coelho, eminente empreiteiro, optimista antropológico e Tarzan da crítica musical, coloca Amália Rodrigues no seu devido lugar e, de caminho, aproveita para reduzir o que escrevi à merecida insignificância, só resta meter o rabo entre as pernas e reconhecer que, perante um mestre (de obras), há que guardar o mais respeitoso silêncio.

"Eu vi um espectáculo fabuloso, há quatro ou cinco dias, da Amália Hoje: pegaram em canções que são tristes, canções que têm o destino traçado, e transformaram-nas em música pop, alegre, virada para o futuro. Eu acho que também temos que acreditar que é possível ter um futuro melhor". (Jorge Coelho, aqui, no "Gato Fedorento")

(2009)
FAKE TARZANS
(remake daqui)


Dişi Tarzan (real. Kayahan Arikan, Turquia, 1971)


Tarzan Korkusuz Adam (real. Kunt Tulgar, Turquia, 1974)



(2009)

13 October 2009

A PROPÓSITO DE PRIMATAS
(e retomando Tarzan)


Toofani Tarzan (real. Homi Wadia, 1937)



Tarzan Istanbul'da (real. Orhan Atadeniz, 1952)



Tarzan yell: "Although the yell ostensibly was that of Weissmuller, different stories exist as to how the sound effect was created. According to the newspaper columnist L. M. Boyd (circa 1970), "Blended in with that voice are the growl of a dog, a trill sung by a soprano, a note played on a violin's G string and the howl of a hyena recorded backward." According to Bill Moyers, it was created by combining the recordings of three men: one baritone, one tenor, and one hog caller from Arkansas. Another widely published notion concerns the use of an Austrian yodel played backwards at abnormally fast speed" (texto completo aqui)

(2009)

21 September 2009

TARZAN NO MUSÉE DU QUAI BRANLY (II)








(clicar nas imagens para ampliar)

(2009)


Voto na urna: nulø, com a frase "ESTA GENTE É UM NOJO"

15 September 2009

TARZAN NO MUSÉE DU QUAI BRANLY (I)

Os primeiros Tarzan


Clinton Pettee


Fred J. Arting


Hal Foster


Frank Frazetta


Rex Maxon

(2009)


Voto na urna: nulø, com a frase "ESTA GENTE É UM NOJO"