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23 November 2019

Sacha Baron Cohen, at an ADL conference, links the decline of democracy to the rise of social media, "the greatest propaganda machine in History”
 


"Today ... demagogues appeal to our worst instincts. Conspiracy theories once confined to the fringe are going mainstream. It’s as if the Age of Reason — the era of evidential argument — is ending, and now knowledge is delegitimized and scientific consensus is dismissed. Democracy, which depends on shared truths, is in retreat, and autocracy, which depends on shared lies, is on the march. Hate crimes are surging, as are murderous attacks on religious and ethnic minorities. (...) But one thing is pretty clear to me. All this hate and violence is being facilitated by a handful of internet companies that amount to the greatest propaganda machine in history. Think about it. Facebook, YouTube and Google, Twitter and others — they reach billions of people. The algorithms these platforms depend on deliberately amplify the type of content that keeps users engaged — stories that appeal to our baser instincts and that trigger outrage and fear. It’s why YouTube recommended videos by the conspiracist Alex Jones billions of times. It’s why fake news outperforms real news, because studies show that lies spread faster than truth. And it’s no surprise that the greatest propaganda machine in history has spread the oldest conspiracy theory in history — the lie that Jews are somehow dangerous. As one headline put it, 'Just Think What Goebbels Could Have Done with Facebook'. On the internet, everything can appear equally legitimate. Breitbart resembles the BBC. The fictitious Protocols of the Elders of Zion look as valid as an ADL report. And the rantings of a lunatic seem as credible as the findings of a Nobel Prize winner. We have lost, it seems, a shared sense of the basic facts upon which democracy depends" (via OC)

05 November 2011

19 November 2008

WITH GOD ON BOTH SIDES OU O SAPIENS SAPIENS NO SEU MELHOR



Já tem uma semana e tal mas só agora dei com o Tubo. Há quem faça questão de facilitar a vida ao Richard Dawkins & Friends. Só lhes podemos ficar gratos (o monge arménio dava um belo duplo do Borat).


(2008)

30 July 2007

O OUTRO GAJO NÃO FOI



Gogol Bordello - Super Taranta!

Kafka Whorehouse até não era nada mau. Mas, eufonicamente, não ia lá e, falhava bastante o alvo conceptual. Hütz & The Béla Bartóks também tinha potencial mas – como o seu criador rapidamente reconheceu – “ninguém sabe quem o caralho foi Béla Bartók". Gogol Bordello, sim, era tiro e queda: Nikolai Gogol (cultor da caricatura grotesca e absurda, responsável pela infiltração da literatura ucraniana no Ocidente) associado a uma certa, chamemos-lhe assim, “joie de vivre” (que, diga-se, Gogol nunca conheceu), era a perfeitíssima libação do vodka após a suave digestão do “borscht”. Hedonistamente excessivo e culturalmente exacto, na saga individual de um expatriado ucraniano de meia-origem cigana e dieta musical punk/no-wave – Eugene Hütz –, transplantado de Kiev para Nova Iorque, em 1989, após atribulada diáspora, por efeito-borboleta da catástrofe de Chernobyl. E o género de nome de banda que, sob as condições ideais de temperatura e pressão estéticas (leia-se: inventar o “gypsy-punk”), só pode ir muito longe. “Gypsy-punk”?



Isso mesmo: a proverbial energia dos três acordes (na verdade, são mais, às vezes, com Schubert pelo meio e tudo, mas parecem só três), montanhas-russas de violino e acordeão balcânicos, meia dúzia de vírus klezmer, tarantelas pagãs, morriconismos e dub crioulo, uma fixação simultânea em Iggy Pop e Charlie Chaplin, a matriz cigana à laia de esponja cultural nómada, a noção de concerto como um sísmico e mítico Moulin Rouge permanente, e a antiga ideia da “intervenção política” enquanto guia de viagem. Inevitavelmente, de tão festivamente contracorrente que era, o Lower East Side pegou fogo e uma das faúlhas perdidas convenceu Madonna a fazer subir Eugene e o violinista Sergey Ryabtzev (o ucraniano e um dos dois russos da trupe de israelitas, americanos, etíopes, sino-escoceses e tai-americanos) ao palco do Live Earth, na qualidade de seus acólitos. Nada de confusões, porém: nem Eugene Hütz é um Borat para intelectuais “alternativos” (e Borat/Baron Cohen até tem os neurónios bem lubrificados) nem os Gogol Bordello são apenas uma equação Pogues+Clash+Kusturica=?.



Aqui – do primeiro Voi-La Intruder (1999) ao magnífico Gypsy Punks/Underdog World Strike (2005) ou ao recentíssimo Super Taranta! – há óptima música ebriamente dionisíaca, leituras q.b. (de Diógenes a Foucault e Bertrand Russell), pedigree rock’n’roll na produção (Jim Sclavunos, Steve Albini e Victor Van Vugt) e, com a assinatura de Hütz, uma ou duas reflexões que vale a pena ler: “Para muitos de nós, a música é uma parte insubstituível da vida. Muitas vezes, ouvimos, durante anos, algumas pessoas falar de concertos que nunca lhes sairão da memória. Na mitologia cigana, tanto se diz que eles foram memoráveis porque o Demónio habitou aquela sala ou porque quem lá esteve foi o Outro Gajo" (“gajo”: termo etimologicamente cigano). Mas, acrescenta logo ele, “let’s not get too anthropological on your ass”. Com os Gogol Bordello, o Outro Gajo não foi de certeza. (2007)