Showing posts with label Robert Kirby. Show all posts
Showing posts with label Robert Kirby. Show all posts

26 September 2025

(sequência daqui) Disco 3: É aqui que as canções que conhecemos de Five Leaves Left começam a ganhar forma. Há versões iniciais de "River Man", "Cello Song' e "Fruit Tree", algumas sem os ricos arranjos de cordas de Robert Kirby, outras com afinações diferentes. Até as canções mais conhecidas soam diferentes aqui — menos polidas, mas mais emocionalmente expostas. Testemunhamos a luta entre a visão de Drake e as limitações dos estúdios da época. 

Disco 4: O quarto e último disco é a versão remasterizada do próprio Five Leaves Left. Continua a ser um álbum de estreia notável, repleto de uma beleza melancólica. Canções como "Day Is Done", "Man In A Shed" e "Saturday Sun" não perderam nenhuma da sua força. A própria embalagem é elegante e discreta com aspecto de peça de arquivo, mas que se deixa folhear como um diário antigo, com notas manuscritas e manchas de café. Esta compilação conta uma história sem a explicar demasiado. Em vez disso, convida-nos a aproximar e ouvi-la e a descobrir o génio oculto de um miudo ainda em busca de quem era. Terminaria a jornada em 1974 por suicídio/overdose acidental nunca suficientemente esclarecidos. O produtor de Drake, Joe Boyd, descreveria a gravação de Five Leaves Left como estando repleta de "esperança e possibilidade". O que podemos ainda pressentir hoje encontra-se aqui.

02 February 2021

Cabane - "Take Me Home Pt.2" 
(feat. Bonnie "Prince" Billy & Bostgehio)
(ver também aqui)
 
(sequência daqui) Em 35 minutos e 10 aguarelas pontilhistas, todos desmontam a armadilha preferida da perfeição que consiste em fazer-nos crer na sua impossibilidade de existir – ela está aqui, pronta a ser descoberta a cada capítulo desta sucessão de haikus envoltos em névoa que pairam sobre uma cabana-grande-como-uma-casa, “um lugar temporário onde nos abrigamos das intempéries”, concebido “como um espelho, como imagens que se reflectem, se opõem e se respondem”, nas vozes sobrenaturalmente complementares de Will Oldham e Kate Stables. Construída laboriosamente ao longo de 5 anos (“Tinha ficheiros verdes, vermelhos e amarelos no meu computador e, à medida que os trabalhava, esperava que alguns se elevassem à cor superior. Por vezes, voltava ao dossier vermelho na esperança de poder salvar algum e temia que algum verde tivesse sido despromovido a vermelho”, conta Thomas a respeito do seu semáforo criativo), é uma delicada peça de folk de câmara para interiores – desdobrada em componentes de video e fotografia – de um frágil impressionismo luminoso e detalhado que, para se nos colar à pele, não precisa que se diga quanto, aqui e ali, faz pensar em Paul Simon ou no olhar de Robert Kirby sobre Nick Drake.

07 December 2020

VINTAGE (DXLII)

David Ackles - American Gothic

(álbum integral aqui; ver aqui)