Showing posts with label Rachel Unthank. Show all posts
Showing posts with label Rachel Unthank. Show all posts

20 April 2023

"Horumarye"
 
(sequência daqui) Agora, em Nowhere and Everywhere, sob a designação Unthank : Smith, uma escapada a duo com Paul Smith (dos não demasiado memoráveis Maxïmo Park) vigiada pela produção de David Brewis (Field Music), o argumento regionalista volta a emergir: “Eu vivo em Northumberland, já vivi em Newcastle e a minha família é de Teesside. O Paul vive em Newcastle mas é de Teesside. O David é de Sunderland. Mas não concebemos o álbum como obra de um triunvirato do Nordeste, foi apenas uma coisa bastante natural”. Smith alega que a aproximação à folk decorreu da descoberta da música de Martin Carthy, Karen Dalton, Nick Drake e Bert Jansch, e ambos, sem o terem planeado, foram achando um lugar comum para as vozes que, com o suporte do clarinete de Faye MacCalman e da percussão de Alex Neilson, sob a supervisão espartanamente minimalista de Brewis, se lançaram, de sotaques e dialectos locais orgulhosamente em riste (“Sentimos que era importante não adocicar as nossas vozes”, diz Rachel), sobre histórias e lendas de marinheiros, mineiros e lendários seres marinhos enfeitiçados.

17 April 2023

UM LUGAR COMUM
“Os nossos pais estiveram envolvidos no primeiro 'folk-revival', sempre os vimos a cantar e a dançar músicas tradicionais e, desde miúdas, participávamos também; aprendemos o 'clog-dancing', íamos a festivais, cantávamos em clubes de folk, aprendemos imensas canções. Eram as histórias que as canções contavam que a mim e à minha irmã nos atraía. Foi, realmente, um ambiente óptimo para crescermos”, contava-nos Rachel Unthank – dias antes do concerto que, em maio de 2010, apresentariam em Sintra – a propósito do caldo de cultura no qual ela e a irmã Becky se transformaram em The Unthanks, farol da folk britânica actual. E acrescentava: “Todo o Nordeste de Inglaterra tem um sentido de identidade extremamente forte, há um orgulho regional muito intenso, apesar de ser uma zona que atravessou tempos bem difíceis. Isso corre nas veias e está agarrado aos ossos do próprio Nordeste, um território lindíssimo mas selvagem e agreste”. (daqui; segue para aqui)

"Seven Tears"