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19 December 2023

Pussy Riot - "Swan Lake"

This song is our statement against Russian state propaganda.

 
“Forced patriotism” lessons have been introduced in Russian schools. Teachers force kids to form a Z formation to show support for the war. All over Russia, children are forced to write “letters of support” to occupying soldiers. Fifth-grader Timofey wrote that he wishes the russian military “to return home and not to kill people on foreign soil” The teacher condemned the child, he was bullied for “insufficient patriotism.” “Soldier, don’t kill people” was written by a boy, and this inspired us to write a song.

 
New history textbooks have already been distributed to high school students. To pass the exam and receive a certificate, schoolchildren must memorize propaganda — talk about the greatness of Russia, which is fighting the "fascists" in Ukraine. Children are protesting — sixth-grader Masha Moskaleva made an anti-war drawing against Russia’s invasion of Ukraine. Her single father was sent to prison for two years for “discrediting the Russian army,” and Masha was sent to an orphanage.

 
Russian state propaganda poisons people's hearts and brains with hatred. Putin's propagandists are no less war criminals than the soldiers who kill and rape the civilian population of Ukraine, or the generals who give these orders.

 
Russian authorities are holding thousands of Ukrainian children hostage. Children are kept in sanatoriums, where they are taught to love Russia, and if the children say that they miss Ukraine or speak Ukrainian, they are beaten. These children are often recognized as orphans and given up for adoption, although most have parents in Ukraine who are trying to find them and return them. Children are the most vulnerable in this war. Children should not suffer. 


We call for: 

1. immediate return of all kidnapped Ukrainian children 

2. stop poisoning children with Putin's propaganda 

3. to sanction Russian propagandists and Russian artists that serve this fascist propaganda.

30 April 2023

30 December 2022

Pussy Riot (feat. Slayyyter) - "HATEFUCK"

(ver video no YouTube; da mixtape Matriarchy Now + ver aqui)
 
"The audio-visual art piece 'HATEFUCK' is the next piece of Pussy Riot's ongoing 2022 cycle Patriarchy R.I.P. that revolves around a super(s)hero character who owns magic superwoman-like qualities & uses these powers to destroy the patriarchy. 'HATEFUCK' follows another piece from this cycle, 'PUNISH' released earlier this year. 'HATEFUCK' runs in tandem with Pussy Riot-curated exhibit Patriarchy R.I.P. that runs on billboards all across the US, mostly in red states. 'HATEFUCK' heroines, vengeful dominatrixes and goddesses, they serve justice by creating a hell on earth for sexual abusers, for privileged exploiters of marginalized, alienated and objectified groups. Created under the influence of Hieronymus Bosch's visions of hell". 

23 June 2022

(sequência daqui) Dez anos depois, culminando agora com a invasão da Ucrânia, sente que a intervenção político-artística das Pussy Riot tem sido ímportante? 

 Não costume fazer esse tipo de avaliações mas posso dizer-lhe que, no ano passado e já neste, tive os meus dois últimos processos judiciais. Antes disso já tinha sido presa seis vezes. O país tem vindo a transformar-se num autêntico pesadelo, uma ditadura na qual temos de enfrentar processos judiciais diariamente. Neste momento, os protestos contra a guerra poderão ter como consequência penas de prisão, entre os 5 e os 15 anos. Esta é a realidade do que tem vindo a acontecer e a agravar-se desde 2012. 

Há 15 dias, num concerto de uma banda russa, os Kis-Kis, em S. Petersburgo, milhares de pessoas no público, entoaram em coro “Fuck the war”... 

Há imensa gente que está contra a guerra. E muita gente que protesta e é presa. O que nem sempre é muito visível do exterior. O movimento de massas contra Putin precisa de ter uma dimensão internacional. Os milhões que a Rússia continua a receber do Ocidente têm de ser travados. É isso que lhe permite persistir na invasão da Ucrânia e, por outro lado, ter meios para, internamente, oprimir o povo russo. 

Mas, caso a queda de Putin venha a acontecer, existirão alternativas viáveis? 

Evidentemente que sim! Se houvesse eleições, centenas, milhares de pessoas estariam dispostas a candidatar-se para o parlamento e também para a presidência. Há milhares nas prisões e isso é um sinal de que os russos não se deixaram paralizar. Se as eleições fossem verdadeiramente democráticas poderia haver hipóteses de mudança. Putin deveria ser julgado pelo Tribunal Penal Internacional, em Haia, tanto por crimes de guerra na Ucrânia como no interior do seu próprio país. 

Quem assistir às apresentações das Pussy Riot deverá ir com a expectativa de algo entre o concerto de rock e o meeting político? 

Todos os concertos que, até agora, temos realizado na Alemanha, na Áustria e na Holanda – praticamente metade da digressão – esgotaram. E trata-se, essencialmente, de um manifesto político, um apelo à revolta, que não se resume à dimensão sonora/musical: inclui também a dimensão importante de elementos de video-arte.

20 June 2022

(sequência daqui) Mas fê-lo apenas por causa da digressão ou devido ao facto de ser complicado permanecer na Rússia enquanto activista anti-Putin? 

Fugi da Rússia porque, para concretizar esta digressão, não tinha outra solução senão fazê-lo. Mas também porque um dos objectivos destes concertos é angariar fundos para apoiar a reconstrução de um hospital pediátrico, em Kiev, na Ucrânia. Houve (e continua a haver) muitas crianças vítimas da guerra que precisam de todo o apoio que conseguirmos oferecer-lhes. 

Pode dizer-se que o grupo que vem tocar consigo são ainda as Pussy Riot que, em 2012, assaltaram a Catedral do Cristo Salvador, em Moscovo? 

Sem dúvida. Várias das actuais Pussy Riot são-no já desde 2012, outras... há 60 anos! (risos) Mas, para além daquele instante em que estamos juntas num palco, muito antes disso, já partilhámos inúmeras peripécias. 

A Nadya Tolokonnikova, o outro elemento das Pussy Riot que, em 2012, foi presa, julgada e condenada consigo, já não vive na Rússia há bastante tempo. Apesar disso, mantêm-se em contacto e têm alguma espécie de estratégia comum? 

Mantemo-nos em contacto, evidentemente, mas isso nem sempre é fácil. No entanto, os nossos sonhos e objectivos continuam a ser os mesmos. 

Desde o início, as Pussy Riot nunca corresponderam aquilo que habitualmente designamos como “uma banda” ou mesmo “uma banda punk”. Como deveríamos chamar-lhes? Uma brigada de agitação e propaganda? 

Nós não somos uma banda punk. Somos um colectivo político-artístico que luta contra a ditadura de Putin, um colectivo feminista e a favor dos direitos LGBTQ. (segue para aqui)

18 June 2022

"A RÚSSIA É UM PESADELO" 

A 21 de Fevereiro de 2012, Nadya Tolokonnikova, Maria (Masha) Alekhina e Yekaterina Samutsevich pularam sobre o altar da Catedral do Cristo Salvador, em Moscovo, e entoaram uma “oração punk” em que imploravam à Virgem que livrasse os russos de Vladimir Putin. Imediatamente presas e julgadas, as três Pussy Riot – na verdade, não uma “banda” mas uma brigada de teatro de guerrilha de cerca de 10 performers e 15 elementos responsáveis pela logística técnica (incluindo filmagem, montagem e distribuição de vídeos via-Internet) –, seriam condenadas por um tribunal de Moscovo a uma pena de dois anos de prisão “por hooliganismo e incitação ao ódio religioso”. Na altura, afirmariam: “Não são as três cantoras das Pussy Riot que estão a ser julgadas. É o aparelho de Estado da Federação Russa que está a ser julgado e que, infelizmente para si mesmo, se deleita em publicitar a sua crueldade para com os seres humanos, a indiferença perante a sua honra e dignidade, o pior do que aconteceu na História da Rússia até hoje. Lamento profundamente que este tribunal não seja muito diferente das troikas estalinistas”. Libertadas em Dezembro de 2013, numa manobra de relações públicas antes dos Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi, Masha e Nadya, fora e dentro da Rússia, através de videos, acções de agit-prop, publicação de livros e concertos, nunca baixaram os braços. O que, tal como agora aconteceu com Masha – à beira de uma digressão europeia que passaria por Portugal –, as obrigou a uma táctica de fuga permanente.

Há semanas, quando, aparentemente, iria haver uma possibilidade de termos esta conversa, ela acabou por ser impossível. Ao mesmo tempo, surgiu na imprensa internacional a notícia de que, por essa altura, a Masha, via Bielorússia e Lituânia, tinha fugido para a Islândia sob o disfarce de entregadora de refeições... 

É, de facto, verdade. Estava a preparar-me para dar início a esta digressão e vi-me obrigada a resolver, de urgência, uma série de problemas. Sabia que iriam surgir grandes dificuldades na passagem da fronteira, tinha a minha casa constantemente vigiada pela polícia... Tive de arranjar forma de resolver esses problemas da maneira mais expedita possível. (daqui; segue para aqui)