(sequência daqui) Na companhia de Maeve Gilchrist (harpa), Gyan Riley (guitarrista, filho de Terry Riley), Petros Klampanis (contrabaixista), da poetisa Moor Mother, dos inevitáveis Vijay Iyer e Shahzad Ismaily e de uma lista de outros contribuidores para a soberba arte final, o plano de desfecho sempre aberto passou pela descoberta dos fios intangíveis que estabelecem a comunicação entre géneros e correntes (jazz, música clássica paquistanesa e do Norte da ìndia, os minimalistas e pós-minimalistas - Morton Feldman, Terry Riley, Julius Eastman e John Cage) e, usando-os como trampolim, participar do processo de invisível criação comum: "Há um entendimento de que a música foi tomada de empréstimo, herdada, reciclada, e reutilizada durante imenso tempo e, quanto mais recuamos, mais enevoada se torna. O meu objectivo não é escrever um ensaio etnográfico mas, através da minha música, chamar a atenção para essa rede de ligações. Suponho que, subconscientemente, as pessoas as reconhecem e sentem que é algo simultaneamente novo e familiar. Para mim, trata-se de uma coisa autenticamente mágica" (segue para aqui)
19 September 2021
Arooj Aftab & Petros Klampanis - "Suroor"
08 September 2021
"Diya Hai"
(sequência daqui) Nascida na Arábia Saudita e deslocada para o Paquistão na adolescência, aos 19 anos Arooj viajou até Boston para estudar no Berklee College of Music, vivendo actualmente em Brooklyn. “Tenho raízes em tantos lugares diferentes. A minha única educação musical é sobre teoria do jazz. Adoro Terry Riley e viver em Nova Iorque. Herdei aquilo que absorvi de pessoas e lugares e de escutar atentamente imensas coisas diferentes”, disse a “The Creative Independent”. Em Vulture Prince, há os ghazals paquistaneses e a poesia de Rumi, a guitarra acústica de Gyan Riley e Badi Assad, a harpa de Maeve Gilchrist, o trompete de Nadje Noordhuis, o sopro dos sintetizadores de Shahzad Ismaily, o violino de Darian Donovan Thomas, e o contrabaixo de Petros Klampanis. Sobre todos eles, a voz de Arooj, qual Liz Fraser oriental.