(sequência daqui) Desta vez, com "Now And Then", novíssima velha canção alternativamente qualificada como "a derradeira canção dos Beatles" ou "a primeira canção dos Beatles em 50 anos", nenhum desses problemas ocorre: o ovo pode ter meio século mas foi chocado em incubadora da era do telescópio James Webb. No "Washington Post", Geoff Edgers bem pode clamar que "uma canção sofrível simplesmente não basta quando se partilha o vinil com 'Strawberry Fields Forever', 'A Day in the Life' ou 'Let It Be'"; no "New York Times", Jon Pareles esbracejar que "é impossível compará-la com a música que os 4 Beatles criaram nos anos 60"; ou, na "Pitchfork", Mark Richardson resmungar que "é praticamente impossível imaginá-la como uma autêntica canção dos Beatles". É melhor irmo-nos preparando: na sombra, como quem não quer a coisa, Peter Jackson já vai dizendo sonsamente que, "após a última canção", a possibilidade de prosseguir nessa via é "concebível". Ter escutado cerca de 150 horas de arquivos audio durante a realização de Get Back fez-lhe pensar que "é, seguramente, uma ideia de fã mas não é impossível"...
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03 December 2023
27 November 2023
The Beatles: Get Back - A Sneak Peek from Peter Jackson
(sequência daqui) Já George Harrison, quando, em 1994, lhe foi dado escutar a cassete que John Lennon deixara a Yoko Ono e que continha a maqueta de 'Now And Then', em uso muito sucinto e directo da língua de Shakespeare, declarou: "Fucking rubbish!" Nessa altura, tratava-se de avaliar o que, do espólio que Lennon deixara, poderia ser reabilitado como inéditos destinados a integrar os 3 volumes da Beatles Anthology publicados em 1995 e 1996. "Real Love'" e "Free As A Bird" passaram no teste - embora, em plena era do Britpop, descendente directíssimo do legado beatleano, não tenham voado espantosamente alto - mas "Now And Then", foi reprovada: não só não estaria à altura dos clássicos dos Beatles como era apenas um esboço doméstico inacabado, para mais assombrado por um bem audível zumbido na frequência de 60-Hz. Foi Paul McCartney quem, no ano passado, decidiu, enfim, dedicar-se à missão de desmentir a sabedoria popular britânca segundo a qual "you can't polish a turd". Recorrendo à WingNut Films, de Peter Jackson, com quem já trabalhara no documentário de 2021, Get Back, entregou aos serviços de limpeza sonora da MAL ("machine assisted learning", homenagem a Mal Evans, falecido "road manager" dos Beatles e piscadela de olho ao HAL 9000 de 2001: Odisseia no Espaço) a tarefa de desinfestação da fita. Segundo as crónicas, foi coisa para não mais de uma tarde de trabalho. (segue para aqui)
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