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05 February 2021


"(...) O aclamado e vilipendiado autor de Animal Farm sempre aconselhou que se tivesse como modelo a prosa limpa de Swift, onde não há uma palavra desperdiçada: uma prosa lúcida, bela na sua simplicidade, escorreita, directa, certeira, não rendilhada nem enredada, em suma, um potente veículo para transportar ideias. Gonçalo M. Tavares, pelo contrário, serve-se de uma prosa arrebicada, contorcida, pretensiosamente oracular, própria de uma pitonisa em elevado grau de intoxicação. (...) A prosa oracular, pretensiosa, indigesta e, por fim, provinciana, de Tavares, parece ser muito apreciada em certos meios lusíadas. Mau sinal, acho eu, para o estado mental da nossa grei. Por detrás de muita prosa pomposa, esconde-se muitas vezes uma enorme trapalhada. Bertrand Russell, grande lógico/matemático, denunciava, na aclamadíssima filosofia de Sartre, um mero e patético acervo de 'extravagâncias linguísticas'. Tavares cultiva muito este universo de puras extravagâncias linguísticas. E, por favor, não me respondam com argumentos de autoridade, do género: ele é muito traduzido. Paulo Coelho e Barbara Cartland também o são. Qualquer bom oficial de relações públicas consegue milagres. (...)" (Eugénio Lisboa, aqui)

03 November 2011

JOSÉ RODRIGUES DOS SANTOS E DAN BROWN À BEIRA DA EXPULSÃO DO PCP POR FRACCIONISMO ESOTÉRICO PEQUENO-BURGUÊS E ANTIPARTIDO

Jerónimo de Sousa classifica como “extrapolações inaceitáveis” reacções a artigo do “Avante!”


Segundo fontes do PCP que desejaram manter o anonimato, Santos e Brown seriam agentes infiltrados da CIA, manobrados na sombra por Paulo Coelho, com o objectivo de, a mando do imperialismo internacional, destruir a vanguarda da classe operária e do povo trabalhador

(2011)

17 August 2009

UMA QUESTÃO CADA VEZ MAIS DOCUMENTADA CONTEMPORANEAMENTE
 

Madredeus & A Banda Cósmica - A Nova Aurora

Os mais optimistas de entre nós acreditavam que, no processo de involução dos Madredeus, Metafonia – primeira encarnação da dupla entidade Madredeus & A Banda Cósmica – teria sido o tombo derradeiro no fundíssimo poço da liquefação new-age, o ponto de não-regresso definitivo. É no que dá ser optimista... afinal, o fundo do poço é elástico e consegue descer sempre um pouco mais: A Nova Aurora apresenta como único mérito o facto de ter descoberto o lugar geométrico onde o easy-listening de Holiday Inn se cruza com a metafísica de papelão à la Paulo Coelho e ambos caminham em filinha sorridente para o estatuto de hino de campanha das Laurindas deste mundo. Confessadamente “dedicado a cantar a maravilha da evolução espiritual da Humanidade, à medida que vai descobrindo a dimensão do Universo físico em que se encontra o Sistema Solar”, aspira à condição de “cantata popular” acerca do “Homem na sua escala de ser vivo e consciente, recentíssimo episódio da história do planeta e da sua origem, uma questão cada vez mais documentada contemporaneamente”. Derrama-se, então, sobre os ouvidos incautos, uma ânfora inteira de xarope melódico em ponto de pérola (temperado com “plins” mais ou menos “espaciais”, mais ou menos “étnicos”), por onde sobrenadam nacos de profético enlevo (“Sós, não estamos sós, há-de haver outros além de nós, eles hão-de vir e tudo há-de ser normal, quer-me parecer que se vierem tudo há-de ser normal”), perplexidades de Twilight Zone (“olho-me ao espelho e vejo, não é o presente momento, mas outro momento qualquer, estou noutra dimensão”), existencialismos galácticos (“As naves cruzam o espaço frio, os homens lutam contra o vazio”), proclamações de misticismo visionário (“Da noite profunda nasceu uma nova aurora e a esperança de novo alvorecer”), elucubrações de astronomia esotérica (“O planeta gira sozinho, volta não volta, anda tudo a girar, o cometa roda num círculo, volta não volta, acabamos de acordar”) e, acima de todos, o manifesto em "spoken word" sobre eco de vozes-do-Além, "A Trajectória do Afastamento", sobre o Big-Bang, as partículas cósmicas, os colegas, os pais, os filhos, o “Ritual” e os “Laços do Amor”. Nos quatro meses que ainda restam tudo é possível. Mas não é fácil imaginar que algum competidor à altura se consiga intrometer entre Amália Hoje e A Nova Aurora na assanhada disputa pelo título de pior álbum do ano.

(2009)

10 March 2009

VIGÉSIMO SEXTO COMUNICADO DO C.A.L.A.
(Comité de Apoio a Laurinda Alves)




Prosseguindo militantemente a divulgação do pensamento e obra da candidata Laurinda, damos a conhecer, agora, a extensão do seu labor ao âmbito do teatro, em colaboração com a Trans(form)art, da Madeira, uma associação artística que se reivindica da filosofia de Nietzsche e Paulo Coelho ("Temos terra, temos ar, água e fogo. Não temos portas que se fecham ou se abrem. Temos asas? TEMOS! QUEREMOS! VAMOS VOAR!"):

"Criado a partir de textos de Laurinda Alves compilados em Xis Ideias para Pensar, 'Fragmentos' reuniu num curto espectáculo uma viagem entre a realidade vivida e a magia do palco. Em frases soltas, pequenos textos e movimentos coloridos com adereços pontuais, 'Fragmentos', tal como o nome indica, foram 35 minutos de insaciáveis mensagens. O actor, explorando as suas capacidades, mostra-nos como, através do seu singular trabalho, minimizando recursos, prende o espectador curioso ao desenrolar de cada uma das cenas.



Foi um espectáculo em 'black box' em que o público transita da sua confortável cadeira na plateia para uma plateia criada em palco, fechando-se o pano e caindo o ciclorama. Foi um trabalho estreado no Fórum Machico por ocasião do Dia do Teatro Amador em 2006 e reposto em Abril no Auditório da RDP-M, por ocasião do Dia Mundial da Dança".

O Trans(form)art já se notabilizara também pela criação de Querida Marta, "o grito de uma adolescente entregue a si mesma na árdua tarefa de crescer e ávida por partilhar as suas experiências. Porém, pouco mais lhe resta que um cesto de relógios e o conforto nas memórias que sob a forma de epístolas partilha com o público.



Na quase solidão da descoberta e experienciação do mundo, tudo se resume à questão 'onde estavas tu?', tão-somente, a expressão freudiana da busca da atenção do Pai em forma de grito. Afinal, 'todas as meninas devem ter alguém que lhes diga que são bonitas, mesmo que não o sejam'".

Nota: despretensiosamente, o C.A.L.A. atreve-se a sugerir à Trans(form)art e à candidata Laurinda uma nova colaboração artística em torno de O Segredo, uma relevante obra contemporânea que consubstancia preocupações e temas que lhes são comuns e muito caros.

(2009)