Verdadeiramente ofensivo é insinuar (ainda por cima, com exemplo errado) que "não trabalhar" é defeito...
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19 May 2024
25 October 2021
EM BUSCA DE FANTASMAS
Em 1967, Richard Brautigan – romancista, contista e poeta a meio caminho entre a geração "beat" e a contracultura de São Francisco da época, figura menor mas de culto persistente – publicou 1500 cópias do poema “All Watched Over By Machines Of Loving Grace” o qual, como aconteceu com várias das suas obras iniciais, distribuiria gratuitamente pelas ruas. É uma visão "naïve" de um ciberbucolismo filho de Thoreau, Lafargue e das utopias tecnológicas da época (“I like to think – it has to be! – of a cybernetic ecology where we are free of our labors and joined back to nature, returned to our mammal brothers and sisters, and all watched over by machines of loving grace”) que, relido mais de meio século depois, arrepia um bocadinho quando imaginamos o que poderiam ser (ou no que se tornariam) as “machines of loving grace”. Mas que, enquanto título alusivo da sexta faixa de The Hill, The Light, The Ghost, quinto álbum das Haiku Salut (Gemma Barkerwood, Sophie Barkerwood e Louise Croft, executantes de acordeão, piano, glockenspiel, trompete, trombone, guitarra, ukulele, percussões, melódica, malletkat, sintetizadores, e o resto a que chamam “loopery and laptopery”), sintetiza bem o geométrico pastoralismo assombrado de todo o disco. (daqui; segue para aqui)
09 October 2021
08 June 2011
É BOM RELER OS CLÁSSICOS (III)

"Se, arrancando do coração o vício que domina e avilta a sua natureza, a classe operária se levantasse com a sua força terrível, não para reclamar os Direitos do Homem, que não são senão os direitos da exploração capitalista, não para reclamar o Direito ao Trabalho, que não é senão o direito à miséria, mas para forjar uma lei de bronze que proíba que qualquer homem trabalhe mais de três horas por dia, a Terra, a velha Terra, fremente de alegria, sentiria saltar dentro de si um novo universo... Mas como pedir a um proletariado corrompido pela moral capitalista uma resolução viril? (...) Ó Preguiça, tem piedade da nossa longa miséria! Ó Preguiça, mãe das artes e das nobres virtudes, sê o bálsamo das angústias humanas!" (O Direito à Preguiça, Paul Lafargue)
(2011)
"Se, arrancando do coração o vício que domina e avilta a sua natureza, a classe operária se levantasse com a sua força terrível, não para reclamar os Direitos do Homem, que não são senão os direitos da exploração capitalista, não para reclamar o Direito ao Trabalho, que não é senão o direito à miséria, mas para forjar uma lei de bronze que proíba que qualquer homem trabalhe mais de três horas por dia, a Terra, a velha Terra, fremente de alegria, sentiria saltar dentro de si um novo universo... Mas como pedir a um proletariado corrompido pela moral capitalista uma resolução viril? (...) Ó Preguiça, tem piedade da nossa longa miséria! Ó Preguiça, mãe das artes e das nobres virtudes, sê o bálsamo das angústias humanas!" (O Direito à Preguiça, Paul Lafargue)
(2011)
20 April 2011
LONGE DE MIM DEFENDER AS VIRTUDES LIBERTADORAS
DO TRABALHO OU OUSAR CONTRADIZER O LAFARGUE

... mas isto - antes do feriado de sexta + fim de semana + feriado de segunda - é capaz de não cair lá muito bem junto daqueles senhores beneméritos que nos andam a fazer uma simpática e prolongada visita.
(2011)
DO TRABALHO OU OUSAR CONTRADIZER O LAFARGUE
... mas isto - antes do feriado de sexta + fim de semana + feriado de segunda - é capaz de não cair lá muito bem junto daqueles senhores beneméritos que nos andam a fazer uma simpática e prolongada visita.
(2011)
06 April 2011
É BOM RELER OS CLÁSSICOS (II)
"Uma estranha loucura possui as classes operárias das nações onde reina a civilização capitalista. Esta loucura arrasta atrás de si as misérias individuais e sociais que, há dois séculos, atormentam a triste humanidade. Esta loucura consiste no amor ao trabalho, na paixão moribunda pelo trabalho, levada até à exaustão das forças vitais do indivíduo e da sua prole. Em vez de reagirem contra esta aberração mental, os padres, os economistas, os moralistas, sacrossantificaram o trabalho". (O Direito à Preguiça, Paul Lafargue)
(2011)
(2011)
28 May 2009
CONTRA O EMPREENDEDORISMO E A PROACTIVIDADE *

O Direito à Preguiça
* não fui educado a utilizar esta linguagem; peço perdão.
(2009)
O Direito à Preguiça
* não fui educado a utilizar esta linguagem; peço perdão.
(2009)
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