"O Nóvoa saltou para a frigideira e começou a ser frito; nada de mais. Começando o Nóvoa a falar de ética e demais coisas que povoam um pais civilizado a que quer presidir, é natural que lhe saltem ao caminho uns mastins e uns canitos a lembrar coisas. Obrigado ao rafeiro do Taborda da Gama, seja lá ele quem for. Este acréscimo do Marcelo no retrato do grupo não altera em nada o que já foi dito, esteja certo, ou errado. Cá esperamos o Marcelo, quando ele próprio se candidatar, para o confrontarmos sobre as suas próprias decisões. Aliás, achar pertinente tal informação para defesa do Nóvoa, não abona nada em favor do seu caráter. Não foi certamente por o Marcelo fazer parte do júri que o Nóvoa perdeu capacidade de intervenção, se não a estatutária, pelo menos a ética, ou a coisa é pior do que penso. Mas não é necessário conhecer o meio, para se saber que tal dissidência pública entre júri e presidente seria protocolarmente tão grave e inédito como a quebra da ordem das precedências numa procissão de catedráticos. Diz a Isabel Moreira que o Nóvoa se terá sentido incomodado. Ora, parabéns à prima. A menos que lhe tenha dado um surto psicótico, não me impressiona nada.
De vez em quando, celebramos heróis que pelas suas atitudes perdem lugares, são exilados, ficam com dificuldades económicas, etc. O Estado Novo está cheio desses exemplos no ensino universitário, por exemplo. Do Nóvoa, parece ser suficiente celebrarmos o facto de o mesmo se ter sentido incomodado, algo que passa com um alka seltzer" (da caixa de comentários do VB)