Brava Moldávia, de novo!
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29 September 2025
16 March 2024
Com a maior adega do planeta (Mileștii Mici, 55 quilómetros, mais de 2 milhões de garrafas) e o bot Chelaris como enólogo, que mais armamento pesado falta à Moldávia para entorpecer a Transnístria pró-russa?
Mileștii Mici
13 March 2023
14 February 2023
10 February 2023
09 February 2023
14 August 2022
02 May 2022
... and then we take Transnistria (IV)
"‘I don’t feel safe here’: Transnistria fears could spark Moldova exodus"
27 April 2022
... and then we take Transnistria (III)
... and Gagauzia
Bandeira da Gagauzia: "The tricolor is reminiscent of the Russian flag, which is also popular in Gagauzia; the issue has created friction between Gagauz and Moldovan politicians
Nota: Transdniester=Transnístria
23 April 2022
20 April 2022
... o que vale é que as autoridades "têm sempre estado particularmente atentas à situação dos migrantes”...
Bedřich Smetana - Moldávia (Berliner Philharmoniker, dir. Herbert von Karajan)
16 November 2020
03 June 2020
É só esperar mais 15 dias até que ciganos, africanos, brasileiros, asiáticos, proletas brancos (lusos, ucranianos, moldavos, romenos...) e "lumpen" variado testem negativo - aquilo é tudo malta jovem e rija! - para que possam regressar às espeluncas miseráveis em que (sub)vivem e aos transportes onde se amontoam como gado a caminho do abate e (esquecendo generosamente que nos deram cabo das estísticas que estavam a correr tão bem) lhes seja oferecida a fantástica oportunidade de participar na epopeia gloriosa da "retoma da economia"!
06 July 2007
TRANSCULTURAIS

Tinariwen - Amassakoul

Erik Marchand et Les Balkaniks - Pruna
Naqueles raros momentos em que "world music" significa algo mais do que apenas uma designação de "marketing" para impingir ao Ocidente a música do resto do mundo (ou aquela da antiga tradição do seu mundo) que ele imperialmente ignora, podem surgir álbuns como estes dois. Espontaneamente transculturais ou deliberadamente miscigenados. Amassakoul ("viajante") é a consequência musical inteiramente orgânica de um colectivo de combatentes armados tuaregues originários do Mali que — com passagem pelos campos de treino da Líbia de Kadhafi —, desde o final dos anos 70, não perderam tempo a distinguir o que era cantiga e o que era arma. Usaram ambas.
Aparentemente apaziguadas, desde 1996, as tensões políticas e sociais que estiveram na raiz da guerra civil no seu país, os Tinariwen prosseguiram a actividade como músicos de que Amassakoul é o mais recente testemunho: blues do deserto hipnóticos e circulares, recitações de quase-rap, estridentes vozes femininas guturais, guitarras entre John Lee Hooker, Ali Farka Touré e Hendrix, percussões ocultas de cabaças e darbukas, flautas, coros encantatórios. Literalmente, uma "trip" militante e alucinada pelo excesso de luz do Sahara.

Pruna, por outro lado, procura voluntariamente o contacto de idiomas musicais geográfica e culturalmente longínquos: o "gwerz" bretão e o mosaico de géneros romeno/balcânico/turcos da zona de Banat, na Roménia (a região europeia que conta o mais elevado número de minorias étnicas). Erik Marchand — veterano do canto tradicional bretão cuja discografia já inclui experiências idênticas com o Taraf de Caransèbes —, acompanhado por dezena e meia de músicos romenos, moldavos, sérvios, trácios e franceses, descobre o sentido último da configuração do puzzle (lançando até, às tantas, sobre a mesa, dois temas de... Carlos Paredes) e, por entre coreografias de puro virtuosismo, invocações poéticas e estonteantes nós-cegos de melodia, harmonia e ritmo, avista um outro ângulo daquela paisagem que é habitualmente cenário vivo dos delírios de Kusturica. (2004)
Tinariwen - Amassakoul
Erik Marchand et Les Balkaniks - Pruna
Naqueles raros momentos em que "world music" significa algo mais do que apenas uma designação de "marketing" para impingir ao Ocidente a música do resto do mundo (ou aquela da antiga tradição do seu mundo) que ele imperialmente ignora, podem surgir álbuns como estes dois. Espontaneamente transculturais ou deliberadamente miscigenados. Amassakoul ("viajante") é a consequência musical inteiramente orgânica de um colectivo de combatentes armados tuaregues originários do Mali que — com passagem pelos campos de treino da Líbia de Kadhafi —, desde o final dos anos 70, não perderam tempo a distinguir o que era cantiga e o que era arma. Usaram ambas.
Aparentemente apaziguadas, desde 1996, as tensões políticas e sociais que estiveram na raiz da guerra civil no seu país, os Tinariwen prosseguiram a actividade como músicos de que Amassakoul é o mais recente testemunho: blues do deserto hipnóticos e circulares, recitações de quase-rap, estridentes vozes femininas guturais, guitarras entre John Lee Hooker, Ali Farka Touré e Hendrix, percussões ocultas de cabaças e darbukas, flautas, coros encantatórios. Literalmente, uma "trip" militante e alucinada pelo excesso de luz do Sahara.
Pruna, por outro lado, procura voluntariamente o contacto de idiomas musicais geográfica e culturalmente longínquos: o "gwerz" bretão e o mosaico de géneros romeno/balcânico/turcos da zona de Banat, na Roménia (a região europeia que conta o mais elevado número de minorias étnicas). Erik Marchand — veterano do canto tradicional bretão cuja discografia já inclui experiências idênticas com o Taraf de Caransèbes —, acompanhado por dezena e meia de músicos romenos, moldavos, sérvios, trácios e franceses, descobre o sentido último da configuração do puzzle (lançando até, às tantas, sobre a mesa, dois temas de... Carlos Paredes) e, por entre coreografias de puro virtuosismo, invocações poéticas e estonteantes nós-cegos de melodia, harmonia e ritmo, avista um outro ângulo daquela paisagem que é habitualmente cenário vivo dos delírios de Kusturica. (2004)
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