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22 May 2010

GRANDES VULTOS NACIONAIS (XI)

Miguel Graça Moura
(por Pedro Mexia - parte III; continuação daqui)



"Claro que o que Miguel faz a Rachida em termos sexuais é um mimo comparado com a sua imparável 'descarga' cultural. Eis um homem que entre duas pranchadas diz 'George Steiner, ensaísta americano nascido em Paris em 1929'. Ou 'Sabe-se pouco sobre a vida de Hieronymus Bosch [...] Terá nascido à volta de 1450 e morreu em 1516'. Não há facto cultural que não seja feito conversa de engate. Entre duas sem tirar, o maestro, momentaneamente refractário, discorre sobre Tintoretto, a descolonização, a arquitectura do Pompidou, Rachmaninov, Visconti, a história da valsa, a sexualidade em Roma e as diferenças entre maoísmo e confucionismo. E depois, enquanto descansa de novo, retoma: 'Regressemos a Ingmar Bergman'. Rachida admite: 'É muita areia para a minha camioneta'. E para a nossa também". (Pedro Mexia na "Ler" de Maio)

(2010)

20 May 2010

GRANDES VULTOS NACIONAIS (X)

Miguel Graça Moura
(por Pedro Mexia - parte II; continuação daqui)


(desenho daqui)

"Rachida é uma escrava sexual. Disposta a tudo, tem a tarefa de enaltecer aquele macho-alfa. Ele é, exclama Rachida, culto, sensível, másculo, erudito, e, claro, bem apetrechado. 'A desmesura desta erecção pode causar-te dor', avisa o maestro, e ela confirma que o coiso é de facto 'imponente'. O coiso, aliás, tem petit nom: 'Senhor Embaixador'. Rachida: 'Faz-me sentir a poderosa dimensão do Sr. Embaixador dentro desse rego tão estreito'. Bela frase para um cartão de visita. Rachida está nas núvens com o seu macho de cobrição. 'Que fabulosa descarga', exclama Rachida. E, sonsita, profere a imortal frase: 'Engoli o teu líquido... Fiz mal?'" (Pedro Mexia na "Ler" de Maio)

(2010)

19 May 2010

GRANDES VULTOS NACIONAIS (IX)

Miguel Graça Moura
(por Pedro Mexia - parte I)



"(...) Miguel Graça Moura será ou não bom maestro. O que ele é com certeza é um ás da batuta. O Prazer, interminável calhamaço a que ele chama 'memórias desarrumadas', arruma as memórias em registo de ficção autobiográfica. Num TGV, o garboso condutor de orquestra encontra uma rapariga árabe de 22 anos, Rachida, e durante 600 páginas, obriga-a a ouvir a história da sua, dele, vida. E enquanto isso faz-lhe coisas, sempre assombrosas e inauditas.
Tudo começa com a relativa pacatez de
'afaguei-lhe resolutamente os seios'. E depois vai descendo, 'Trasladei-me para a curva lateral da cintura' é o meu verbo favorito. 'Introduzi a língua o mais que pude dentro da fenda túrgida' contém o adjectivo mais comovente. Rachida parece um petisco: 'nádegas indescritivelmente apetitosas', 'um rego de cortar a respiração'. Miguel Graça Moura não nos poupa a nenhum entusiasmo, a nenhuma posição e inserção, a nenhuma escorrência. Depois de uma arenga intelectual, o maestro determina: 'Tenta manter-te completamente descontraída. Os músculos do esfíncter são completamente elásticos e excitáveis, como aliás toda a região anal. Vou começar por saudar esta maravilhosa entrada'. E depois passam férias em Rabat (...)". (Pedro Mexia na "Ler" de Maio)

(2010)