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17 February 2025

Se esta variante da mitologia judaico-cristã tivesse triunfado, já pensaram como o tecto da Capela Sistina não teria chegado nem para metade?
"Outros dos textos de Nag Hammadi parecerão ainda mais exóticos aos leitores modernos. Um manuscrito explica que a criação do Homem não foi realizada por Deus, mas por uma multidão de criaturas angelicais que montaram os mortais, pedaço a pedaço" (Catherine Nixey - Heresia: Jesus Cristo e os Outros Filhos de Deus):
 
"The first ones began by making the head: Abron created his head; Meniggesstroeth created the brain; Asterechme the right eye; Thaspomocha, the left eye; Ieronumos, the right ear; Bissoum, the left ear; Akioreim, the nose; Banenrphroum, the lips; Amen, the front teeth; Ibikan, the molars; Basiliademe, the tonsils; Achcha, the uvula; Adaban, the neck; Chaaman, the neckbones; Dearcho, the throat; Tebar, the shoulder; Mniarcon, the elbow; Abitrion, the right arm; Evanthen, the left arm; Krys, the right hand; Beluai, the left hand; Treneu, the fingers of the right hand; Balbel, the fingers of the left hand; Kriman, fingernails; Astrops, the right breast; Barroph, the left breast; Baoum, the right shoulder joint; Ararim, the left shoulder joint; Areche, the belly; Phthave, the navel; Senaphim, the abdomen; Arachethopi, the right ribs; Zabedo, the left ribs; Barias, the right hip; Phnouth the left hip; Abenlenarchei, the marrow; Chnoumeninorin, the skeleton; Gesole, the stomach; Agromauna, the heart; Bano, the lungs; Sostrapal, the liver; Anesimalar, the spleen; Thopithro, the intestines; Biblo, the kidneys; Roeror, the sinews; Taphreo, the spine; Ipouspoboba, the veins; Bineborin, the arteries; Atoimenpsephei, respiration; Entholleia, the flesh; Bedouk, the right buttock; Arabeei, the penis; Eilo, the testicles; Sorma, the genitals; Gormakaiochlabar, the right thigh; Nebrith, the left thigh; Pserem, the kidneys of the right leg; Asaklas, the left kidney; Ormaoth, the right leg; Emenun, the left leg; Knyx, the right shin; Tupelon, the left shin; Achiel, the right knee; Phnene, the left knee; Phiouthrom, the right foot; Boabel, its toes; Trachoun, the left foot; Phikna, its toes; Miamai, the toenails".

29 January 2024

Também viria a propósito lançar preservativos auto-colantes sobre o fellatio interruptus do tecto da Capela Sistina em vigoroso protesto contra essa criminosa irresponsabilidade do sexo desprotegido

24 May 2023

EMBRIAGADOS DE PSICADELISMO
 

A famosa tirada de Orson Welles no filme O Terceiro Homem (1949), de Carol Reed – “Em Itália, durante trinta anos, sob os Bórgias, houve guerras, terror, assassínios e sangue mas produziram Miguel Ângelo, Leonardo da Vinci e o Renascimento. Na Suíça existiu amor fraterno, 500 anos de democracia e paz e o que é que produziram? O relógio de cuco” –, embora historicamente incorrecta e perigosamente vulnerável a utilizações políticas menos recomendáveis, chama a atenção para o facto de, sem transformar isso em lei geral, períodos históricos e contextos sociais conturbados poderem estar na origem de movimentações culturais intensas. O chamado Anatolian Rock (ou rock psicadélico turco) tem uma linha de vida que bebe no nacionalismo musical do início do século XX, deixa-se contaminar pelo pop/rock ocidental, choca de frente com o golpe militar de Setembro de 1980 e, posteriormente, renasce, reflectindo as várias linhas de força estéticas contemporâneas. (daqui; segue para aqui)

"Rakıya Su Katamam"

25 March 2023

29 August 2017

MATÉRIA NEGRA (I)


No clima de elevado debate político que, em 2016, caracterizou a campanha para a nomeação do candidato Republicano à Presidência dos EUA, um dos tópicos mais intensamente discutidos foi a dimensão do aparelho reprodutor de Donald Trump. Aparentemente desencadeada por um quadro de Illma Gore – “Make America Great Again”, um nu de Trump cujo detalhe anatómico, comparativamente, faria o David, de Miguel Ângelo, assemelhar-se a um Príapo entusiasmado – banido do Facebook, recusado por diversas galerias e que valeria à autora inúmeras ameaças e agressões físicas, a polémica seria aproveitada pelo não menos inquietante adversário de Trump, Marco Rubio, que, a propósito, faria o tipo de comentários habituais nas melhores casernas em que se estuda “ciências” políticas. Randy Newman esteve quase, quase a participar. Chegou mesmo a escrever uma canção, “What a Dick”, que glosava o tema (“My dick’s bigger than your dick, it ain’t braggin’ if it’s true, my dick’s bigger than your dick, I can prove it too. There it is! There’s my dick, isn’t that a wonderful sight? Run to the village, to town, to the countryside, tell the people what you’ve seen here tonight”) mas arrependeu-se e não a publicou: “Era demasiado fácil e não me apeteceu entrar na muito feia troca de palavras que estava a acontecer”


Porém, no momento em que, nove anos depois de Harps And Angels, lança Dark Matter, não resistiu a desabafar com a “Mojo”: “Li, recentemente, que Donald Trump podia ser uma personagem de uma canção minha. E é verdade! Nunca imaginei que chegássemos a ver alguém pior do que o tipo de ‘My Life Is Good’ [de Trouble In Paradise, 1983], tão ignorante e arrogante ao mesmo tempo mas... aí está ele!” A já vasta galeria de “ugly americans” de Newman acolhê-lo-ia, sem dúvida, de braços abertos. E, agora, num álbum ricamente orquestral povoado pelos tristes anónimos e facínoras avulsos que Newman nunca esquece (Putin é convenientemente mal tratado), não seria difícil imaginar Trump como um dos intervenientes no fabuloso mini-musical de 8 minutos da abertura, "The Great Debate", no qual, com moderação de “Mr. Newman, self-described atheist and communist”, "true believers" e cientistas se enfrentam, sendo os últimos, face à desproporção do armamento historicamente acumulado, copiosamente derrotados: “Como poderiam ateus e agnósticos lutar contra o Golden Gate Quartet, Bach, Mozart, Beethoven ou Brahms?...”

09 June 2017

29 May 2017

UTOPIAS

(post convidado no Delito de Opinião)

Adão dá nomes aos animais - Theophanes de Creta, sec. XVI
 
Ia jurar ter lido algures que, acerca de Marx – Karl, não Groucho –, alguém terá dito que fez todas as perguntas certas e deu todas as respostas erradas. Procurei o autor mas não fui capaz de descobri-lo. Caso o consigam, agradeço. Se não, podem sempre atribuir-me a citação. Até porque, com autor devidamente identificado (Voltaire), há outra pelo menos tão eloquente: “Devemos julgar um homem pelas perguntas que faz mais do que pelas respostas que dá”. Em Janeiro deste ano, “Le Monde”, numa das suas publicações “hors-série”, actualizava L’Atlas des Utopies, lançado pela primeira vez em 2012. Quase 200 páginas, outros tantos mapas e 25 séculos de História repletos de perguntas e respostas. Mas, naturalmente, num inventário que vai da propriamente dita Utopia – acerca de cuja autoria os académicos hesitam: se muitos pensam ter sido Thomas More, outros, adeptos das “teses de Boliqueime” de um doutor honoris causa em Letras pelas universidades de Goa e Heriot-Watt, de Edimburgo, juram tratar-se de Thomas Mann – à República, de Platão, ao esperanto (designação anterior daquilo a que, hoje, chamamos “inglês”), às comunas owenianas, fourieristas, comunistas, socialistas e anarquistas (para cima de uma centena de covis de bisavós hippies), ou às profecias de Marx – Karl, não Groucho –, a utopia primordial é, sem dúvida, o Paraíso bíblico (ou Jardim do Éden), sobre o qual, mais do que exigir respostas, há imensas perguntas a fazer.

Lilith - Kenyon Cox, 1892
 
Umberto Eco, por exemplo, em Serendipities: Language and Lunacy, interrogava-se a propósito de um perturbante mistério: se, em Génesis 2:20, Adão teve por missão dar nome “a todos os animais: os rebanhos domésticos, as aves do céu e a todas as feras”, quem (sim, quem?) nomeou os peixes? Aliás, logo a seguir, surge outra dilacerante dúvida: se, em Génesis 1:27, lemos “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou”, por que divino raio, em inexplicável "raccord" com o episódio da bicharada, somos testemunhas de um Jeová que, verificando que "Não é bom que o homem esteja só; farei para ele alguém que o auxilie e lhe corresponda”, não apenas pratica o primeiro acto cirúrgico precedido de anestesia – “Então o Senhor Deus fez o homem cair em profundo sono e, enquanto este dormia, tirou-lhe uma das costelas, fechando o lugar com carne” – como realiza uma pioneiríssima clonagem transgénero: “com a costela que havia tirado do homem, o Senhor Deus fez uma mulher e a trouxe a ele” (Génesis 2:21, 22)!... Onde pára, então, a miúda que nos tinha sido apresentada em Génesis 1:27?

Lilith (Suméria)

Poderá não ser a melhor resposta mas, algures entre os séculos VIII e XI, alguém arriscou dá-la, no Alfabeto de Ben Sirach. Afinal, no original, deveria ler-se assim: “Depois de ter criado Adão, Deus disse: não é bom que o homem esteja só. Criou, então, da terra, uma mulher para Adão, tal como o havia criado a ele e chamou-lhe Lilith. Adão e Lilith começaram imediatamente a desentender-se. Ela disse, ‘Não me deitarei por baixo de ti’, e ele disse ‘Não me deitarei por baixo de ti, apenas por cima. Foste feita para ficar por baixo e eu por cima’. Lilith respondeu ‘Somos iguais porque fomos ambos criados da terra’. Mas não chegaram a acordo e, quando Lilith se apercebeu disso, pronunciou o nome inefável e voou pelos ares”. Ou seja, tudo terá tido origem numa inconciliável diferença de preferências sobre posições coitais: enquanto Adão era adepto da que – por boas razões – viria a ser conhecida como “do missionário”, Lilith era, decididamente, uma “cowgirl”.

Fellatio Interruptus - Miguel Ângelo, sec. XVI 

Os sarilhos de Adão com mulheres continuariam com a segunda concubina, Eva. Por um motivo, aliás, teologicamente peculiar: em Génesis 2:16, Jeová, para autorizar o casal a viver no Eden Condominium, obrigara-o contratualmente a uma condição “De toda a árvore do jardim comerás livremente, Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás”. Traduzindo: uma vez que “o conhecimento do bem e do mal” é aquilo a que chamamos moral, se pretendiam permanecer eternamente felizes, não deveriam preocupar-se sequer com tais ninharias. E, a fazer fé (pois é disso que se trata) na maravilhosa representação do fellatio interruptus no qual Miguel Ângelo os apanha no tecto da Capela Sistina, cumpriam à risca o acordo. Momento dramático, porém: é justamente nesse instante que, enroscada na árvore, a serpente oferece o fruto proibido (como vimos antes, a moral) à compreensivelmente distraída Eva. E nova perplexidade surge: de cabeça perdida, Jeová vira-se para o surpreendido réptil e amaldiçoa-o: “Rastejarás sobre o teu próprio ventre!” (Génesis 3:14). Seguramente, mais tarde ou mais cedo, a paleontologia criacionista haverá de descobrir provas da existência de serpentes bípedes ou quadrúpedes contemporâneas de Adão e Eva. Mas, numa história que começou tão problemática e só pode ter prosseguido com um reprovável festival de incesto, é capaz de ser optimismo demasiado pensar em utopias.

23 May 2017

RUGAS


Aparentemente, tudo teria ficado definitivamente resolvido em 09.09.09, quando a totalidade da discografia dos Beatles, digitalmente remasterizada segundo os mais excelsos padrões tecnológicos "state of the art", foi apresentada ao universo. Allan Rouse, Sean Magee e Steve Rooke – druídas sonoros da EMI de serviço – asseguravam a quem os visitava no nº 3 de Abbey Road que tudo ficara “o mais fiel possível à forma como a banda soava nas ‘masters’ originais nunca usadas nas reedições em CD”, correspondia exactamente “ao modo como os próprios Beatles se escutavam em estúdio” e que “a autenticidade e integridade das gravações analógicas tinham sido religiosamente respeitadas”. Em suma, “dificilmente se poderia ter ido mais longe”. Já na altura, porém, havia quem colocasse reticências, particularmente em relação a Sgt. Pepper’s. Geoff Emerick, engenheiro de som dos Beatles, desde Revolver (1966) até Abbey Road (1969) – não convidado para participar no processo de remasterização –, jurava que as conversões de “mono” para “stereo” eram quase uma falsificação: “O ‘mono’ era a verdade. Durante as três semanas que durou o processo de mistura em ‘mono’ de Sgt. Pepper’s, os Beatles estiveram sempre presentes. Era dessa forma que eles pretendiam que o álbum fosse escutado, em ‘mono’. Quando começámos as misturas em ‘stereo’, eles já tinham ido para férias. As versões ‘stereo’ eram só um acrescento”. E foi, então, recordada a célebre declaração de George Martin: “Se nunca o ouviram em ‘mono’, nunca ouviram Sgt. Pepper’s



Era pouco provável, contudo, que o 50º aniversário da banda do sargento pudesse passar sem que se aproveitasse a oportunidade para dele espremer mais algum rendimentozinho. A argumentação de Giles Martin (filho de George) responsável pela nova remistura “stereo” é que, francamente, se dispensava: as versões originais “soam velhas” e era indispensável que “os nossos filhos e netos possuissem uma versão do álbum que ‘funcione’ bem neste novo milénio”. Tratar-se-á, agora, de saber, qual o prazo de validade da presente reciclagem até que comece a exibir rugas embaraçosas. Mas, ao mesmo tempo, reconheça-se que todo um imenso campo de possibilidades se abre de par em par: “os nossos filhos e netos” não preferirão Os Pássaros, de Hitchcock, com música do princípio ao fim? E que tal o tecto da Capela Sistina em 3D? E, já agora, porque não reconstruir como deve ser o Templo Romano, de Évora, que até dói ver assim em cacos?...

13 August 2015

A sério, há tipos adultos, chefes de família, pais de filhos, que acreditam nestas merdas * (via DdO)

* daí, ter sido necessário inventar certas
 técnicas de robustecimento para compensar os danos da amputação

(e não esquecer a maravilhosa hipótese-Lilith)

28 September 2014

Nestas ocasiões em que tende a sobrevalorizar-se a democracia, há que manter as coisas em perspectiva





(O Terceiro Homem - real. Carol Reed, 1949; também aqui, com bonecos a mexer)

12 June 2014

10 June 2012

A REGRA DE TRÊS SIMPLES 
(5ª e última parte da entrevista com Jack White publicada na "Blitz") 



Claro que chamar o Renascimento à conversa evoca, irremediavelmente, a célebre tirada de Orson Welles, em O Terceiro Homem: “Em Itália, durante trinta anos, sob os Borgias, houve guerra, terror, assassinatos e banhos de sangue, mas produziram Miguel Angelo, Leonardo da Vinci e o Renascimento. Na Suíça, existiu amor fraterno e quinhentos anos de democracia e paz. E o que produziram? O relógio de cuco”. Mas, criatura do Renascimento transportada para o século XXI, é o próprio White: “guitar hero” que, afinal, se vê, antes de mais, como baterista, elemento permanente ou ocasional de várias bandas, produtor musical e fundador da Third Man Records, e que surge, neste momento, com o primeiro álbum em nome individual – Blunderbuss, designação holandesa de uma “shotgun” setecentista de elevadíssimo poder de destruição –, alinhamento de treze temas que tanto disparam rajadas de rockn’roll primordial como denunciam a inalação dos ares de Nashville.


    “Surgiu muito organicamente, passo a passo, tal como acontece sempre que tomamos a decisão acertada de abdicar de dar ordens à música e permitir que seja ela mesma a assumir o controlo. Só me apercebi que estava ali a surgir um álbum quando, já com meia dúzia de canções gravadas, reparei que nenhuma delas poderia ter espaço num disco dos Raconteurs ou dos Dead Weather”.

Paralelamente, a Third  Man Records cujo espírito se mantém fidelíssimo ao lema de “tornar possível a existência das coisas de que gostamos: não existe nenhum objectivo de lucro ou de prendermos bandas a contratos, caso elas tenham êxito”, parece ter encontrado a solução para, em tempos de emagrecimento acentuado das vendas de discos, sobreviver de modo feliz:

    “Produzo e publico os discos que me apetece e, pelo simples facto de não me preocupar com esse tipo de considerações, na verdade, acabam por vender. As pessoas vêm ter connosco e apercebem-se de que não temos nada a ver com as grandes editoras ou produtoras de filmes como a Sony ou a Warner Bros a quem é preciso ir convencer, arrancar, a ferros, o dinheiro. Nós somos mais como uma boutique, uma loja familiar. E, como apenas nos ocupamos de coisas de que gostamos – nunca nos desviámos do caminho para assinar com uma banda nova só porque ela parecia ter 'sucesso' escrito na testa –, tem funcionado incrivelmente bem”.

Mas não lhe rouba o sono saber que, actualmente, existem já uma ou duas gerações de miúdos (e não tão miúdos...) que nunca, na vida, compraram um disco físico?

    “Isso é, de facto, muito triste. A indústria musical nesta última década tornou-se assustadora. Perdeu uma série de características românticas e tangíveis. Ninguém sabe o que vai acontecer no que à Internet diz respeito. Mas, por outro lado, há sinais animadores como os que nós temos na Third Man: em três anos, produzi 140 discos (singles e LP) em vinil e vendemos 600 000 cópias!”




Em tão extenso catálogo, descobrir-se-ão tanto as gravações dos White Stripes, Raconteurs e Dead Weather (e, naturalmente, “Blunderbuss”), como os das japonesas The 5.6.7.8's – deitem só o olho a mais um filme: a sequência da “House Of Blue Leaves”, de Kill Bill Vol. I – de Conan O’ Brien, do leiloeiro Jerry King, de Laura Marling, obscuridades avulsas, ou Loretta Lynn e Wanda Jackson que Jack White, qual Rick Rubin dedicado ao trabalho de restauração da carreira de “old lady icons”, não hesitou em tomar em mãos. Pelos melhores motivos:
     
    “Desde miúdo e muito antes sequer de pensar em ser produtor, nunca fiz quaisquer discriminações entre novo e velho, homens ou mulheres, rock’n’roll, jazz, blues... se penso que posso ter alguma coisa a acrescentar, faço-o. Tanto gravei um single com o Tom Jones como, há meses, outro com um miúdo negro, adolescente, homossexual de Detroit, o Dwayne “The Teenage Weirdo”. Se alguém tem alguma coisa para oferecer, tenho a obrigação de lhe proporcionar as condições para que o possa fazer. Estou-me nas tintas para a forma como isto possa ser entendido. O que é importante é que haja música a partir da qual alguma coisa se possa construir”.

02 July 2009

O AUTO-RETRATO DE UM HEREGE
SODOMITA NA CASA DO SENHOR?!!!...




Um novo auto-retrato do génio renascentista Miguel Ângelo (Michelangelo Buonarotti) foi descoberto na recém-restaurada Capela Paulina, no Vaticano, noticiou hoje o jornal "La Repubblica". Segundo o chefe dos restauradores dos Museus Vaticanos, Maurizio De Luca, num dos dois frescos da capela, o da Crucificação de São Pedro, aparece um "autoritário" Miguel Ângelo com um turbante azul como um dos cavaleiros romanos que acompanham a crucificação, à esquerda da cena. (aqui)

(2009)