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26 December 2010

CAÍDOS NO CHÃO DA SALA DE MONTAGEM (I)










Nicotine’s Orchestra - Ghosts And Spirits

Tal como The Legendary Tigerman, a orquestra barreirense de Nick Nicotine é um exercício peculiar de encenação em território luso de uma narrativa musical, social e cultural integralmente importada, peça por peça, dos EUA: soul, country, rock’n’roll, com todos os adereços e marcas de origem devidamente autenticadas e irrepreensivelmente reconstituídas. Ou “the ghosts and spirits of Christmas past”.











Mice Parade - What It Means To Be Left-Handed

Adam Pierce, aliás, Mice Parade, detém o record mundial para títulos de álbuns em português oriundos de músicos novaiorquinos: Obrigado Saudade (2004) e Bem-Vinda Vontade (2005). Eram tão excelentes cadinhos de electrónica/pós-rock quanto este é um inclassificável e omnívoro concentrado de pop, tropicalismo, kora africana, "shoegaze", vozes Swahili e versões dos Lemonheads.











Efterklang - Magic Chairs

Algo como um Sufjan Stevens mais disciplinado, uns Arcade Fire sem peneiras, uns Blue Nile espartanos. Todos esses, discípulos compenetrados de Steve Reich e com o estrito programa de converter o somatório desses idiomas à quadratura pop, sem abdicar da complexidade de um lado nem abrir mão da concisão do outro. Abrigam-se sob o rótulo "indie-electronica-classical-experimentalists" e são óptimos músicos dinamarqueses.











Balla - Equilíbrio

Miguel Esteves Cardoso e Pedro Mexia nos textos, Samuel Úria oferecendo a voz, Luís Varatojo dedilhando guitarra portuguesa, Rui Reininho como mestre de cerimónias no "booklet", um sample dos UHF (sim, sim) como esqueleto de uma canção e Armando Teixeira/Balla a lubrificar os circuitos desta pop mais leve que o ar, em jeito de espumante sonoro.











Lali Puna - Our Inventions

"Easy listening" para Holiday Inns de Saturno, painéis sonoros de meditação destinados a fãs dos Kraftwerk, Valium-light refrigerante, espirais de vapor dentro de um aquário de cristal, toques de telemóvel para mosteiros zen, "synth-poetry" entoada por vozes digitais e outras suaves beatitudes tecnológicas com a marca Morr Music a quem devemos também os Notwist e Tied & Tickled Trio.

(2010)