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05 October 2025

(sequência daqui) Após a publicaçao em Abril de 2023, de Songs and Symphoniques: the Music of Moondog, (em torno da música do lendário "Viking da 6ª Avenida", reinterpretada pela Ghost Train Orchestra, pelo Kronos Quartet e avulsos notáveis vários (Rufus Wainwright, Joan Wasser, Jarvis Cocker, Petra Haden, Sam Amidon, Aoife O'Donovan), David Byrne que, durante um dos concertos em Brooklyn, entusiasmado com a variedade de instrumentos da Ghost Train, não resistira a subir ao palco com o grupo, deixou-se arrastar pela ideia de entregar as suas novas canções a um ensemble de bateria, percussão, guitarra, baixo, cordas e sopros. No fundo, apenas um prolongamento e diversificação da estratégia de American Utopia: "Senti que a opção por arranjos orquestrais mais íntimos realçaria a emoção que me parece estar presente nestas canções", diz Byrne, "É algo de que as pessoas nem sempre se aprecebem no meu trabalho, mas desta vez tive a certeza de que estava lá. Ao mesmo tempo, também me vejo como alguém que pretende ser acessível". (segue para aqui)

21 March 2025

LIMPAR O PÓ AOS ARQUIVOS (XCVII)

(com a indispensável colaboração do R & R)
 
 
(clicar na imagem para ampliar)
 
Kronos Quartet - "Misirlou Twist" (do álbum Caravan, na íntegra aqui)
 
Arz Nevez - "Gouel Ar C'Hranked" (do álbum Pevar En Avel, na íntegra aqui)

09 May 2022

O MUNDO ACABOU POR SE INTROMETER

 
“É preciso recuar até 2016 quando, poucas semanas antes das eleições presidenciais de Novembro, decidi que, no dia a seguir a elas, fosse qual fosse o resultado, iria fazer uma viagem de comboio. Nessa quarta-feira, embarquei na Penn Station, de Nova Iorque, e percorri o continente durante mais de 14 000 quilómetros, conversando com estranhos nos vagões-restaurante dos comboios. No último instante, decidi deixar computador e telemóvel em casa. Recordo-me de, algures no Novo México, ter pensado: 'Isto é uma experiência realmente transformadora! Tenho de repeti-la mas não apenas em treze dias'”, conta Gabriel Kahane à WABE (FM). Daí resultaria Book of Travelers (2018), quarto álbum a solo de Kahane, "singer-songwriter", compositor, multi-instrumentista, “creative chair” da Orquestra Sinfónica do Oregon e cúmplice notório de Sufjan Stevens, Andrew Bird, Shara Worden, Kronos Quartet, Paul Simon, yMusic e John Adams. (daqui; segue para aqui)

"To Be American"

21 February 2022

AFINAL, O QUE É UMA HISTÓRIA?
 
Laurie Anderson parece já ter feito tudo mas tem sempre alguma coisa por fazer. Após mais de uma dezena de álbuns (e o dobro disso em colaborações com outros artistas – William Burroughs, John Giorno, Peter Gabriel, Lou Reed, Marisa Monte, John Zorn, Kronos Quartet...) e outros tantos filmes, videos e "audiobooks", a criação de espectáculos de música/"spoken word"/"performance art" e exposições, a participação enquanto curadora (e em inúmeros júris) de festivais de cinema, e a criação de instrumentos (o "tape-bow violin" e o "talking stick"), em 2003, aceitou ser a primeira (e, até agora, única) artista residente da NASA, de que resultaria o espectáculo The End Of The Moon: “À superfície, é o meu relatório sobre o período que lá passei. As actividades que mais me interessaram lidavam com grandes extensões temporais, podem levar até 10 000 anos a serem concluídas. Há a tendência para se pensar em intervalos de tempo muito curtos ou para se considerar apenas o futuro e esquecer o imenso passado que temos para trás. Interessaram-me as formas muito diversas como ali o tempo é abordado”, explicou-nos, na altura. Quase duas décadas depois, o Charles Eliot Norton Professorship of Poetry da Universidade de Harvard, convidou-a a ser a responsável de 2021 pelas Norton Lectures, uma iniciativa anual sobre “poesia no sentido mais amplo”, na qual ela iria acrescentar o nome a tão ilustres antecessores como T. S. Eliot, Robert Frost, Igor Stravinsky, Jorge Luis Borges, Leonard Bernstein, Umberto Eco, Luciano Berio ou Agnés Varda. (segue para aqui)

28 December 2021

ECO-AGUARELA
 

Damon Albarn foi o criador dos Blur, a única banda do Britpop que, realmente, vale a pena recordar. Inventou os virtuais Gorillaz, as cimeiras de notáveis The Good, The Bad & The Queen (com Paul Simonon, Simon Tong e o baterista de Fela Kuti, Tony Allen) e Rocket Juice & the Moon (com Tony Allen e Flea, dos Red Hot Chili Peppers) e o multi-projecto Africa Express. Compôs para o Kronos Quartet e para uma mão cheia de filmes, óperas (Monkey: Journey To The West sobre um texto chinês do século XVI, e Dr Dee, em torno de John Dee, astrólogo e alquimista da raínha Isabel I) e um musical baseado em Alice No País das Maravilhas. The Nearer The Fountain, More Pure The Stream Flows, no entanto, é apenas o seu segundo album a solo (ou, como ele prefere, um álbum que tem o nome dele na capa), sete anos após o primeiro, Everyday Robots. (daqui; segue para aqui)
 

14 January 2021

Kronos Quartet - "Turn, Turn, Turn" (Pete Seeger)
(...) [Pete Seeger} Foi também pioneiro do que viria a chamar-se “world music” e um feroz ortodoxo da “pureza” folk, o que o transformaria em protagonista do famigerado incidente do corte dos cabos de palco ao Bob Dylan herecticamente eléctrico, no Newport Folk Festival de 1965. Durante mais de 40 anos, o Kronos Quartet reconfigurou radicalmente o que, convencionalmente, se entendia como quarteto de cordas, interpretando um vastíssimo reportório que se alargou dos minimalistas americanos a Thelonious Monk, Piazzola, Laurie Anderson, Bill Evans, John Zorn, Television, Bryce Dessner, Alban Berg, Jimi Hendrix, compositores africanos e mexicanos, e música de Bollywood, (...) (daqui)

08 January 2021

SIMPLES/COMPLEXO

 

Pete Seeger, nascido numa família de músicos (...) e desaparecido em 2014 aos 94 anos, foi o santo padroeiro do “folk revival” e da canção de protesto de raiz tradicional norte-americana e, tanto no período da sua militância comunista – entre 1942 e 1950 – como posteriormente, um enérgico activista em defesa do combate ao racismo, a favor do movimento dos Direitos Cívicos, apoiante das lutas sindicais e contra a guerra do Vietname, alvo da perseguição do House Committee on Un-American Activities e do tenebroso senador Joseph McCarthy. (...)

 

Long Time Passing: Kronos Quartet and Friends Celebrate Pete Seeger, estrategicamente publicado pouco antes das presidenciais americanas, trata de desmontar uma afirmação de Seeger – “Qualquer idiota é capaz de criar algo complexo. Para fazer coisas simples, é preciso génio” –, complexificando genialmente a simplicidade folk. (...) "Turn, Turn, Turn", "Where Have All The Flowers Gone" ou "Which Side Are You On?", com os 16 minutos da colagem "Storyteller" (farrapos de radio, passagens instrumentais, gravações de palco) enquanto eixo central, melodias e textos revestem-se de intrincadas harmonias, num digno sucessor de Songs Of Resistance (2018), de Marc Ribot.(daqui)

16 June 2020

TRABALHO DE LABORATÓRIO
 

Arquitectura e jazz. Gamelãs e a Guildhall School of Music & Drama. Modalismo gregoriano e improvisação livre. Palestina, Londres, Lisboa, Chennai, Sudoeste Asiático, Médio Oriente e a África Ocidental. Steve Reich, John Adams, música coral e um vasto e indefinível etc. É algures nos interstícios desta intrincada teia de coincidências e intersecções estéticas, culturais e geográficas que talvez seja possível situar a música que Filipe Sousa (piano), Tara Franks (violoncelo) e Preetha Narayanan (violino), aliás, o Quest Ensemble, criam. Como explica Filipe Sousa, “a nossa linguagem musical e processos de composição colaborativa que se assemelham mais aos de uma banda do que a um processo de composição 'clássica' formal foram-se transformando: usamos, por vezes, partitura mas só como processo para desenvolver uma composição. Por vezes, partimos de um conceito ou de uma colaboração, muitas vezes de improvisações ou até de ideias. É, talvez, como um trabalho em laboratório. Da herança da música clássica, temos connosco o brio pela técnica, execução e detalhe. É um processo lento e muito pessoal, por vezes, difícil, como em qualquer banda, mas também, por isso, mais recompensador”.



Identificavelmente na tradição – pode já chamar-se assim – dos Kronos Quartet, Regular Music, Danish String Quartet, Balanescu Quartet, yMusic, ou Brodsky Quartet, The Other Side (produzido por Fred Thomas), ao contrário do que acontecera na estreia, Footfall (2014), não foi registado ao vivo mas em "multi-track" o que permitiu uma mais intensa concentração no trabalho de esculpir a matéria sonora e de consolidar e ampliar as estuturas musicais do trio. Sedutoramente complexo como um mecanismo de relojoaria, aqui e ali, descolando, literalmente, da rigorosa geometria para um abstraccionismo atmosférico, The Other Side (na sequência do trabalho do Quest com instituições de comunidades sociais desfavorecidas) junta a óptima música às boas causas: 100% da edição digital e 30% das vendas físicas do primeiro fim de semana de Junho reverteram para o movimento “Black Lives Matter”.

31 December 2018

2018 - Videoclips

Poliça + s t a r g a z e - "How Is This Happening"
 



Laurie Anderson & Kronos Quartet - "CNN Predicts a Monster Storm"





Low - "Dancing and Blood"




Anna Calvi - "Don't Beat the Girl out of My Boy"




Exit North - "Spider"
 




The Monochrome Set - "Stage Fright"
 



David Byrne - "Everybody's Coming To My House"
 



Goat Girl - "Scum"
 



Stick In The Wheel - "Abbots Bromley Horn Dance"
 



Tune-Yards - "Honesty"




Toda a colecção "Thankful Villages" (Darren Hayman)

27 December 2018

MÚSICA 2018 - INTERNACIONAL (VI)

(iniciando-se, de baixo para cima *, de um total de 32)











* a ordem é razoavelmente arbitrária...

Explícita ou implicitamente, a quase totalidade dos grandes álbuns publicados em 2018 não conseguiu – nem tentou – esquivar-se a ser um reflexo dos tempos de cólera actuais: quer intervindo aberta e militantemente no combate político (caso de Marc Ribot), quer dando testemunho do mal estar e do abalo impossíveis de dissimular (os belíssimos registos de Laurie Anderson, Poliça, Low, Julia Holter, Richard Thompson, e Rolling Blackouts), quer – caso de David Byrne – usando a ironia como bússola para não perder o rumo no meio da tormenta. E isso seria ainda muito mais óbvio se, acrescentássemos o que, olhando à volta sob os mais diversos ângulos, publicaram Stick In The Wheel, Tune-Yards, Gruff Rhys, Laibach, Parquet Courts, Anal Trump, Virginia Wing, Levellers ou Goat Girl: o mundo dos humanos nunca foi um lugar particularmente frequentável mas, raras vezes como hoje, teremos estado tão perto de o tornar literalmente maligno.

27 November 2018

AFOGADOS EM HISTÓRIAS


“Some say our empire is passing like all empires do. How do we begin again?” É a primeira frase que surge projectada no ecrã, por trás de Laurie Anderson, no palco do Nimas. Como que escrita a giz sobre ardósia, da mesma forma que acontecia nas imagens de Landfall e em Chalkroom, a instalação de Realidade Virtual que, há um ano, inaugurou no Massachusetts Museum of Contemporary Art. Nessa altura, o objectivo consistia em “investigar como seria viajar pelo interior da arquitectura das histórias, explorar um universo de letras, frases e palavras desenhadas com giz, nas paredes, flutuar através de rampas e corredores que desembocam em torres gigantescas, criar sons tridimensionais”. Agora, a duas dimensões, a frase retirada de "Another Day In America" (de Homeland, 2010), enquadra a totalidade do concerto/performance “Going Places With Laurie’s Stories”, integrado na programação do LEFFEST’18. E, desdobrada na voz do alter-ego digital, Fenway Bergamot, tão microscopicamente quanto há oito anos, observa e descreve: “Ah, America. And yes that will be America, a whole new place just waiting to happen, broken up parking lots, rotten dumps, speed balls, accidents and hesitations, things left behind, styrofoam, computer chips (…) And ah, these days. Oh, these days, what are days for? To wake us up, to put between the endless nights (…) Ah, America. We saw it. We tipped it over, and then, we sold it”



A América de Jack Kennedy que, quando a adolescente Laurie se candidatou à associação de estudantes, a aconselhou a saber tudo o que os estudantes desejavam e, a seguir, prometer-lhes isso mesmo. E que, após ela ter ganhado, lhe enviou um bouquet de rosas vermelhas. A América daquela cinzenta manhã de Novembro de 2016, iniciada com os 19 segundos do grito estridente de Yoko Ono, no Twitter, em reacção à eleição de Donald Trump. “Afogamo-nos em histórias e acabamos a votar na história de que gostamos mais”. Se as palavras bastam para substituir as coisas, a realidade tende a tornar-se cada vez mais abstracta e a memória – como o giz na ardósia –, uma vez filtrada e apagada, deixa apenas vestígios. Sozinha em palco, com um teclado, um violino, um cadeirão, e uma inesgotável colecção de fábulas e alegorias – actualíssimo Aristófanes e o conselho aos pássaros para erguerem um muro entre a terra e o céu – Laurie Anderson partilha uma convicção (“I think that the resistance will be in the language, and I think that it will be artists that do it) e, contra tudo, um programa: “We’re here to have a really, really, really good time”.

04 March 2018

28 February 2018

Laurie Anderson & Kronos Quartet - "We Learn to Speak Yet Another Language"

27 February 2018

COISAS EXPLODIDAS

  
No Outono passado, Laurie Anderson inaugurou no Massachusetts Museum of Contemporary Art, Chalkroom, uma instalação de Realidade Virtual, em colaboração com Hsin-Chien Huang, artista e programador de Taiwan, com quem já havia trabalhado em Puppet Motel (1994). A intenção era “investigar como seria viajar pelo interior da arquitectura das histórias, explorar um universo de letras, frases e palavras desenhadas com giz, nas paredes, flutuar através de rampas e corredores que desembocam em torres gigantescas, criar sons tridimensionais”. Num vídeo publicado por Laurie no Vimeo (“A Virtual Reality of Stories”) podemos ter uma aproximação dessa navegação labiríntica pelo meio de túneis negros, pontuados por constelações de palavras luminosas, “voando, como nos sonhos, por uma biblioteca de histórias que nunca ninguém conseguirá decifrar na totalidade”. Mas alertava: “Trata-se, na verdade, de linguagens fracturadas, coisas explodidas”



Na interpretação em palco do recente Landfall, com o Kronos Quartet, a linguagem é também explodida por meio de um programa informático que, a partir dos solos do violinista John Sherba, gera, aleatória e vertiginosamente, texto projectado num ecrã. O pano de fundo narrativo é a devastadora investida, em 2012, do furacão Sandy sobre a costa Atlântica dos EUA que provocou duas centenas de mortos e milhares de milhões de prejuízos. Entre os quais, a cave da casa de Laurie Anderson, em Tribeca, Nova Iorque: “October 2012. The river had been rising all day and a hurricane was coming up slowly from the south. We watched as the sparkling black river crossed the park, then a highway, then came silently up our street. From above, Sandy was a huge swirl, it looked like galaxies whose names I didn't know”. Após o desastre, Anderson, friamente perplexa, reflecte: “And I looked at them floating there, all the things I had carefully saved all my life becoming nothing but junk – and I thought, 'How beautiful; how magic; and how catastrophic’”. Predominantemente instrumental, em CD, essa fragmentação do discurso surge como apartes, interlúdios, de Laurie, que, nos 70 minutos e 30 faixas do álbum, sobre a ciclotímica geometria do Knonos – da impassível serenidade à mais estridente dissonância –, em regime de livre associação, conta a sua tentativa de cantar uma canção coreana num karaoke holandês, elabora listas de espécies extintas e, como que em síntese, borgesianamente, recorda-nos o aleph, primeira letra do alfabeto hebraico, “a letter with no sound, a mental letter”.

07 June 2016

GENEALOGIAS

  
Os dois pares de irmãos Dessner e Devendorf e (em menor grau) Matt Berninger – isto é, The National – estão em acelerado processo de se converterem numa daquelas centrais nucleares de produção musical que, mais tarde ou mais cedo, tornarão indispensável a organização de uma árvore genealógica para que consigamos orientar-nos sem tropeções através do seu superlotado labirinto. Não esgotando o assunto e começando por Bryce Dessner, bastará recordar as colaborações com o New York City Ballet, Filarmónica de Los Angeles, Kronos Quartet, Richard Reed Parry, Nico Muhly, Sufjan Stevens, Jonny Greenwood, Steve Reich, Matthew Ritchie, a co-composiçao (com Ryuichi Sakamoto e Alva Noto) da banda sonora para O Renascido, a criação da editora Brassland e do festival MusicNow, em Cincinnati. Dando lugar ao gémeo, Aaron, inventarie-se a produção de bandas e músicos como This Is The Kit, Sharon Van Etten, The Lone Bellow e Local Natives, o alistamento nas hostes instrumentais de David Byrne, Grizzly Bear ou My Brightest Diamond, e a fundação dos festivais de Eaux Claires, no Wisconsin, e Boston Calling, devendo ainda associar-se-lhe o nome a várias das iniciativas atribuídas a Bryce, de que as mais relevantes serão Dark Was The Night (2009) e a edificação do recentíssimo altar de culto aos Grateful Dead, Day Of The Dead, que envolveu praticamente a totalidade da "intelligentzia indie" & adjacências norte-americanas.


Extracurricularmente, Matt Berninger ensaiou o pouco entusiasmante projecto EL VY com Brent Knopf, dos Menomena, e Bryan e Scott Devendorf, dupla de genuíno "drum & bass" orgânico, a quem The National deve bem mais de dois quintos da sua personalidade, ouvimo-los, apenas, em diversos dos antes referidos e no perímetro experimental Pfarmers. Mas poderemos escutá-los também, agora, em trio com Ben Lanz, dos Beirut, e anunciando-se como LNZNDRF (ler “Lanzendorf”). Conta a lenda que, no início, foram apenas uma solução de recurso para a ausência de uma "support band" dos National, em Auckland, na Nova Zelândia. A verdade é que o resultado de uma prolongada "jam" de dois dias e meio numa igreja de Cincinnati deu à luz algo que, não sendo imaculado, dir-se-ia o intrigante elo perdido entre os Joy Division e o "krautrock", achado, sabe-se lá porquê, num arquivo perdido dos Pink Floyd na 4AD.