12 April 2026
05 October 2025
21 March 2025
(com a indispensável colaboração do R & R)
09 May 2022
01 April 2022
21 February 2022
28 December 2021
14 January 2021
08 January 2021
SIMPLES/COMPLEXO
Pete Seeger, nascido numa família de músicos (...) e desaparecido em 2014 aos 94 anos, foi o santo padroeiro do “folk revival” e da canção de protesto de raiz tradicional norte-americana e, tanto no período da sua militância comunista – entre 1942 e 1950 – como posteriormente, um enérgico activista em defesa do combate ao racismo, a favor do movimento dos Direitos Cívicos, apoiante das lutas sindicais e contra a guerra do Vietname, alvo da perseguição do House Committee on Un-American Activities e do tenebroso senador Joseph McCarthy. (...)
Long Time Passing: Kronos Quartet and Friends Celebrate Pete Seeger, estrategicamente publicado pouco antes das presidenciais americanas, trata de desmontar uma afirmação de Seeger – “Qualquer idiota é capaz de criar algo complexo. Para fazer coisas simples, é preciso génio” –, complexificando genialmente a simplicidade folk. (...) "Turn, Turn, Turn", "Where Have All The Flowers Gone" ou "Which Side Are You On?", com os 16 minutos da colagem "Storyteller" (farrapos de radio, passagens instrumentais, gravações de palco) enquanto eixo central, melodias e textos revestem-se de intrincadas harmonias, num digno sucessor de Songs Of Resistance (2018), de Marc Ribot.(daqui)
21 December 2020
(iniciando-se, de baixo para cima *, de um total de 38)
* a ordem é razoavelmente arbitrária...
16 June 2020
31 December 2018
David Byrne - "Everybody's Coming To My House"
27 December 2018
27 November 2018
A América de Jack Kennedy que, quando a adolescente Laurie se candidatou à associação de estudantes, a aconselhou a saber tudo o que os estudantes desejavam e, a seguir, prometer-lhes isso mesmo. E que, após ela ter ganhado, lhe enviou um bouquet de rosas vermelhas. A América daquela cinzenta manhã de Novembro de 2016, iniciada com os 19 segundos do grito estridente de Yoko Ono, no Twitter, em reacção à eleição de Donald Trump. “Afogamo-nos em histórias e acabamos a votar na história de que gostamos mais”. Se as palavras bastam para substituir as coisas, a realidade tende a tornar-se cada vez mais abstracta e a memória – como o giz na ardósia –, uma vez filtrada e apagada, deixa apenas vestígios. Sozinha em palco, com um teclado, um violino, um cadeirão, e uma inesgotável colecção de fábulas e alegorias – actualíssimo Aristófanes e o conselho aos pássaros para erguerem um muro entre a terra e o céu – Laurie Anderson partilha uma convicção (“I think that the resistance will be in the language, and I think that it will be artists that do it”) e, contra tudo, um programa: “We’re here to have a really, really, really good time”.