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04 January 2018
24 September 2016
"Demoramos muito tempo em sair da aldeia, da vida controlado por todos, para agora aceitarmos que na 'aldeia global' o mesmo se possa fazer" (JPP)
21 September 2016
Estás feito, Pedrocas: o segundo volume da obra irá ser totalmente dedicado à detalhada descrição das tuas noites tórridas com a Nina, a Cuki e as outras malucas...
17 September 2016
16 September 2016
Eis a carinha linda do bravíssimo moço que, rendido perante a obra-prima do chefe (finalmente, o Nobel será seu!...), sem pedir autorização ao chefe, não hesitou em escrever no jornal do chefe quão sublime era a pena do chefe!
"Saraiva parece revelar uma obsessão com pormenores da vida íntima e conta histórias que lhe contaram não só envolvendo as personalidades em causa como também terceiras figuras" (o modelo inspirador aqui)
28 May 2015
O narrador só não é o próprio dEUS porque esse conhece todos os senhores (e senhoras), quiçá, como seria de esperar, biblicamente; mas é, de certeza, um fulano que, além do raro talento para identificar instantaneamente cidadãos de orientações sexuais alternativas a quem, generosamente, recomenda terapias "intensas", está quase, quase capaz de ressuscitar vivos, transformar o vinho em água e enxergar o futuro!
14 March 2015
E que tal pegar nestes dois espécimes e metê-los numa gaiolinha a conversar? * Depois, no fim, distribuíam-se projécteis fixes pelo público e fazia-se tiro ao alvo
* ideia em maturação
17 November 2014
Pensamento filosófico português (CXXV)
José António Saraiva
"Está ali um chavalo que eu não sei, não..."
O primeiro especialista luso na identificação de mancebos gay em elevadores da Baixa e temática LGBT afim discreteia sobre o facto de "na prática, após mudarem de sexo as pessoas, não serem carne nem peixe" e, profilacticamente, recomenda-lhes "um tratamento psicológico (ou psiquiátrico) intenso" que, além do mais, permitiria poupar ao SNS uns "40 a 50 mil euros" catitas por cabeça (aqui)
03 July 2014
Pensamento filosófico português (CXXIV)
Lede e abismai-vos perante o inigualável génio de um homem adulto que, durante 6398 caracteres, consegue discorrer sobre tesouras, pilosidades (tema, aliás, recorrente) e a divisão de tarefas na família heterossexual contemporânea na qual a entrada em "‘lojas do cabelo’, chamadas Hairshop ou coisa parecida" é missão "mais adequada para uma senhora".
22 April 2012
O PENSAMENTO FILOSÓFICO PORTUGUÊS (XCII)
Eterno e injustamente adiado candidato ao Nobel da literatura, José António Saraiva anunciou, no último número do "Sol", o final da sua crónica "Viver para contar" que tantos momentos de felicidade nos trouxe. E - como só ele seria capaz de o fazer - confidencia que "várias pessoas me disseram que eu nunca deveria ter iniciado esta
secção, pois ela 'estragou' a minha imagem. Eu sinto o contrário: esta
secção deu de mim uma imagem mais próxima e mais verdadeira". Pura, puríssima verdade!!!
Mas ele que é (atenção utilizadores do Badoo, Gaydar e afins!) "uma pessoa naturalmente inquieta, curiosa, sensível, às vezes ingénua, austera e frugal nos luxos", ele que assegura "não sou uma só coisa - sou muitas coisas", promete voltar já para a semana. Com um "moderno folhetim" policial que, acredita, "os leitores irão acompanhar com atenção - já não digo com avidez". E que - quem sabe, Paul Doors não encontrará aqui o seu definitivo passaporte para Hollywood... -, "pelas suas características, (...) dispõe também de ingredientes para dar um filme - e metade do trabalho está feito, visto que o texto tem muitos diálogos". No fim, "naturalmente, publicarei o texto em forma de livro".
Desta vez, será, hélas! o glorioso dois em um: Nobel e Oscar!
10 September 2011
O PENSAMENTO FILOSÓFICO PORTUGUÊS (LXXVI)
Presidente da Associação Portuguesa de Camionistas (aliás, Canonistas)
(cortesia de mr. apostate)
Como averiguar o grau de pureza de um/a homossexual:
A declaração de nulidade de um casamento em que um dos cônjuges é homossexual depende do "grau" em que se encontra, disse hoje o presidente da Associação Portuguesa de Canonistas (APC): "Joaquim da Assunção Ferreira explica que há uma escala e que os últimos 'graus' tornam a pessoa em causa 'incapaz de realizar funções conjugais'. Em causa estão os 'graus' em que as pessoas são 'predominantemente homossexuais, os só acidentalmente heterossexuais e os exclusivamente homossexuais'.
Pelo contrário, os 'exclusivamente heterossexuais, só acidentalmente homossexuais, predominantemente heterossexuais' e os que são 'igualmente uma e outra coisa' podem ser considerados como aptos para 'desempenhar perfeitamente os papéis e os fins do matrimónio'.
Afinal, 'a pessoa pode não ser um heterossexual puro, mas, se algumas tendências pouco significativas existirem, esse matrimónio certamente que se manterá', desde que o indivíduo assuma que 'a obrigação dele é viver em castidade [homossexual] e corrigir', argumenta o cónego, que é também vigário Judicial do Tribunal Diocesano de Lamego".
O presidente da APC opina que 'há a possibilidade em medicina de correcção, mas não tem sido muito eficaz' porque 'a natureza é muito forte', acrescentando que 'o psiquiatra pode medir-lhe o grau [de homossexualidade] e receitar algo [medicamentos] que lhe permita recusar essa tendência que o próprio mostre vontade de eliminar'".
O presidente da APC opina que 'há a possibilidade em medicina de correcção, mas não tem sido muito eficaz' porque 'a natureza é muito forte', acrescentando que 'o psiquiatra pode medir-lhe o grau [de homossexualidade] e receitar algo [medicamentos] que lhe permita recusar essa tendência que o próprio mostre vontade de eliminar'".
(seria interessante poder contar com a opinião especializada de José António Saraiva ou Pedro Arroja)
(2011)
24 August 2011
O PENSAMENTO FILOSÓFICO PORTUGUÊS (LXXIV)
José António Saraiva
Onde o filósofo regressa ao tema da homossexualidade (um dos seus preferidos), humildemente, reconhece ser "pobre de espírito" e, mesmo assim, é ameaçado de ser "espancado até à exaustão" *. Duro ofício, o da filosofia. Que todos os que pensam segui-lo tomem nota.
Edit (19.40): ... nunca esquecer, porém, a potência transformadora do pensamento filosófico sobre a realidade concreta.
* Edit (23.16): a vil ameaça à integridade física do filósofo, aparentemente, volatilizou-se.
(2011)
03 June 2011
O PENSAMENTO FILOSÓFICO PORTUGUÊS (LXIX)
José António Saraiva: da capilaridade do pensamento
Corporate Adam and Eve - Adelle Lutz (2007)
"A vida sexual do guarda-noturno é igualmente variada. Primeiro deixa-se seduzir por uma moradora da sua área de vigilância: 'Vi aproximar-se dos meus olhos um matagal escuro, afundei lá o nariz e a boca e fiquei muito tempo' (p. 125). Mais tarde, entrevê a nudez da prostituta a quem dá abrigo: 'O que me atraiu mais a atenção foi o triângulo, espesso e enorme, que tinha ao fundo da barriga' (p. 182). Finalmente, envolve-se com uma criada de servir: 'O que mais me atraiu o olhar, no entanto, foi a barriga lisa acabando numa floresta de pelos' (p. 268). O guarda-noturno de Saraiva apresenta-se aqui rebelde e insurrecto, uma vez que é insensível ao apelo de Eduardo Catroga para que certos assuntos deixem de ser discutidos." (da crítica de Ricardo Araújo Pereira a O Cão Que Pensava Demais, na "Visão")
(2011)
01 February 2011
O PENSAMENTO FILOSÓFICO PORTUGUÊS (LVIII)
José António Saraiva
A tropa é que faz de nós uns homens (ou aquele saudável, suado e viril convívio nas camaratas era um antídoto valente contra os maus costumes)
"As Forças Armadas, que eram uma reserva da nação , perderam toda a relevância. Por outro lado, o serviço militar obrigatório acabou sem qualquer debate público, como se fosse uma coisa sem importância nenhuma. Ora, para muita gente, era uma directriz. Havia jovens vindos da província que tomavam na tropa o primeiro banho! E às vezes aprendiam ofícios - como cozinhar ou conduzir - que lhes davam uma ferramenta para a vida, além de regras de disciplina que ficavam pelo tempo fora. Este jovem que estava em Nova Iorque com Carlos Castro - que terrível coincidência a proximidade entre as palavras Castro e castrado - noutra época estaria a cumprir o serviço militar e não teria dado cabo da vida".
Oh que saudades de quando não havia homicídios, roubos nem poucas vergonhas!... (ou - cortesia da escola de pensamento Rádio Táxis-Autocoope - "isto o que faz falta é um Salazar em cada esquina")
"A Igreja Católica também contribuía decisivamente para a integração social das pessoas - e para uma certa igualdade. Perante Deus, todos são iguais: o pobre e o rico, o novo e o velho, o doente e o são. E a interiorização dos Dez Mandamentos fornecia um conjunto de princípios de convívio em sociedade: não matarás, não roubarás, não cobiçarás a mulher do próximo, etc. E - muito importante - introduzia na vida um elemento espiritual, que dava outra dimensão à existência, combatendo a prevalência absoluta dos valores materiais". (aqui, descoberto aqui)
(2011)
11 November 2009
O PENSAMENTO FILOSÓFICO PORTUGUÊS (XXXII)
Insigne pensador de longo curso, José António Saraiva é uma daquelas raríssimas sumidades intelectuais que concretiza a dificílima proeza de traduzir a sublimidade das suas reflexões numa linguagem que qualquer porteira pode compreender. Tome-se como exemplo este seu belíssimo texto sobre o casamento gay. Inicia-se de modo coloquial, num sedutor registo "Caras"/"Nova Gente" ("Julgo que, para esta abertura de Sócrates aos novos ventos, muito contribuiu a sua relação com Fernanda Câncio – que curiosamente chegou a ser minha jornalista no Expresso. Era na altura uma jovem vistosa mas profissionalmente discreta, que escrevia (e assinava) a duas mãos com uma colega, pelo que nunca se revelou. (...) Por trás de um grande homem está sempre uma grande mulher’, diz o ditado. No caso de José Sócrates, está uma mulher que o tem influenciado no sentido do apoio a rupturas sociais"), de seguida, delimita conceitos fundamentais ("Uma sociedade organizada vive de referências. E uma das principais referências é a família, da qual o casamento é o acto fundador. Ora uma relação entre homossexuais é uma coisa diferente. Não é o acto fundador de uma família. Tem um carácter mais efémero, até porque não pode haver descendentes: dois homens ou duas mulheres que decidam viver juntos renunciam a ter filhos comuns"), e, então, mergulha de cabeça na grande discussão científico/filosófico/sociológica: Quando se debate homossexualidade convém separar duas coisas: a ‘propensão genética’ e o ‘fenómeno de moda’ ou de imitação. Não há dúvida de que existem pessoas com inclinações homossexuais naturais"
E é justamente aqui, quando o tema poderia ameaçar tornar-se impenetravelmente hermético, que, com imensa graça e terna malícia, volta a aligeirar o registo (parece que estamos a ouvi-lo falar, entre a torrada e o golinho de chá): "Contava-me uma empregada minha que numa casa onde em tempos trabalhou havia um menino que só gostava de brincar com bonecas, tachos e panelas. A minha empregada começou a achar aquilo estranho. E a verdade é que, na saída da adolescência, o menino revelou a sua inclinação homossexual. Este caso deverá ser extremo, mas não há dúvida de que em certas pessoas a inversão sexual se manifesta muito cedo".
Realizado o diagnóstico da "inversão" ("que, aliás, também se verifica no reino animal"), há que contextualizá-la social e historicamente: "Em certos meios, ser homossexual pode ser hoje sinal de modernidade, de desinibição, de desafio às convenções. No mundo da moda, por exemplo, a homossexualidade é hoje a regra. E aqui é que importa parar para reflectir. Estas modas que enfrentam regras e convenções, e que alastram em certos ambientes generalizando comportamentos minoritários ou marginais, não serão um sinal preocupante? Olhando para a História, não é verdade que os fenómenos deste tipo ficaram a assinalar períodos de declínio?". Arquitecto, mas com o bichinho do jornalismo, de há muito, no sangue, JAS não consegue evitar a notinha de reportagem: "Em Paris visitei recentemente uma zona – o Marais – frequentada à noite por multidões de homossexuais, e confesso que fiquei muito impressionado com o que vi: milhares de jovens, alguns no início da adolescência, exibiam ostensivamente a sua atracção (real, forçada?) por pessoas do seu sexo".
Porque visita locais frequentados por "multidões de homossexuais", Saraiva tem toda a autoridade para afirmar posições claras ("Sempre condenei a homofobia. Sempre defendi a tolerância. Trabalho com homossexuais e tenho amigos que assumidamente o são") e para rematar, entre o perplexo, o compassivo e o angustiado: "Será que uma pessoa chega a certa idade e interroga-se: ‘Qual irá ser a minha opção sexual? Optarei por ser heterossexual? Ou vou optar antes por ser gay?’. As inclinações homossexuais não são uma ‘opção’. Ou resultam de uma inclinação genética ou de fenómenos de moda ou de imitação. Mas aqui também não há propriamente ‘opção’: há seguidismo, há o ir na onda, há cedência ao ar do tempo. Estes homossexuais sem propensão genética serão potencialmente os mais infelizes – porque não se sentirão bem na sua pele. E passarão ao lado da possibilidade de terem uma família, mulher e filhos. Em troca de quê?".
Sim, em troca de quê?...
(2009)
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