(sequência daqu) Em 2019, a Fête des Lumières, de Lyon, tinha-lhe dirigido a proposta literalmente irrecusável de apresentar... o que lhe apetecesse. Foi o pretexto para se refugiar na sua casa nos arredores de Reykjavik (entre o Monte Esja e o vulcão Snæfellsjökull) e entregar-se a um sonho antigo: “Compor música enquanto olhava a paisagem islandesa através da janela. Convidei uma série de músicos – um ensemble de cordas, três trombones baixo, percussão e teclados – dirigidos pelo André de Ridder, da Stargaze Orchestra, e descobri uma marimba de seixos de rio que um tipo que vive na montanha construiu. Levou anos até, pedra a pedra, organizar uma escala pentatónica”. Em Março de 2020, a pandemia explodia e o cenário mudava com o regresso a Devon e às tremendas tempestades locais. Está tudo aqui: os devaneios mentais do "lockdown" entre Islândia, Montevideo, o Irão e a costa britânica, a lírica do poeta-camponês oitocentista John Clare, o percurso por entre as sombras de Robert Wyatt, Brian Eno e David Sylvian. Uma eco-aguarela sonora a que chamou “a cohesive meditation about particles, now and the future”.
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30 December 2021
28 December 2021
ECO-AGUARELA
Damon Albarn foi o criador dos Blur, a única banda do Britpop que, realmente, vale a pena recordar. Inventou os virtuais Gorillaz, as cimeiras de notáveis The Good, The Bad & The Queen (com Paul Simonon, Simon Tong e o baterista de Fela Kuti, Tony Allen) e Rocket Juice & the Moon (com Tony Allen e Flea, dos Red Hot Chili Peppers) e o multi-projecto Africa Express. Compôs para o Kronos Quartet e para uma mão cheia de filmes, óperas (Monkey: Journey To The West sobre um texto chinês do século XVI, e Dr Dee, em torno de John Dee, astrólogo e alquimista da raínha Isabel I) e um musical baseado em Alice No País das Maravilhas. The Nearer The Fountain, More Pure The Stream Flows, no entanto, é apenas o seu segundo album a solo (ou, como ele prefere, um álbum que tem o nome dele na capa), sete anos após o primeiro, Everyday Robots. (daqui; segue para aqui)
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