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15 February 2026

"Dry Cleaning on the recording of Secret Love, Architecture and video games"
 
(sequência daqui) Gravado com a Gilla Band em Dublin, no The Loft, dos Wilco, em Chicago (Jeff Tweedy toca guitarra em "My Soul/Half Pint"), e, finalmente, com a música e produtora, Cate Le Bon no vale do Loire, em França (“A maneira como ela fala, a linguagem que usa é ideal para um produtor que realmente te entende. Ela não fala de uma maneira seca e técnica, mesmo tendo um ouvido apurado para isso", confessou Tom Dowse à "Far Out Magazine") às canções concisas, mordazes e enérgicas, acrescentam-se agora aproximações à sonoridade folk - o bandolim da faixa-título, o finger-picking de "Let Me Grow And You’ll See the Fruit" - em matrimónio feliz com as guitarras avinagradamente distorcidas e a revelação da lista preventiva de incómodos que podem seriamente desnortear miss Shaw: "Being interrupted by a video call or a survey or a dick pic or a loud bang or a smell that comes up". Tomar nota.

01 May 2025

"Pont Du Poivre" (álbum na íntegra aqui)

(sequência daqui) James Elkington, o guitarrista, compositor e produtor britânico adoptado por Chicago e favorito de Jeff Tweedy, Tortoise, Eleventh Dream Day, Richard Thompson, Laetitia Sadier, Michael Chapman, Steve Gunn e Joan Shelley estará, provavelmente, à beira de uma circunstância semelhante. Enquanto no álbum anterior - Me Neither (2023) - apenas terá "arranhado a superfície de uma nova metodologia que supunha poder retomar facilmente", na verdade, para esta nova colecção de 27 peças instrumentais minimais, sentiu-se como alguém que, por entre flashes de Robert Fripp e John McLaughlin, tenha sido forçado a saltar do mapa para o território real. O que talvez será apenas satisfatoriamente explicado quando viermos a compreender a conspiração linguística que conduziu a que o álbum, na língua de Camões & Pessoa, viesse a ser intitulado Pastel de Nada.

07 December 2021


(sequência daqui) O ponto de viragem estética na música dos Low ter coincidido com as convulsões que sacudiram os EUA (e o resto do mundo) não deverá servir, porém, como explicação de causa e efeito pronta a usar: “Fazemos a música que, agora, fazemos porque tivemos bastante tempo para a pensar e trabalhámos com muitas pessoas diferentes. A cada passo, aprendemos um pouco mais e fomos ganhando confiança e clarificando o nosso rumo. Double Negative foi uma grande mudança. Já tínhamos trabalhado em Ones And Sixes com o BJ Burton, que nos tinha feito entrever uma nova direcção e, nesse álbum, mergulhámos de cabeça, sem qualquer hesitação. Agora, procurámos ir além disso, transcender essas técnicas e abordagens”. Na verdade, apesar de antes terem experimentado confiar-se a diversos produtores da nata norte-americana - Kramer, Steve Albini, Jeff Tweedy, Dave Fridmann – foi BJ Burton quem lhes desbloqueou a visão: “É um engenheiro de som muito audacioso, sempre interessado em descobrir novas sonoridades e conduzir ao limite as possibilidades tecnológicas. Desde os Beatles – ou até os Père Ubu – que essa vontade de tirar o máximo partido do potencial dos estúdios é uma da áreas mais interessantes. Tornou-se um grande amigo e colaborador nosso”. (segue para aqui)