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14 December 2023
25 December 2020
Uma prendinha no dia do nascimento do filho do Panthera * (não esquecendo outros belos miminhos anteriores):
* (mas, sobretudo, no aniversário dos que verdadeiramente importam)
04 November 2015
LEVEZA
Na formidável colectânea de histórias de ódio, xenofobia, ficção-científica, violência sanguinária, pornografia e trepidante aventura que é o Antigo Testamento, nunca foi prestada a devida atenção ao facto de, logo a abrir, no Génesis, Adão e Eva terem sido proibidos de comer não uma inocente maçã (apenas a partir do século XIII, na iconografia religiosa europeia, o pecado original foi assim representado) mas sim “o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal”. Isto é, o casal que (após a separação litigiosa de Adão e da primeira mulher, Lilith, devido a desentendimentos acerca da legitimidade da posição coital "girl on top" – ver Alfabeto de ben Sirach, 700/1000 EC) vivia em paradisíaco concubinato, estava contratualmente obrigado a ignorar a moral. Amoralidade essa que, sendo um dos requisitos para não ser expulso do Condomínio Éden, deveria conferir também uma maravilhosa leveza à existência.
No conto de fadas de George MacDonald, The Light Princess (1864), a protagonista lida com problema semelhante: em consequência do feitiço de uma tia malvada, desconhece a gravidade. Tanto a propriamente física – ao menor movimento, flutua no ar – como a que a impede de chorar e ver o lado sério das coisas. No suposto final feliz, é salva pelo proverbial príncipe apaixonado que a devolve às garras da maldição de Newton e, em pleno turbilhão emocional, desaba em pranto - de onde poderá, uma vez mais, concluir-se que a educação moral é, invariavelmente, causa de sarilhos e infelicidade. Já Tori Amos, autora de uma respeitável discografia (de que, no contexto em apreço, deverão destacar-se Abnormally Attracted to Sin, 2009, e a memorável estrofe “So you can make me come, that doesn't make you Jesus”), travou conhecimento com a gravidade da pior maneira, ao estatelar-se na adaptação do conto de MacDonald para o formato "musical". Desesperantemente convencional tanto no plano da composição como – a avaliar pelo que via-YouTube se pode perceber – naquilo que à produção do Royal National Theatre de Londres diz respeito, é peça a lonjura sideral, por exemplo, das colaborações de Lou Reed e Tom Waits com Bob Wilson e irmã quase gémea dos produtos da linha de montagem-Andrew Lloyd Webber. Indiscutivelmente, um pecado. Porém, nada original.
09 July 2014
ONZE HORAS
25 de Dezembro é, sem dúvida, uma data importante. É nesse dia que se comemora o nascimento de Isaac Newton (1642), Humphrey Bogart (1899) e – caso ainda não se tivesse reparado –, informam-nos as cinco melhores páginas do número de Agosto da “Uncut”, também Shane MacGowan (1957). Não é o único nem sequer o mais importante dado que se pode retirar da entrevista do ex-Pogue com Nick Hasted que se iniciou à meia noite, no pub Boogaloo, do Norte de Londres, e terminou por volta das 11 da manhã seguinte quando MacGowan concluiu a sua dissertação acerca de "life, the universe & everything" e colapsou sobre um sofá. Sim, porque o tipo que, em 1989, confessava “Nunca escrevo quando estou sóbrio, nem saberia por onde começar. A razão por que continuo a beber é que detesto ressacas. Sou um exemplo lixado, muito mau mesmo. Mas também diria que os nossos fãs não precisam de maus exemplos. São perfeitamente capazes, por si mesmos, de serem verdadeiras bestas degeneradas, Deus os abençoe...”, agora, ameaça frequentar um ginásio, distribui generosamente conselhos sobre “beber responsavelmente”, pratica remo e (por muito que as circunstâncias da entrevista o contradigam), asseguram os actuais companheiros de The Aftermath com quem gravará ou não um novo álbum, “em estúdio, é só chazinho”.
Shane MacGowan, Sharon Shannon - "Rainy Night in Soho"
A restante dieta parece reunir um sortido rico de MC5, The Chieftains, Roxy Music, Nick Cave, Sex Pistols, Beatles, Van Morrison, o tenor irlandês Frank Patterson e filmes de Scorsese, Leone e Woody Allen. Mas o que, verdadeiramente, sobressai do longuíssimo périplo pelo passado de um fulano que recebeu a sua primeira garrafa de whiskey aos 6 anos, cuja mãe, pela mesma altura, o fazia ler Thomas Hardy, Dickens e Edna O’Brien e o pai lhe metia James Joyce nas mãos, ele que, hoje, jura por Brendan Behan, Yeats e Seamus Heaney e que, com a tia Nora, rezava fervorosas novenas “to get the Brits out”, é o meio alívio/meio remorso por, durante o Verão-punk de 1976 (“Os Sex Pistols surgiram, o IRA fazia explodir tudo o que mexia, era um mundo maravilhoso: drogas, sexo e violência!”), terem sido os Pogues a contribuir para que ele não se tivesse convertido em guerrilheiro nacionalista irlandês: “Sempre me senti culpado por não ter arriscado a vida pela Irlanda. Tenho vergonha de nunca ter tido coragem suficiente para me juntar ao IRA. Os Pogues foram a minha forma de ultrapassar essa culpa”.
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25 January 2014
Este seixo intelectual que, se não foi também Dux ou Papisa deve ter andado lá perto, acha que "a sociedade [deve estar] preparada para não segregar e para aceitar as diferenças" - é, de certeza, por isso que lhe aplica a 3ª lei de Newton para a obrigar a reagir
23 December 2013
Ser CEO da Vaticano S.A. não é tarefa fácil: todos os dias, a mais velha multinacional no sector da superstição organizada enfrenta novos desafios... a agência de comunicação do Chico é competentíssima mas a tarefa é esgotante (neste exacto momento, os "spin doctors" da empresa devem estar a espremer os neurónios para parir a exaltante mensagem do aniversário de Isaac Newton)
16 December 2011
É PARA AS COMEMORAÇÕES DO ANIVERSÁRIO DE ISAAC NEWTON
Leonard Cohen - The Complete Studio Albums Collection
Se alguém lhe oferecer este "box-set" contendo os 11 álbuns de estúdio gravados por Leonard Cohen (se necessário, use de todos os truques e estratagemas mais baixos que conhecer para o conseguir), é, certamente, de amor ou enorme amizade que se trata. Porque isto não se oferece: guarda-se, esconde-se, só se mostra protegido pela penumbra e faz-se regressar, de imediato, à caixa-forte onde se aferrolham os tesouros mais preciosos.
Peter Gabriel & New Blood Orchestra - New Blood/Live In London (DVD)
Escutado “a seco”, no CD, New Blood (sucessor do óptimo Scratch My Back, do ano passado), relendo diversos temas de Peter Gabriel em modalidade “no guitar, no bass, no drums” substituídos por orquestra sinfónica, parecia dificilmente à altura do capítulo anterior. Ao vivo, no Hammersmith Apollo, de Londres – com repescagem de quatro peças de Scratch... – o fôlego e a vibração de palco acrescentam-lhe o que faltava.
Throwing Muses - Anthology
No 25º aniversário do primeiro álbum da banda de Kristin Hersh e Tanya Donnelly, uma antologia em formato duplo que se apresenta menos como um "best of" do que como uma "mixtape" compilada pelo próprio grupo, incluindo o segundo disco uma visita ao baú das raridades. Frágil, intensa, vulnerável, aterradora: a música dos Muses era pura poesia pós-punk para melodias evaporadas e neblina eléctrica.
Vários - Chicas! Spanish Female Singers 1962-1974
Em prol da união ibérica, conspirando a favor de uma consoada radicalmente retro-kitsch, ou simplesmente pelo imenso prazer sem culpa de escorregar por um "time warp" abaixo, duas dúzias de canções em castelhano do tempo de Franco, interpretadas por militantes revolucionárias yé-yé como Pili Y Mili ou Los Hippy-Loyas e com programas políticos radicalmente implacáveis: “quiero un chico moderno que vaya conmigo a tomar un café”.
R.E.M. - Part Lies Part Heart Part Truth Part Garbage 1982-2011
A 21 de Setembro passado, Michael Stipe escrevia no site dos R.EM.: “Um sábio disse uma vez que a arte de participar numa festa é saber quando a abandonar. Juntos construímos algo de extraordinário. E, agora, vamos afastar-nos disso”. 30 anos de carreira como quase únicos sobreviventes da "american rock renaissance" do início dos anos 80 ficam aqui testemunhados em 40 faixas, praticamente todas clássicos.
(2011)
05 June 2011
CASO NÃO SE TENHAM APERCEBIDO, ISTO É MIL VEZESMAIS IMPORTANTE DO QUE O PAPELINHO QUE, HOJE,IREMOS, NADA ENTUSIASMADAMENTE, CONFIAR À URNA (e, raramente, "urna" terá sido palavra mais certa)
Aachen/Aix-la-Chapelle
Com generosas citações de Isaac Newton e Jean Monnet, agrafados a Erasmo, William Penn, Kant, Victor Hugo e Robert Schuman - numa elegantíssima escadinha do sec. XVI ao sec. XX, para conferir "perspectiva histórica" e legitimidade cultural e filosófica europeia -, mais tempero de Max Weber e Paul Valéry, o que Jean Trichet (presidente do Banco Central Europeu), sob o belíssimo cenário de Aachen - aliás, Aix-la-Chapelle, onde foram lançadas as primeiras pedras das actuais ruínas dos magníficos estádios lusos do Euro 2004 - , nos diz...
"It is of paramount importance that adjustment occurs; that countries – governments and opposition – unite behind the effort; and that contributing countries survey with great care the implementation of the programme. But if a country is still not delivering, I think all would agree that the second stage has to be different.
Would it go too far if we envisaged, at this second stage, giving euro area authorities a much deeper and authoritative say in the formation of the country’s economic policies if these go harmfully astray? A direct influence, well over and above the reinforced surveillance that is presently envisaged?
The rationale for this approach would be to find a balance between the independence of countries and the interdependence of their actions, especially in exceptional circumstances.
We can see before our eyes that membership of the EU, and even more so of EMU, introduces a new understanding in the way sovereignty is exerted. Interdependence means that countries de facto do not have complete internal authority. They can experience crises caused entirely by the unsound economic policies of others.
With a new concept of a second stage, we would change drastically the present governance based upon the dialectics of surveillance, recommendations and sanctions.
In the present concept, all the decisions remain in the hands of the country concerned, even if the recommendations are not applied, and even if this attitude triggers major difficulties for other member countries.
In the new concept, it would be not only possible, but in some cases compulsory, in a second stage for the European authorities – namely the Council on the basis of a proposal by the Commission, in liaison with the ECB – to take themselves decisions applicable in the economy concerned.
One way this could be imagined is for European authorities to have the right to veto some national economic policy decisions. The remit could include in particular major fiscal spending items and elements essential for the country’s competitiveness"
... é muito simples (mesmo que não sendo senão o monólogo publicamente visível de uma encenação cujos bastidores nunca enxergaremos por completo):
- PIIGS (& futuros associados sem acrónimo ainda estabelecido), bem arrumados no interior da Federação Europeia, estareis vós dispostos a ter juizinho e contentar-vos com a "soberania" da bandeirinha e do hino para exibir no Festival da Eurovisão e nos arraiais da bola?
ou
- preferis "orgulho nacional", fomeca e decadência para vos reavivar a memória de misérias não tão longínquas como isso?
Hoje, nas mesas de voto, nada disto irá ser decidido.
(2011)
25 December 2010
CANTAI CÉUS E TERRA POIS QUE A 25 DE DEZEMBRO
SE CELEBRA O NASCIMENTO DE...
"La Réjouissance"/Music For The Royal Fireworks - G F. Haendel (dir. Jordi Savall)
1583 – Orlando Gibbons
1584 – Margarida da Austria
1642 – Isaac Newton
1886 – Kid Ory
1899 – Humphrey Bogart
1907 – Cab Calloway
1911 – Louise Bourgeois
1940 – Pete Brown
1943 – Hanna Schygulla
1945 – Noel Redding
1954 – Annie Lennox
1957 – Shane MacGowan
(2010)
25 December 2008
FELIZ ANIVERSÁRIO DE ISAAC NEWTON!
The Ten Days of Newton
Olivia Judson
Some years ago, the evolutionist and atheist Richard Dawkins pointed out to me that Sir Isaac Newton, the founder of modern physics and mathematics, and arguably the greatest scientist of all time, was born on Christmas Day, and that therefore Newton’s Birthday could be an alternative, if somewhat nerdy, excuse for a winter holiday. Think of the merchandise! Newton is said to have discovered the phenomenon of gravity by watching apples fall in an orchard. (His insight came after pondering why they always fall down, rather than upwards or sideways.) Newton’s Birthday cards could feature the great man discovering gravity by watching a Christmas decoration fall from a tree. (This is a little anachronistic — Christmas trees didn’t come to England until later — but I don’t think we should let that get in the way.)
All very jolly — but then, ’tis the season. Yet things are not so simple. It turns out that the date of Newton’s birthday is a little contentious. Newton was born in England on Christmas Day 1642 according to the Julian calendar — the calendar in use in England at the time. But by the 1640s, much of the rest of Europe was using the Gregorian calendar (the one in general use today); according to this calendar, Newton was born on Jan. 4, 1643.
Rather than bickering about whether Dec. 25 or Jan. 4 is the better date to observe Newton’s Birthday, I think we should embrace the discrepancy and have an extended festival. After all, the festival of Christmas properly continues for a further 12 days, until the feast of the Epiphany on Jan. 6. So the festival of Newton could begin on Christmas Day and then continue for an extra 10 days, representing the interval between the calendars. (...)
In honor of Newton’s Birthday festival, I therefore propose the following song, to be sung to the tune of “The Twelve Days of Christmas.” For brevity, I include only the final verse. All together now!
On the tenth day of Newton,
My true love gave to me,
Ten drops of genius,
Nine silver co-oins,
Eight circling planets,
Seven shades of li-ight,
Six counterfeiters,
Cal-Cu-Lus!
Four telescopes,
Three Laws of Motion,
Two awful feuds,
And the discovery of gravity!
My true love gave to me,
Ten drops of genius,
Nine silver co-oins,
Eight circling planets,
Seven shades of li-ight,
Six counterfeiters,
Cal-Cu-Lus!
Four telescopes,
Three Laws of Motion,
Two awful feuds,
And the discovery of gravity!
Happy Newton, everybody!
(texto integral aqui)
(2008)
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