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16 May 2020

Readings from Howard Zinn’s Voices of a People’s History of the United States

(ver aqui; transcrição integral aqui)

23 March 2020

Howard Zinn - A People's History Of The United States (IX)

Cap. 25: The 2000 Election And The "War On Terrorism" 

Voices of a People’s History of the United States

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18 February 2020

Howard Zinn - A People's History Of The United States (VIII)

Cap. 22: The Unreported Resistance

Cap. 23: The Clinton Presidency And The Crisis Of Democracy

Cap. 24: The Coming Revolt Of The Guards

08 January 2020

Howard Zinn - A People's History Of The United States (VII)

Cap. 19: Surprises

Cap. 20: The Seventies, Under Control?

Cap. 21: Carter-Reagan-Bush: The Bipartisan Consensus

07 December 2019

Howard Zinn - A People's History Of The United States (VI)

Cap. 16: A Peoples War

Cap. 17: "Or Does It Explode?"

Cap. 18: The Impossible Victory: Vietnam

27 November 2019

Howard Zinn - A People's History Of The United States (V)

Cap. 13: The Socialist Challenge

Cap. 14: War is the Health of the State

Cap. 15: Self-help in Hard Times

07 November 2019

Howard Zinn - A People's History Of The United States (IV)

Cap. 10: The Other Civil War

Cap. 11: Robber Barons And Rebels

Cap. 12: The Empire and the People

04 November 2019

O QUE UM PAÍS JULGAVA SER

  
É verdade que ele já tinha declarado ser “um génio muito estável” e que, no início deste ano, a então secretária de imprensa da Casa Branca, Sarah Huckabee Sanders – qual irmã Lúcia em relação a Salazar –, anunciara que “Deus quis que Donald Trump fosse presidente”. Mas, quando The Seduction of Kansas, segundo álbum dos Priests, foi gravado, Trump ainda não tinha revelado ao mundo o seu complexo de Messias tão explicitamente como em Agosto passado, ao declarar “I am the chosen one!”. Muito menos proclamara da forma que o fez a 7 de Outubro, a sua “imensa e inigualável sabedoria”. Não será, pois, exagero dizer que, em "Jesus’ Son", a banda de Washington DC, viu o futuro: “God came to me in a dream and told me that I'm Jesus' son, I know this world is mean, it's lucky I'm the chosen one, I sparkle like the setting sun, I think I wanna hurt someone, I'm young and dumb and full of cum”. Texto profético e tão rico de significados, que tanto poderia aludir a The Donald, a um qualquer pregador evangelista do Deep South, ou ao Travis Bickle, de Taxi Driver


Já em 2017, a propósito do álbum de estreia Nothing Feels Natural, publicado logo após a tomada de posse de Trump mas concebido e escrito bastante antes, os petardos que disparava (“You want some new brutalism? You want something you can write home about, you want something to move away for, a reason to colonize”) foram entendidos enquanto antecipação da nova idade das trevas que se aproximava. Afinal, do mesmo modo que os vizinhos e camaradas Gauche (com quem partilham a baterista Daniele Yandel) se inspiraram em A People's History Of The United States, de Howard Zinn, eles partiram de What’s the Matter With Kansas? How Conservatives Won the Heart of America, de Thomas Frank (2004) – um estudo do Sunflower State como barómetro da política americana –, para a criação de uma metáfora cultural e política dos EUA onde “all the cowboys, they get ready for a drawn-out, charismatic parody of what a country thought it used to be”, um “little YouTube Sartre” decreta que "There's no way to overthrow the bourgeoisie except tossing a hand grenade into your society" e a Dorothy do Feiticeiro de Oz, activando a magia dos sapatinhos vermelhos e segura de que “There’s no place like home”, regressa, feliz, ao Kansas. Menos esquemático e musicalmente mais complexo – a guitarra de G.L. Jaguar!... – do que o (óptimo) panfletarismo dos Gauche, apetece muito escutar ambos em sequência. A ordem é arbitrária.

20 October 2019

Howard Zinn - A People's History Of The United States (III)

Cap. 7: As Long As Grass Grows Or Water Runs

Cap. 8: We Take Nothing by Conquest, Thank God

Cap. 9: Slavery Without Submission, Emancipation Without Freedom

08 October 2019

Howard Zinn - A People's History Of The United States (II)

Cap. 4: Tyranny is Tyranny

Cap. 5: A Kind of Revolution

Cap. 6: The Intimately Oppressed

07 October 2019

ESQUERDA

  
Eddie Zinn, judeu austro-húngaro, conheceu Jenny Rabinowitz, judia siberiana de Irkutsk, na fábrica onde ambos, imigrantes nos EUA, trabalhavam. Mal o filho, Howard, entrou para a escola, cêntimo a cêntimo, juntaram o necessário para lhe oferecerem os 20 volumes das obras de Charles Dickens. A semente iria germinar e Howard Zinn que, após concluir o ensino secundário, trabalharia como estivador, só terminada a segunda guerra mundial haveria de se licenciar em História. Foi a participação na guerra e, em particular, no bombardeamento criminosamente desnecessário de civis em Royan, que o conduziu ao pacifismo e à oposição militante às guerras no Vietname e no Iraque, à luta contra a ocupação da Palestina e pelos direitos cívicos dos negros. Mas seria A People’s History of the United States (1980) – a História contada sob o ponto de vista dos povos indígenas, dos escravos, dos trabalhadores, das minorias raciais, das mulheres e da luta de todos eles contra o poder – que, de apenas “something of an anarchist, something of a socialist, maybe a democratic socialist”, transformaria o professor da universidade de Boston no mais notável representante dos que narram a História “vista de baixo e não de cima”



Quarenta anos depois, os Gauche, uma banda oriunda da vibrante e politizada cena de Washington DC, intitularam o álbum de estreia A People’s History of Gauche. Não por acaso: “Desde a adolescência, simpatizei com a esquerda e com políticas radicais e o livro de Zinn era um texto seminal para muitos dos meus colegas. Mas, curiosamente, embora sempre o tivesse na lista de obras a ler, só o fiz quando procurávamos um título para o álbum. E pareceu-nos soar muito bem”, diz Daniele Yandel que, com Mary Jane Regalado, Adrienne CN Berry, Jason P. Barnett, Pearie Sol e Laurie Spector, constitui o grupo que, no nome, associa os conceitos de “esquerda” e “desajeitado”, coisa próxima do sentido original de “punk”. Em rigor, remetendo mais para o pós-punk radical e feminista – Slits, Raincoats, Delta 5, Bush Tetras, X-Ray Spex, ESG –, filão ainda rico de minério por extrair. Incluindo cinco canções regravadas de uma primordial cassete de apresentação (Get Away With Gauche, 2015) e seis novas, é um colorido carrocel de agit-prop (“Income, always think about payday, always waiting on wages, always think about systems”) e denúncia (“They see you on all kinds of screens, they want you not to disagree, they scan you for diseases”) vertiginosamente irado e dançável.

03 October 2019

Howard Zinn - A People's History Of The United States (I)

Cap. 1: Columbus, The Indians, and Human Progress

Cap. 2: Drawing the Color Line

Cap. 3: Persons of Mean and Vile Condition

24 April 2019

"The Problem is civil obedience" (Howard Zinn lido por Matt Damon)
 

"In November 1970, after my arrest along with others who had engaged in a Boston protest at an army base to block soldiers from being sent to Vietnam, I flew to Johns Hopkins University in Baltimore to take part in a debate with the philosopher Charles Frankel on civil disobedience. I was supposed to appear in court that day in connection with the charges resulting from the army base protest. I had a choice: show up in court and miss this opportunity to explain — and practice — my commitment to civil disobedience, or face the consequences of defying the court order by going to Baltimore. I chose to go. The next day, when I returned to Boston, I went to teach my morning class at Boston University. Two detectives were waiting outside the classroom and hauled me off to court, where I was sentenced to a few days in jail. Here is the text of my speech that night at Johns Hopkins"