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22 September 2021

24 March 2021

Hiperson - "The Curtain"

(do álbum No Need For Another History, na íntegra aqui)

23 February 2021

19 February 2021

(álbum integral aqui)
 
(sequência daqui) Não é, pois, de estranhar que, de tão riquíssimo viveiro, possa ter surgido o fantástico Bildungsroman, dos Hiperson de Chengdu, oportunidade para, entre muitas outras belíssimas coisas, conhecer a sobrenatural Sijiang Chen, algo como uma Björk in excelsis, com poderes de – no decurso de uma linha narrativa de “coming of age” – provocar arrepios em "spoken word" (“You are floating and drifting, trying your best to imitate walking as if on the ground, you are shouting and crying out and hearing nothing but the disappearance of sounds”), e de acariciar ou rasgar melodias, elevando-se em incendiados espasmos eléctricos. Experimentem olhar os videos de "Spring Breeze" e "Our Ballad" sem ajoelhar imediatamente. Se forem capazes.

17 February 2021

TESOURO OCULTO
 
Hiperson - Bildungsroman (álbum integral aqui)
 
No Ocidente, nos últimos anos, não se publicou nem um só álbum melhor do que Shanghai Void, dos Stalin Gardens (descrito como “millions of crystal chandeliers crashing over Balinese ricefields at sunset"), Dong2, de 33EMYBW ("samples" distorcidos de cânticos da minoria Dong do sul da China em labirintos de electrónica iridescente), Walking in a Boundless Dream, de Guzz (timbres instrumentais de Myanmar, Índia e Japão digitalmente simulados, num luminoso puzzle sonoro), Idle Archipelago, dos Foster Parents (“math rock” cenograficamente detalhado), ou o imenso Utopian Daymare, de Hai Qing e Li Xing (o confronto entre rudes melodias de inspiração mongol, razias eléctricas de guitarra e "sheng" amplificado, curto-circuitos de trompete radicalmente "free" e cenários de um Morricone asiático).
Esses e outros não menores – Carsick Cars, Snapline, Joyside, SMZB, Chinese Football, Shanren, Gong Gong Gong, P.K. 14, Fazi –, oriundos de Pequim, Xangai, Cantão, ou Wuhan, publicados por editoras como Maybe Mars, SVBKVLT, Modern Sky, Merrie Records e apoiados por clubes, fãzines, distribuidoras de cassetes e uma activíssima rede DIY. Um tesouro que permanece inexplicavelmente oculto apesar de totalmente acessível em publicações online, blogs, no YouTube, Bandcamp e SoundCloud (segue para aqui)