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24 April 2010

AINDA NÃO TERÁ SIDO EXACTAMENTE ISSO MAS HÁ QUE CONTINUAR O ESFORÇO PARA APROXIMAR OS ELEITOS DOS ELEITORES



Pode dizer-se que, no fundo, nada se passou de muito diferente do que todos os dias, com transmissão pelo canal Parlamento, ali acontece. Não é abusivo pensar-se que - por vários motivos - assenta bem à AR a designação de "Casa de Tolerância". Caso se tenha tratado de gente da ala política católico-conservadora (e esperando que tenham procedido de acordo com as determinações da Vaticano S.A. e do professor Pedro Arroja), não deixa de ser um admirável incentivo à inversão de sentido da curva demográfica. Mas, acima de tudo, faça-se justiça a quem tão justificadamente a merece: iniciar a actividade parlamentar às 7 da manhã é ou não é um magnífico exemplo para todos nós?...

(2009)

25 February 2010

E AINDA DIZ O PESSOAL DO "ÍPSILON" QUE A LITERATURA PORTUGUESA NÃO É NADA QUE SE RECOMENDE NA CAMA...


Na minha meninice devorei os romances de Harold Robbins: nessas narrativas corajosas, em palavras duras, os protagonistas ficavam multimilionários e conduziam bólides nas 24 Horas Le Mans. Mal sabia o dr. Pais do Amaral que anos depois cumpriria as aspirações de uma criança intoxicada por má literatura.

O que me agradava sobremaneira nas aventuras dos canalhas mais ricos do mundo era a exibição das suas acrobacias eróticas: esses homens, leitor, tinham falos, e esses falos, leitor, só conheciam dois estados — ou estavam erectos ou, hélas, entumescidos. Pontualmente também os encontrávamos rijos, túrgidos, e até mesmo, se a memória não me falha, tumefactos — mas nunca, nunca por amor de deus se achavam moles, tenros, frouxos, indolentes ou descaídos.

Recordo um capítulo em particular, no qual o protagonista fodia uma groupie platinada com mamas grandes e botas à cowgirl no jacuzzi de uma penthouse com vista para o rio Hudson — se não foi isto, perdoem a liberdade poética. Pouco antes do orgasmo a mulher gritava com arrebatamento:

— Ben, tu és o maior!
E ele responde, entre duas bombadinhas:
— Obrigado, Mandy.
E ela retorque, triunfante:
— Eu não sou a Mandy, sou a Sandy. Mas podes chamar-me o que quiseres, desde que continues a foder.

Ao assistir à entrevista de José Sócrates na semana passada compreendi finalmente a natureza da relação entre os portugueses e o primeiro-ministro: ele pode dizer o que quiser, desde que continue a fodê-los. (daqui)

(2010)