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26 March 2025

Bonnie Dobson - "Time"

(sequência daqui) Nada, porém, que fosse obstáculo para tudo quanto Bach, Vivaldi, Haendel, Scarlatti, ou Monteverdi tinham para nos legar. Ou para que, dois séculos mais tarde, no perímetro da música popular anglo-americana, "baroque pop" – ou "chamber pop", ou "orchestral pop" - designassem o exacto oposto do que, originalmente, Rousseau e colegas fustigavam: uma música serenamente bucólica, docemente pastoral, na qual a mera presença de quartetos de cordas, cravos, flautas ou aéreos corais bastava para, nas palavras de Bob Stanley (membro dos Saint Etienne, jornalista e erudito curador de American Baroque - Chamber Pop And Beyond 1967 - 1971), "criar uma sensação de melancolia outonal bem distinta do rock'n'roll tal como Eddie Cochran o entendia". Já nos tinha oferecido Tea & Symphony: English Baroque Sound 1968-1974 (2020), descendente indirecto de Come Join My Orchestra: The British Baroque Pop Sound 1967-73 (2018). Neste 3º volume, há 24 novas hipóteses de descoberta.

31 May 2020

Fiona Apple – "Ladies"
(daqui)

G. F. Haendel - Watermusic (Part III: Hornpipe-Menuet-Rigaudon) - The English Bach Festival Orchestra, dir. Christopher Hirons

13 March 2020

Retiro tudo o que disse
DEUS EXISTE!!!...


Haendel - "Hallelujah" (Royal Choral Society & Royal Philharmonic Orchestra)

Edit (16.53) desconsolado - ... era bom demais para ser verdade... aparentemente, o Coronacoiso, quando viu onde tinha ido cair, aterrorizado com o risco de contrair o Bolsovírus, saltou fora

02 October 2017

A ARTE DE FURTAR 


Dói. Dói muito ver um dos mais proeminentes vultos da cultura lusa, condecorado com a medalha de Chevalier de l’Ordre des Arts et des Lettres pelo governo francês, membro da comissão de honra da candidatura do edil da Grande Alface, investigador no âmbito da cardiologia poética – "Coração Vagabundo", "Pobre Do Meu Coração", "Português de Alma e Coração", "Coração Perdido", "Dois Corações Sozinhos" – e taumaturgo extraordinário (“Contaram-me que um médico de uma pessoa que estava em coma (...) pos-lhe nos ouvidos uns ‘headphones’ com uma música minha e ela começou a reagir”), ser acusado de 11 crimes de usurpação e de outros tantos de contrafacção. Mas, bem mais doloroso do que isso, é assistir ao seu acto de contrição público: "Eu não plagiei com a vontade de copiar uma canção (...) Assumi que há 20 anos (...) fiquei demasiadamente colado à canção na qual bebi e me inspirei. Eu nunca plagiei com vontade de plagiar". Gesto totalmente desnecessário, aliás!... Porque é esse, justamente, o ponto: nada há de que arrepender-se a menos que se deseje apagar nove décimos da história da música.


“Os artistas menores tomam de empréstimo mas os grandes artistas roubam”, terá dito Igor Stravinsky (embora a citação seja igualmente atribuida a Faulkner, Eliot e Picasso o que só lhe reforça a autoridade) e ele sabia bem do que falava – só para o bailado Pulcinella, apropriou-se de diversos temas de Pergolesi, Gallo, Van Wassenaer, Chelleri, Ignazio Monza e Alessandro Parisotti. Sem ser necessário elaborar inventários exaustivos nem recuar até à Idade Média, bastará, por exemplo, recordar a listinha de colegas cujas obras Haendel meteu ao bolso (Gottlieb Muffat, Johann Caspar Kerll, Corelli, Scarlatti, Telemann, Stradella, Erba, Franscesco Urio, Nicolaus Strungk, Friedrich Zachow...), a enorme “inspiração” que Michael Haydn ofereceu a várias obras de Mozart, ou a imensa sombra de Beethoven que paira sobre a Primeira Sinfonia de Brahms, a qual, por sua vez, assombra a Terceira, de Mahler, cavalheiro também nada avesso a canibalizar peças de Rott, Rossini e Liszt. O furto é, de facto, intrínseco à História da Música e bastaria que alguém tivesse dado a ler ao nosso bravo Chevalier Theft! A History Of Music, de James Boyle e Jennifer Jenkins, para que ele pudesse ter enfrentado as adversidades com outro ânimo. Está ai, "online", pronto para, digamos, ser “roubado”, ao abrigo de uma licença dos Creative Commons. Apesar das 260 paginas, sendo uma obra de BD, até não cansa muito a cabeça.

03 December 2015

G.F.Haendel - Water Music 
(English Baroque Soloists - dir. John Eliot Gardiner) 

02 December 2015

BRITISH OCEAN POWER

  
As "brass bands" e, em particular, as "colliery brass bands" – bandas filarmónicas de trabalhadores das minas de carvão – são das mais vibrantes manifestações culturais das comunidades populares e operárias britânicas. Surgiram no início do século XIX – a mais antiga e ainda em actividade, Stalybridge Old Band, dos subúrbios de Manchester, foi fundada em 1809 – e desempenharam sempre o papel de orgulhosas guardiãs das identidades locais. Exactamente há 30 anos, após doze meses de greve geral contra o programa de Margaret Thatcher para o encerramento de mais de centena e meia de minas, os mineiros de Grimethorpe (a aldeia mais pobre do Reino Unido), derrotados, reuniram-se no centro da povoação e marcharam de regresso ao trabalho, significativamente, atrás da Grimethorpe Colliery Band, a mais celebrada "brass band" britânica que viria a figurar no filme Brassed Off (1996), justamente acerca da dramática desactivação do pit de Grimethorpe. Se, em The Unthanks with Brighouse and Rastrick Brass Band (2012), o grupo das irmãs de Northumbria passara já o seu reportório pelo crivo dos aclamados sopros do West Yorkshire, agora, foi a vez de os vizinhos de Cumbria, British Sea Power, fazerem o mesmo com a Foden’s Band (de Cheshire) e a londrina Redbridge Brass Band. 



Nada de verdadeiramente extraordinário se tivermos em conta que os autores de The Machineries Of Joy e Valhalla Dancehall ostentam no currículo actuações na Grande Muralha da China, no observatório de Jodrell Bank ou a bordo do Cutty Sark (o último veleiro da rota do chá e património nacional da genuína força naval britânica) numa noite particularmente tempestuosa de 2013 em que, durante a projecção do documentário From The Sea To The Land Beyond, interpretaram ao vivo a banda sonora que, para ele compuseram. Sea Of Brass (em CD de estúdio ou "box-set" de 3CD, incluindo gravações ao vivo, e DVD) é, então, literalmente, a ampliação da banda para um autêntico British Ocean Power, um exercício milagrosamente feliz de "over the topness" sem remorsos, no qual os arranjos de Peter Wraight não ambicionam respeitabilidade erudita mas sim um registo festivo e celebratório, quem sabe, muito apropriadamente inspirado pela Water Music, de Haendel. 

21 January 2012

O OBJECTIVO - ALEGRAR O P.O.V.O. - NUNCA FOI EXTRAORDINARIAMENTE DIFERENTE MAS, AO MENOS, HÁ 263 ANOS, A MÚSICA ERA DO HAENDEL









Edit (22.01.12): e parece que o p.o.v.o. se alegrou mesmo.

(2012)

25 December 2010

CANTAI CÉUS E TERRA POIS QUE A 25 DE DEZEMBRO 
SE CELEBRA O NASCIMENTO DE...


"La Réjouissance"/Music For The Royal Fireworks - G F. Haendel (dir. Jordi Savall)

1583 – Orlando Gibbons

1584 – Margarida da Austria

1642 – Isaac Newton

1886 – Kid Ory

1899 – Humphrey Bogart

1907 – Cab Calloway

1911 – Louise Bourgeois

1940 – Pete Brown

1943 – Hanna Schygulla

1945 – Noel Redding

1954 – Annie Lennox

1957 – Shane MacGowan

(2010)