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07 July 2009

VADE RETRO, ESTEVES TRABALHO!!!
(um alerta que tardava)



Fui procurado dias desses por D. Conceição, assídua fiel dos cultos de domingo e mãe de três filhos, o mais velho dos quais já não via há algum tempo. Procurava-me justamente por conta desse. Segundo ela, o Lucas (o filho mais velho) estava indo por um mau caminho, e já não sabendo o que fazer procurou a minha pessoa em busca de orientação. Ocorre que o Lucas, já em seus vinte e poucos anos, não mais queria saber da mãe ou da família. Havia arranjado um bom emprego em uma empresa local, se mudado para uma casa em uma região boa da cidade e aparentava estar vivendo bem. Porém, por trás do aparente sucesso, D. Conceição disse que Lucas colecionava dívidas e mais dívidas, sendo necessário ajudá-lo financeiramente todos os meses, algo que se tornava cada vez mais difícil tendo em vista que também era necessário cuidar dos dois outros filhos. Apesar das dívidas, Lucas sempre andava bem vestido e com todos os aparelhos eletrônicos da moda.



Qual era então a explicação para tamanho infortúnio? Perguntei então, qual era a última vez que havia falado com Lucas. Ela disse que havia sido na última sexta-feira, e que o mesmo havia lhe pedido dinheiro para comprar um celular novo. Ela respondeu que ele havia acabado de comprar um celular novo há coisa de dois, três meses, e que não havia motivo para ele trocar de celular novamente. Irritado, Lucas então desligou o telefone. Indaguei então sobre a marca do aparelho. Do limitado conhecimento de D. Conceição, que o descreveu como um aparelho “inglês ou francês”, constatei que era da marca Apple, após ela descrever o logotipo, que era de uma maçã faltando um pedaço. Foi aí, então, que tudo começou a ficar mais claro para nós. A maçã, como bem sabem, foi o fruto do pecado original. Assim diz Gênesis 3:3: “Mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis para que não morrais”. Comendo então do fruto proibido, instigados pela serpente, Adão e Eva foram expulsos do Paraíso. Certamente o leitor reconhecerá a referência no logotipo do celular em questão, que reproduzo abaixo:



O fato de um pedaço estar faltando é evidência irrefutável que trata-se de uma referência ao pecado original. O que muita gente infelizmente não sabe, seja por ignorância, ou seja por obra do Satanás, é que a empresa em questão foi fundada às escondidas em 1945 por uma seita satânica nos Estados Unidos, mas apenas em 1976 se tornou pública, sendo assumida por Steve Jobs (Esteves Trabalho). Para conseguir poder econômico, lançam produtos eletrônicos consagrados ao Satanás com a referência à maçã do pecado. Assim, ao comprar um produto dessa empresa, é como se o comprador estivesse cometendo o mesmo pecado de Adão e Eva, ofendendo o Senhor Jesus Cristo, distanciando-se do paraíso e resignando-se a uma vida de eterno sofrimento. “E a Adão disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher, e comeste da árvore de que te ordenei, dizendo: Não comerás dela, maldita é a terra por causa de ti; com dor comerás dela todos os dias da tua vida” (Gênesis 3:17).


A Queda de Satanás - Gustave Doré
para o
Paradise Lost, de Milton (1866)

Mais preocupante de tudo é o mal é tão suplantado que a pessoa se vicia nos produtos da tal forma a ponto de nunca estar satisfeita com o que tem e sempre precisar comprar os últimos lançamentos (que não são nada baratos, por sinal), chegando até mesmo a se endividar para sustentar o vício, como de fato foi o caso com Lucas. iPods, iPhones, iMacs, iXboxs. A letra ‘i’, abreviatura de Inferno. “Sejam vossos costumes sem avareza, contentando-vos com o que tendes; porque ele disse: Não te deixarei, nem te desampararei” (Hebreus 13:5). Sendo assim, aconselhei D. Conceição a se livrar de todos os produtos da marca possuídos por Lucas, além de não fornecer mais dinheiro algum para compra dos mesmos. Ofereci-me para tratar dos aparelhos pessoalmente, visto que ela não conhecia ninguém para fazer o trabalho e que trata-se de artefatos perigosos. Também recomendei trazer o Lucas urgentemente para que possamos proceder com o descarrego. Que o exemplo sirva de alerta aos caros leitores do blog. Caso possuam aparelhos da tal marca, ou conheçam algum parente ou amigo que os tenham, livrem-se deles imediatamente e os informem sobre a natureza deles e dessa empresa demoníaca. “Sabei que o SENHOR é Deus; foi ele que nos fez, e não nós a nós mesmos; somos povo seu e ovelhas do seu pasto” (Salmos 100:3). (aqui)

(2009)

12 June 2009

O AMOR DA JULIETA


Charles Ogier de Batz de Castelmore, Comte d'Artagnan
(estátua de Gustave Doré)

Esta deve ser daquelas que, em modo-resposta-falhada-de-concurso-de-TV, se costuma justificar com o magnífico "Ah e tal... nessa altura, eu ainda não tinha nascido". Seja a pergunta "em que ano foi a Revolução Francesa?", "quem escreveu A Filosofia na Alcova?" ou "a soma dos quadrados dos catetos é igual ao quadrado de hipotenusa é o enunciado do Teorema de: a) José Sócrates?; b) Pitágoras?; c) José Mourinho?". Mas foi, até agora (ontem), um dos grandes momentos de cinema de 2009: na sequência inicial de O Almoço de 15 de Agosto, de Gianni Di Gregorio, um já não-jovem filho lê à praticamente mumificada mãe uma passagem de Os Três Mosqueteiros, de Alexandre Dumas. Primeiro, franze-se o sobrolho. Depois, sai um "OMG!...". A seguir (acontece, pelo menos, três vezes), são puríssimas epifania, poesia e amor: o bom do "D'Artagnan" aparece sempre, sempre, sempre traduzido nas legendas como... "Dartacão"!. O qual, sendo "o amor da Julieta", só pode ser, naturalmente, uma personagem de Shakespeare. William Shakespeare, aquele actor do filme do Baz Luhrmann.



(2009)

05 April 2009

A PLENITUDE DE ABRIL



Ao terceiro número da "Revista Plenitude" que, numa meritória atitude de desprendimento cristão, o "Público" distribui gratuitamente no primeiro domingo (o dia do Senhor) de cada mês, a política de frente unida dimitroviana - que, à vanguarda teológica do bispo Edir Macedo, sua filha, Cristiane, e outros elementos menos notórios, agrega "compagnons de route" vários -, amplia-se, reforça-se e sofistica-se. Em Abril, 25 oblige, as portas do templo abrem-se à esquerda: Jerónimo de Sousa em grande entrevista, Pedro Barroso - "senhor da voz, do poema, da arte, alma da intervenção" -, uma panorâmica de "35 Anos de Democracia" e outros detalhes cenográficos. Notáveis como sempre, as crónicas de Joaquim Jorge, fundador do Clube dos Pensadores - "Seria importante medir os indicadores de Felicidade Interna Bruta inseridos no PIB" -, José Branco, gestor financeiro - "O nosso dia-a-dia (...) vai-nos retirando o que é mais importante: em primeiro lugar, a nossa comunhão com Deus" -, do "maître-à-penser", Edir - "o que nos purifica das nossas transgressões e vicissitudes humanas é o sangue sacrificial de Jesus" -,


"Adão e Eva no Paraíso" - Gustave Doré para
o Paraíso Perdido, de Milton (1866)


e da diva do Senhor Santo Cristo, Cristiane - "Há milhares de anos, a primeira mulher foi criada. Eva vivia no Paraíso e tinha tudo o que necessitava. Sentia-se feliz e realizada em todos os sentidos e o plano de Deus era que desse à luz muitas outras mulheres que viessem a ser tão felizes quanto ela. Contudo, Eva decidiu andar sozinha, segundo o seu coração. Acabou por abandonar o seu Criador, o seu Pai e Melhor Amigo. Desde então, as mulheres têm nascido sem ter a menor noção de quão especiais são. E porquê? Porque não entendem que só se sentirão realizadas quando buscarem a Deus; o Verdadeiro Namorado e Tesouro do Coração, além de Melhor Amigo e Pai!".



Mulher especial é a "cover girl", Cláudia Vieira, que confessa sonhar com o cargo de Ministra da Cultura ("A minha grande aposta seria a divulgação da nossa História"), dá conselhos a Sócrates ("O nosso Primeiro Ministro passou uma imagem de credibilidade no início do mandato mas não está com a estratégia certa nem com as pessoas certas a ajudá-lo"), aprova Obama ("O espírito e a forma de comunicar de Barack Obama são os correctos. É uma pessoa positiva e está bem rodeada") e considera a imprensa nacional "perigosa" - "à excepção de revistas como a 'Plenitude' que têm credibilidade". Não abdicando da sua linha editorial, mesmo as páginas de publicidade se dirigem aos anseios espirituais e existenciais do povo: o "Desafio da Fé", de sexta-feira santa, no Estádio do Restelo (centrais), o "Curso Gratuito Sobre Estratégia Profissional" ou o "Festival de Novos Talentos Gospel", com a participação de Soraya Moraes:



Que a colaboração entre o "Público" e a "Revista Plenitude" nos continue a trazer muitos outros momentos de grande prazer na leitura como estes!

(2009)