... talvez passar os olhos por umas linhas de George Steiner evitasse alguns disparates...
Showing posts with label George Steiner. Show all posts
Showing posts with label George Steiner. Show all posts
04 May 2022
29 January 2021
“'São muitas décadas de empobrecimento e de secundarização das Humanidades'
António Carlos Cortez, “Explicar André Ventura ou um aviso à navegação”, in PÚBLICO, 25/01/2021
Gostaríamos de acreditar nesta tese de que as Humanidades imunizam
contra o Mal; e de que elas inoculam um reforço cívico. Infelizmente
(mas não teríamos também muito a perder com esta tese transformada em
axioma?), tal não se verifica. Nem precisamos, para refutá-la, de
recorrer ao exemplo de George Steiner, formulado mais ou menos nestes
termos: como é que tão perto de Weimar nasceu o campo de Buchenwald? * De
resto, a interrogação a que Steiner tenta responder não tem uma lógica
diferente da afirmação de António Carlos Cortez, na medida em que também
pressupõe uma superioridade moral, cívica e civilizacional das
Humanidades. Ambos, no fundo, continuam a querer tornar operacional uma
oposição que já Burckhardt, no final do século XIX, tinha dito que era
não pertinente: a oposição entre civilização e barbárie. Por outro lado,
a quantidade de celerados, terroristas e energúmenos que integram com o
seu génio a história das Humanidades deita por terra esta tese
benevolente" (AG)
* ver aqui
27 September 2017
O paleio comentadeiro acerca de os eleitores de Oeiras (onde o nível médio de educação é o mais elevado do país) irem, aparentemente, voltar a estender a passadeira vermelha a um "ex-con" podia, talvez, incluir no raciocínio o facto de os neo-fachos boches da AfD serem o "partido dos professores universitários"; e, já agora, passar também os olhos por uns parágrafos de George Steiner.
23 March 2014
"(...) The Mozart Effect has been debunked; listening to Mozart does not, in fact, make kids smarter. But the idea that classical music is good, and good for you, remains. Indeed, the fable we’ve built up for ourselves about classical music’s goodness may hinder the dissemination of certain kinds of contemporary classical music. If classical music, with its rules of tonality and harmony and its set, classical forms of concerto, symphony and quartet, is perceived, even unconsciously, as a moral entity, people may react negatively when music posing under the classical mantle doesn’t express the kind of 'good' they expect from it. And from here, it is but a short step to the idea that classical music is morally superior — that it makes you not only better, but better than others (...)". (aqui; ler George Steiner aqui e aqui)
13 October 2011
24 July 2011
A IMPOTÊNCIA DA CULTURA, DA EDUCAÇÃO E DA CIVILIZAÇÃO PERANTE A TENAZ PERSISTÊNCIA DO SELVAGEM TRIBAL, ASSEADO E PERFUMADO, O TIPO DE MONSTRO COM QUEM SE IRIA, FACILMENTE, JANTAR
No país "onde os políticos são vistos a andar de bicicleta ou metro sem medidas de segurança" e "a família real anda também livremente (o pai do actual rei usava mesmo o comboio para ir de férias)" *, surge o manifesto:
"We, the free indigenous peoples of Europe, hereby declare a pre-emptive war on all cultural Marxist/multiculturalist elites of Western Europe. ... We know who you are, where you live and we are coming for you. We are in the process of flagging every single multculturalist traitor in Western Europe. You will be punished for your treasonous acts against Europe and Europeans.(...) In order to successfully penetrate the cultural Marxist/multiculturalist media censorship, we are forced to employ significantly more brutal and breath-taking operations, which will result in casualties". (aqui)
* citado do "Público" de hoje
"As bibliotecas, museus, teatros, universidades, centros de investigação, nos quais e através dos quais a transmissão das humanidades e das ciências tem fundamentalmente lugar, podem prosperar na vizinhança dos campos de concentração. (...) As qualidades mais manifestas de receptividade literária, de sensibilidade estética, podem coexistir num mesmo indívíduo com comportamentos característicos da barbárie e politicamente sádicos. Homens como Hans Frank, que administrou a 'solução final' na Europa de Leste, foram conhecedores ávidos e, nalguns casos, executantes das composições de Bach e Mozart. Sabemos de membros da burocracia dos torcionários e das câmaras de gás que eram admiradores e estudiosos de Goethe ou de Rilke". (George Steiner, No Castelo do Barba Azul)
Labels:
Bach,
George Steiner,
Goethe,
identidade,
livros,
Mozart,
política,
Rilke
Subscribe to:
Posts (Atom)