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26 December 2024

 LIMPEZA, RESTAURO E RECONSTRUÇÃO


Não há forma de lhes fugir. Pode atribuir-se-lhes muita, pouca ou nenhuma importância mas, a partir do momento em que, mais ou menos espontaneamente, surgem, é garantido que - para além do que de valioso produzam - a indústria rapidamente fará tudo o que estiver ao seu alcance para as esterilizar, normalizar, infinitamente replicar e converter em marcas registadas. Falo, naturalmente, das inúmeras "scenes" que, numa interminável corrida de estafetas, recebem o testemunho da anterior e logo o passam à seguinte. Breve revisão: o “eixo-Liverpool/Manchester” (Joy Division, Echo & The Bunnymen, The Teardrop Explodes, Smiths); a breve mas intensa "no wave" novaiorquina; o lerdo grunge de Seattle; a coreografia química de Madchester; o "british jazz revival" de Sade, Weekend/Working Week ou Everything But The Girl; a languidez de Bristol; enfim, a cintilante polivalência da "Brooklyn scene" (Dirty Projectors, Vampire Weekend, The National, My Brightest Diamond). (daqui; segue para aqui)

Lone Justice - "Teenage Kicks"

16 May 2008

YMG: DERIVAÇÃO Nº 2
 

 
Weekend - Live At Ronnie Scott’s
 
Após uma única cintilação de luz num cristal de gelo – Colossal Youth, de 1980 – os Young Marble Giants, em 1982, haviam-se já fracturado nas suas três componentes: Alison Statton, Stuart e Phil Moxham. Nenhuma viria a atingir o estatuto de paradigma absoluto do minimalismo pop que ficaria para sempre na posse dos YMG mas, nem por isso, a cada um deles, ficaríamos a dever música menor. Primeira derivação (com os Gist) da cisão, os Weekend, em La Varieté (1982), inventaram praticamente sozinhos o jazz/bossa/lounge revival britânico do início dos anos 80 do qual (com graus variáveis de relevância) emergeriam Sade, Carmel, os Everything But The Girl ou Style Council. Alison Statton, Spike e Simon Booth gravariam apenas esse álbum de estúdio (Booth transformaria a banda em Working Week e Alison e Spike comporiam a meias) e despedir-se-iam, com este Live At Ronnie Scott’s (imensamente enriquecido pela participação do pianista de jazz, Keith Tippet), originalmente um mini LP de cinco faixas e, agora, nesta reedição, magnanimamente expandido para o triplo, via “bootlegs”, gravações de rádio e faixas de 12”. Numa palavra: precioso. (2008)