Ornette Coleman - "Ramblin'"
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22 May 2025
22 September 2016
JANOTA
Tony Visconti, o produtor de 13 álbuns de David Bowie, conta à “Uncut” que, embora não de uma forma absolutamente inflexível, este levava muito a sério o princípio artístico de não promover em palco a obra passada. O mesmo se aplicava no que respeita à habitual estratégia de reedições sobrecarregadas de demos, faixas inéditas, outtakes: “David tinha uma opinião muito firme de que um álbum concluído era um álbum concluído”. E tudo o que, posteriormente, se lhe acrescentasse seria, invariavelmente, supérfluo. Inevitavelmente, ao longo de inúmeras republicações e mudanças de editora, isso seria muito poucas vezes respeitado. Por maioria de razão, após a sua morte em Janeiro passado, ninguém acreditaria que a Parlophone fosse capaz de travar o impulso para, de acordo com a máxima “the best rock star is a dead rock star” (traduzida por Tom Waits para “o que o show-business tem de mais bonito é que é a única actividade em que se pode ter uma carreira depois de morrer”), tirar o máximo partido do catálogo de Bowie. Não travou.
Who Can I Be Now? (1974-1976), "box-set" incluindo Diamond Dogs, Young Americans, Station To Station (original e com remistura de 2010), David Live (original e com remistura de 2005), Live @ Nassau Coliseum 1976 e Re:Call 2 (colectânea de versões em single e lados B), centra o grande alarido promocional no suposto facto de conter também “um disco nunca antes editado”, The Gouster. A multidão de fãs ouve falar em "lost album" e, pavlovianamente, saliva. Mas só até se dar conta de que, afinal, não é mais do que a primeira encarnação de Young Americans – “os despojos esborrachados da música étnica tal como ela sobrevive na idade do Muzak rock, escrita e cantada por um britânico branco”, Bowie dixit -, antes de ter legado quatro das sete faixas à versão definitiva, havendo, entretanto, as restantes sido integradas, mais tarde, em diversas reedições e compilações.
Vale a pena, porém, conhecer a história do título: em plena “fase americana”, Bowie precisava de uma nova personagem que desse corpo ao que ficaria conhecido como "plastic soul" (para a edificação da qual recrutou os músicos Carlos Alomar, Luther Vandross e Andy Newmark, baterista de Sly and the Family Stone). Descobriu-a no guarda-roupa do trompetista de jazz, Don Cherry (pai de Ava Cherry, namorada da altura e corista da banda), inspirado no estilo "gouster"/janota dos "gangsters old-school" – calças largas, suspensórios e gravata – que uma canção ("The Gouster", 1964) do grupo vocal negro de Chicago, The Five-Du Tones, consagraria. Recorda, agora, Ava Cherry que, no final da digressão durante a qual Bowie vestiu um dos fatos de Don, quando ela lhe pediu que o devolvesse, ele se recusou a fazê-lo: “Nem pensar, isto sou eu!”
31 May 2014
Amiri Baraka/LeRoi Jones (c/ Sonny Murray, Albert Ayler, Don Cherry e Henry Grimes) - "Black Art"
We want “poems that kill”.
Assassin poems, poems that shoot guns.
Poems that wrestle cops into alleys
and take their weapons leaving them dead
with tongues pulled out and sent to Ireland.
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