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28 October 2008

SÃO OS MELHORES QUE SE VÃO
Gerard Damiano (1928 - 2008)




"Gerard Damiano, director of the pioneering pornographic film that lent its name to the Watergate scandal whistle-blower known as Deep Throat, has died. He was 80. Damiano died Saturday at a Fort Myers hospital, his son, Gerard Damiano Jr., said Monday. He had suffered a stroke in September. 'He was a filmmaker and an artist and we thought of him as such', the younger Damiano said. 'Even though we weren't allowed to see his movies, we knew he was a moviemaker, and we were proud of that'. Damiano's Deep Throat was a mainstream box-office success and helped launch the modern hardcore adult-entertainment industry. Shot in six days for just $25,000, the 1972 flick became a cultural must-see for Americans who had just lived through the sexual liberation of the 1960s" (USAToday)



(2008)

11 July 2007

ORO-FARINGE



Vários (BSO) - Deep Throat (Anthology Parts I & II)

Em 1972, o cinema pornográfico entrou para a história da cultura do século XX. Ou entrou, digamos, oficialmente. Gerard Damiano (realizador), Linda Lovelace, Harry Reems (actores/atletas sexuais) e uma história à volta de uma peculiar anomalia anatómica — como estimular um clitoris situado na garganta da sua possuidora? — fizeram de Deep Throat/Garganta Funda não apenas motivo de escândalo e polémica moral/civilizacional como um ícone de época. E, já agora, alegadamente, o mais rentável filme de sempre: realizado com um orçamento de 25 000 dólares, viria a gerar 600 milhões em 33 anos.



Foi deixando também rasto meta-cultural: "Deep Throat" seria o nome de código da personagem misteriosa que passou informação aos investigadores do caso-Watergate (e também daquela outra, simétrica, da série X-Files), Inside Deep Throat, documentário de Fenton Bailey e Randy Barbato, foi recentemente exibido em Cannes e, aparentemente, após a queda de Saddam Hussein, as proezas oro-faríngicas de Linda Lovelace terão sido das primeiras imagens "libertadas" a ser exibidas publicamente em cinemas do Iraque. Para o culto, contribuiu também o facto de Damiano se encarar como "autor" (e não mero funcionário do plano cinematográfico-Papa Nicolau), obcecado com os mais ínfimos detalhes. Nomeadamente, a banda sonora agora recuperada que concebeu como algo diferente da pura aeróbica vigente no género. Não serão momentos musicais extraordinariamente memoráveis — funk competente "de época" (mas "Love Is Strange" até não é nada de deitar fora...), balada romântica setentista, "easy listening", atmosferas quase-bondianas — mas documento histórico é já de certeza.
(2005)