Christopher Hitchens on Israel and Zionism
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03 November 2023
30 January 2020
Joan Baez - "I Dreamed I Saw Joe Hill Last Night"
Phil Ochs - "The Ballad of Joe Hill"
Billy Bragg -"I Dreamed I Saw Phil Ochs Last Night"
Christopher Hitchens about Phil Ochs and politics
28 September 2018
E qualquer pretexto é bom para recordar Christopher Hitchens: "The four most over-rated things in life are champagne, lobster, anal sex, and picnics” (ainda que só de acordo quanto aos picnics)
04 December 2017
06 June 2016
Deathbed conversion? Never. Christopher Hitchens was defiant to the last - There was no deathbed conversion to Christianity, despite the claims of a ‘strange, spiteful book’
"In death, Hitchens provided a further reason for militant rejection of religion: its creepiness" *
Creepy, indeed:
Creepy, indeed:
* ... recorrente
07 May 2016
Paulo Varela Gomes não foi Christopher Hitchens; mas isso não atenua o nojo perante o repugnante aproveitamento póstumo da sua derradeira vulnerabilidade
27 July 2015
31 May 2015
28 August 2014
Hunting people for Jesus
"One Monday in May, I was setting off from Washington to Colorado Springs, home of the United States Air Force Academy. I had kindly been invited by the academy’s 'freethinkers association', a loose-knit group of cadets and instructors who are without religious affiliation. As I was making ready to depart, and checking my e-mail, I found I had been sent a near-incredible video clip from the Al Jazeera network. It had been shot at Bagram Air Force Base last year, and it showed a borderline-hysterical address by one Lieutenant Colonel Gary Hensley, chief of the United States’ military chaplains in Afghanistan. He was telling his evangelical audience, all of them wearing uniforms supplied by the taxpayer, that as followers of Jesus Christ they had a collective responsibility 'to be witnesses for him', Heating up this theme, Lieutenant Colonel Hensley went on: 'The Special Forces guys, they hunt men, basically. We do the same things, as Christians. We hunt people for Jesus. We do, we hunt them down. Get the hound of heaven after them, so we get them in the kingdom. Right? That’s what we do, that’s our business' (...)" (In Defense of Foxhole Atheists - Christopher Hitchens)
21 November 2013
PRÉMIO CHRISTOPHER HITCHENS POP 2013
Cab Calloway - "It Ain't Necessarily So"
Não é sequer necessário ir desenterrar exemplos ao sector mais radicalmente blasfemo da metalomecânica pesada do rock para nos apercebermos de como aqueles que alertam para que a música popular é uma insidiosa arma do demo têm (do seu ponto de vista, claro) uma certa dose de razão. Podemos começar lá atrás, em 1935, com "It Ain't Necessarily So" em que os alegadamente ateus George e Ira Gershwin, na ópera Porgy And Bess, induziam as almas a duvidar do Good Book (“They tell all you children the devil's a villain, but it ain't necessarily so! The things you’re liable to read in a Bible ain’t necessarily so”). Pulando para 1972, em "God’s Song", Randy Newman dava a palavra ao Poder Supremo e obrigava-o a confessar “I burn down your cities, how blind you must be, I take from you your children and you say how blessed are we, you must all be crazy to put your faith in me, that's why I love mankind, you really need me”.
Mas, mesmo considerando a decisiva contribuição dos Monty Python para a subversiva demolição do espírito do Natal (“Fuck Christmas, it's a fucking Disney show, fuck reindeer and all that fucking snow, fuck carols and fuck Rudolph and his stupid fucking nose”), até agora, por entre muitas outras, o grau 7 do “espectro de possibilidade teísta” de Richard Dawkins (“ateísmo integral: eu sei que Deus não existe, com a mesma convicção que Jung sabe que ele existe") estava, desde 1986, inexpugnavelmente ocupado por "Dear God", dos XTC: sob forma epistolar, Andy Partridge dispara perguntas incómodas (“Did you make mankind after we made you?”), põe em causa os direitos de autor da Bíblia (“Us crazy humans wrote it (...) Still believin' that junk is true, well, I know it ain't and so do you") e remata, violentamente, com “If there's one thing I don't believe in, it's you”).
A poucas semanas dos balanços de final de ano e seis meses depois da publicação, deve dizer-se que Modern Vampires Of The City, dos Vampire Weekend, sem fazer grande escândalo, ameaça tão duradouro lugar. A refrega com o sobrenatural dá os primeiros sinais em "Unbelievers" (“We know the fire awaits unbelievers, all of the sinners the same, girl you and I will die unbelievers bound to the tracks of the train”), em "Everlasting Arms" (citação do Deuteronómio 33:27), alude ao Dies Irae e ao Aleluia de Haendel, e comenta “I took your counsel and came to ruin, leave me to myself”, mas é em "Ya Hey" que, sob a mais pura e erudita ligeireza pop (batida marcial, serpentinas de piano, baixo elástico, coros "mock-gospel", inversão de "Hey Ya" dos Outkast, citação "spoken word" de Desmond Dekker e Stones, e registo vocal-Chipmunks, no refrão, para parodiar JeováYaveh/Ya Hey), o desinteresse do suposto criador pelas suas criaturas é frontalmente desafiado (“And I can't help but think, that you've seen the mistake but you let it go, through the fire and through the flames, you won't even say your name, only ‘I am that I am’, but who could ever live that way?”) e confrontado com o falhanço (“The faithless they don't love you, the zealous hearts don't love you and that's not gonna change”). Prémio Christopher Hitchens-Pop 2013.
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19 July 2013
DULCE ET DECORUM
Em Hitch-22, Christopher Hitchens conta
como, quando universitário em Oxford, a decisão de se dedicar à escrita só foi
verdadeiramente incendiada no momento em que descobriu o seu “padrão-ouro”, ao
“embater contra o recife” da poesia de Wilfred Owen. Mais exactamente, o
devastador "Dulce Et Decorum Est", imprecação anti-militarista contra a
sanguinária selvajaria imperialista da Primeira Grande Guerra, espécie de
versão "gore" do "Dormeur du Val", de
Rimbaud. Não seria essa a última vez que o verso retirado das Odes, de
Horácio (“Dulce et decorum est pro patria
mori” – “é doce e honroso morrer pela pátria”), surgiria – ácido e
envenenado ou ironicamente brandido – como estandarte anti-guerra: ninguém
conseguirá uma noite de sono tranquilo depois de o ver projectado no genérico
final do intolerável pesadelo que é Johnny Got His Gun (Dalton Trumbo, 1971)
mas, sem descer a abismos tão profundos e escavando apenas a memória da música
popular, ele enfrenta-nos, sob modelo punk tardio, via-The Damned, em "In Dulce Decorum" (“Where I walk, where I
see the haunting flares where my friends bleed, I see the face of the enemy of
a man or boy who is just like me, and if I could ever sleep again, I know till
the end of time I'd hear their screams of pain, dulce dulce decorum”, 1987), na
voz de Regina Spektor (“After all the children being born into a time of
searching for some glory, and the lie's still repeating through the years,
dulce et decorum est pro patria mori”, em "Dulce Et Decorum Est Pro Patria
Mori", nunca editada em disco), ou, com “mori” pronunciado como “morai” para
rimar problematicamente com “tonight”, na "Drinking Song" dos Divine Comedy (“We
live in an age when no man need bother, except on the stage, with dulce et decorum est pro patria mori,
and definitely not tonight”, de Promenade). O que não impediu que a “old
lie”, como Owen a designava, continuasse a ser o lema de diversos monumentos e instituições
militares (nomeadamente da Academia Militar portuguesa).
Não sendo propriamente o género de
cometimento que esperaríamos de Ian McCulloch, Pro Patria Mori é agora também
o título de um dos volumes que constituem o duplo Holy Ghosts e,
simultaneamente, de uma das canções – épica, insistente, amargamente quase weilliana
– que tanto figura nesse como no outro que regista um concerto com secção de
cordas na Union Chapel de Londres. Se a atmosfera deste remete para os
empolgamentos orquestrais de Ocean Rain alargados a 15 temas do reportório
clássico dos Echo & The Bunnymen e algum de McCulloch a solo que os acolhem
sem quaisquer sintomas de rejeição (a música dos Bunnymen, mesmo nos momentos
mais rasgadamente eléctricos de Porcupine, teve sempre implícito um desejo de
grandiloquência), Pro Patria Mori, quarto álbum em nome individual, só num ou
noutro ponto deixa acreditar que, algum dia, a glória sonora dos Bunnymen
iniciais possa vir a ser recuperada apenas com uma das peças em actividade. Mas a genuflexão naïve de "Me And David Bowie" (“thanks
for all you showed me, how to smoke a cigarette better than anyone, how to wear
my overcoat so cool that I could freeze the sun”) tem muita piada.
13 July 2012
(O 2º ANO A SEGUIR AO) ANO DO TIGRE (XCIII)
(cortesia de Leopardo... se bem que, no universo felino, tal fosse impossível)
09 January 2012
VAMOS LÁ COM CALMA: HÁ DIVINDADES
EM QUE ATÉ UM ATEU ACREDITA...

O Nascimento de Vénus - William-Adolphe Bouguereau (1879)
"O ateísmo é a doutrina religiosa com o dogma de que Deus não existe. Embora se considere científica é uma crença como as demais, pois relativamente à divindade o ser humano nada conhece. A única coisa que podemos é formular convicções. Eu acredito que Deus existe, Hitchens tinha a certeza que não, mas ninguém realmente sabe. Um dia veremos, mas então será demasiado tarde" (mas este "então será demasiado tarde" quase parece um lapsus linguae...)
(aqui)
... e outras que nem com uma grande boa vontade...

Madonna and Child - Raffaello Sanzio (1508)
(2012)
EM QUE ATÉ UM ATEU ACREDITA...
O Nascimento de Vénus - William-Adolphe Bouguereau (1879)
"O ateísmo é a doutrina religiosa com o dogma de que Deus não existe. Embora se considere científica é uma crença como as demais, pois relativamente à divindade o ser humano nada conhece. A única coisa que podemos é formular convicções. Eu acredito que Deus existe, Hitchens tinha a certeza que não, mas ninguém realmente sabe. Um dia veremos, mas então será demasiado tarde" (mas este "então será demasiado tarde" quase parece um lapsus linguae...)
(aqui)
... e outras que nem com uma grande boa vontade...
Madonna and Child - Raffaello Sanzio (1508)
(2012)
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