Charles Schulz, Maio de 1971 (clicar na imagem para ampliar)
23 February 2016
"These monster children are capable suddenly of an innocence and a sincerity that call everything into question, sift out the detritus of the grown-up world, and give us back a world that is still and always very sweet and soft, tasting of milk and cleanliness. Thus in a constant seesaw of reactions, within a single story, or between one story and another, we never know whether to despair or to heave a sigh of optimism. But, in any case, we realize that we have emerged from the banal round of consumption and escapism, and have almost reached the threshold of meditation" (Umberto Eco)
... e, agora - pós-novo-fiasco da gripe suína, enquanto os Fripóres da vida ficam em banho-maria durante a silly season, o minicrime de lesa-pátria Ronaldogay é suavemente elidido (era só o que faltava!... uma das raras jóias do luso-orgulho-macho-da-bola-cheio-de-guito humilhado por uma lambisgóia-pau-de-virar-tripas!), o Berlusconi geronte-priápico já deu o que tinha a dar e o teatrinho PT-PS-TVI não parece ter potencial (mas até pode ser grosso engano...) para se aguentar um Agosto inteiro -, preparemo-nos para o folclore estival de abrir noticiários acerca do "legado" estético (este há-de ser só coisa colateral para "eruditos"), dos perigos da automedicação, do flagelo da droga e das pérolas de sabedoria do Uri Geller das colheres de sopa dobradas pelo poder da mente e "ciências" ocultas adjacentes. Começa a haver motivos sérios para acreditar na existência de uma divindade omnipotente que protege os editores de telejornais.