Trampas, Putin e a involução da espécie
Showing posts with label Charles Darwin. Show all posts
Showing posts with label Charles Darwin. Show all posts
20 February 2025
22 April 2020
50º aniversário do Dia da Terra, e a Ana Teresa está muito zangada com o sapiens, e não pára de enviar-lhe avisos, e... chiça!... A Ana Teresa não pensa, não tem vontade própria nem objectivo, não é "mãe", é pseudo-mãe, e a isto chama-se evolução das espécies através da selecção natural!
GNR - "Agente Único"
31 August 2017
24 June 2017
10 January 2017
COWBOYS E AGRICULTORES
Há cerca de um ano e picos, Brian Eno e o ex-ministro das finanças grego, Yanis Varoufakis, encontraram-se para uma conversa nas páginas do “Guardian”. Muito apropriadamente, o título era “Two Bald Heads Collide” e os possuidores de dois dos mais activos cérebros europeus contemporâneos dialogaram prolongadamente sobre darwinismo e os cães vadios da Crimeia que aprendem a utilizar elevadores, política e arte, CD vs vinil, Star Trek vs The Matrix (enquanto metáforas da relação entre humanos e inteligência artificial), a extinção do trabalho, Octavio Paz e o comunismo, Richard Dawkins e o gospel, o terrorismo e a fé. Não surpreendeu muito, por isso, que, em Fevereiro do ano passado, Eno – juntamente com Noam Chomsky, Julian Assange, Ken Loach, Slavoj Žižek, Toni Negri e vários outros – aparecesse como um dos fundadores do movimento DiEM25 (Democracy in Europe Movement 2025), de Varoufakis.
Também não será, então, surpresa que, no formato mais convencional da recentíssima entrevista (à “Loud And Quiet”) a propósito do álbum Reflection – publicado no dia de ano novo –, os tópicos abordados não fossem muito diferentes: a desnecessidade de postular a existência de deus para explicar a criação de um universo complexo, a importância das artes no currículo escolar face a um futuro no qual a criatividade será uma das poucas armas de sobrevivência para o sapiens laboralmente obsoleto, ou o seu fascínio pela obra de Julia Holter. E tudo isso como irradiação natural de um disco contendo 54 minutos de música “generativa” (isto é, infinitamente auto-gerada a partir de uma série de algoritmos criados em colaboração com Peter Chilvers), algures entre o silêncio e o registo em "slo-mo" do movimento das marés aprisionadas num aquário. Brian Eno situa-se: “Talvez os artistas se dividam em duas categorias: agricultores e cowboys. Os agricultores tomam conta de um pedaço de terra e cultivam-na cuidadosamente, Os cowboys procuram lugares novos, excita-os a descoberta e a liberdade de estar onde poucos antes foram. Costumava supor que era mais cowboy... mas o facto de esta série de 'ambient music' durar já há 40 anos faz-me pensar que devo ter uma boa costela de agricultor”. Obviamente, terá também reparado no quanto esta música maravilhosamente não-humana é, em si mesma, um sinal indisfarçável do mundo que vai emergindo.
31 December 2016
"There’s a whole group of people in the world – many of them in America – who can’t believe that the complexity of the universe is possible without postulating a god, but I can pretty much prove that it is. You don’t have to be involved with this thing for very long to see how complexity arises out of simplicity – that was the big perception of Darwin. The most important thing to come from Darwin, that great scientist, was that he showed the history of evolution is the progression from simplicity to complexity and this is quite the opposite of what religious people think – they think God is the most complex thing and therefore God can create less complex things. This is not true. This is probably not true. I think in eight and a half minutes I could convince any creationist that they have got the wrong end of the stick. (...)"
"We’re now looking towards a future where there will be less and less employment, inevitably automation is going to make it so there simply aren’t jobs. But that’s alright as long as we accept the productivity that the automations are producing feeds back to people, so we don’t end up in this situation where we’re heading to at the moment where you have this huge underclass and a few really really wealthy individuals because they own all the robots and control all the systems. So we have to change that so people are simply paid. I believe in universal basic income, which is basically saying we pay people to be alive – it makes perfect sense to me. (...)"
"The thrill that somebody gets to find that they can actually do something autonomously, not do something that somebody else told them to do, well, in the future we’re all going to be able to need those kind of skills. Apart from the fact that simply rehearsing yourself in creativity is a good idea, remaining creative and being able to go to a situation where you’re not told what to do and to find out how to deal with it, this should be the basic human skill that we are educating people towards and what we’re doing is constantly stopping them from learning. It makes me so angry. Sorry. I get in a bad mood when I start to think about it" (Brian Eno)
15 May 2015
11 November 2014
27 October 2012
04 June 2011
O PENSAMENTO FILOSÓFICO PORTUGUÊS (LXX)
Pedro Arroja: o darwinismo não é para gajas

(2011)
Pedro Arroja: o darwinismo não é para gajas
"O modelo concorrencial do liberalismo é um modelo darwiniano, um modelo onde sobrevivem apenas os melhores, e os piores são eliminados. Ora, o darwinismo, entre todas as doutrinas sociais, é, talvez, a mais radicalmente masculina, e à qual o espírto feminino é radicalmente avesso. Na realidade, os principais darwinistas são invariavelmente homens e não é fácil recordar um só nome de mulher entre os principais defensores da doutrina de Darwin. Uma mulher não pode nunca aceitar que num processo social ou biológico haja pessoas eliminadas, porque esse pode ser o destino dos seus próprios filhos". (aqui)
(2011)
02 February 2011
ANO DO TIGRE (XXXIX)
O último dia (2)
"Diz quem sabe que os gatos apareceram no nosso planeta, há cerca de sete milhões de anos. Apareceram e, de então para cá, quase nada mudaram, na sua constituição, porte e funcionamento. Este 'mínimo tigre de salão', como lhe chamava Neruda, numa das suas belas odes, apareceu para ficar, durar e fascinar – ainda hoje, tal como no primeiro dia. Veio logo com formato definitivo, marimbando-se para a lei da evolução, que só dá para se aplicar aos outros animais.
Por isso alguém disse, com um acinte que apetece aplaudir: com o gato, Deus acertou à primeira. O gato veio perfeito e assim tem permanecido. Quando a Igreja Católica quis arranjar argumentos para uma briga com Darwin, esqueceu-se do gato, isto é, desperdiçou o único argumento decente que tinha à mão: porque, se o homem descende, inconvenientemente, do macaco, o gato descende apenas do gato, sem qualquer intermediário que lhe obscureça o trajecto". (Eugénio Lisboa no "JL" de 15.12.2010)
(2011)
07 September 2010
ÚLTIMO ACTO, CRIME CONSUMADO

O grande final
"Governo vai acabar com ensino recorrente: Opção para os alunos do ensino nocturno são os cursos de Educação e Formação para Adultos e as Novas Oportunidades".
Tradução: quem é suficientemente parvo para levar dois ou três anos a aprender, realmente, alguma coisa, quando pode, em meia dúzia de meses e aceitando participar de uma fantochada, adquirir um diploma igual? (depois, ninguém os leva a sério mas isso logo se vê).
edit: ah, pronto, a culpa é do Darwin...
(2010)
O grande final
"Governo vai acabar com ensino recorrente: Opção para os alunos do ensino nocturno são os cursos de Educação e Formação para Adultos e as Novas Oportunidades".
Tradução: quem é suficientemente parvo para levar dois ou três anos a aprender, realmente, alguma coisa, quando pode, em meia dúzia de meses e aceitando participar de uma fantochada, adquirir um diploma igual? (depois, ninguém os leva a sério mas isso logo se vê).
edit: ah, pronto, a culpa é do Darwin...
(2010)
29 March 2010
TERRA INCÓGNITA
The Knife in collaboration with Mt. Sims and Planningtorock - Tomorrow, In A Year
“Posto que muitos pontos sejam ainda bastante obscuros e assim ainda permanecerão durante muito tempo, vejo-me, contudo, após os estudos mais profundos e uma apreciação fria e imparcial, forçado a sustentar que a opinião defendida até muito recentemente pela maioria dos naturalistas, opinião que eu próprio partilhei, isto é, que cada espécie foi objecto de uma criação independente, é absolutamente errónea. Estou plenamente convencido que as espécies não são imutáveis; estou convencido que as espécies que pertencem ao mesmo ‘género’ derivam directamente de qualquer outra espécie ordinariamente distinta, do mesmo modo que as variedades reconhecidas dessa espécie, seja qual for, derivam directamente dessa espécie; estou convencido, enfim, que a selecção natural tem desempenhado o principal papel na modificação das espécies”.
Escrita, em 1859, na introdução de Sobre a Origem das Espécies por Meio da Selecção Natural, este é o género de declaração que permite, sem dúvida, afirmar que, se Deus morreu, Marx morreu e nós próprios não nos sentimos mesmo nada bem, Charles Darwin, esse, não poderia estar mais vivo. E – como uma inquietante multidão de criacionistas parece apostada em demonstrá-lo todos os dias – ainda muito capaz de continuar a provocar tumultos e sobressaltos num mundo em que o pensamento pré-científico permanece mais enraizado do que gostaríamos de imaginar. Daí que, todas as celebrações que ocorreram em 2009, por ocasião do 150º aniversário da publicação da obra fundadora do neto do não menos fascinante Erasmus Darwin, não tenham sido demais. Muito em particular, aquelas que aconteceram fora do âmbito estritamente científico, como é o caso deste Tomorrow, In A Year, ópera/performance encomendada pela companhia de teatro dinamarquesa Hotel Pro Forma ao duo electro sueco The Knife.
Estreada em 2 de Setembro passado no Teatro Real de Copenhaga e dirigida por Ralf Richardt Strøbech and Kirsten Dehlholm, pretendia mostrar “o mundo visto através dos olhos de Charles Darwin” e, ao mesmo tempo – tomando “o género operático como DNA” –, investigar “as relações entre imagem, narrativa, movimento e música” no sentido da criação de “uma nova espécie de electro-ópera”. O terreno, evidentemente, não é virgem: desde United States I-IV, de Laurie Anderson, às colaborações de David Byrne ou Tom Waits com Robert Wilson, os caminhos da ópera e da pop-e-tudo-à-volta, para o melhor e para o pior, já se cruzaram um razoável número de vezes. Mas, provavelmente, um tal projecto não terá sido nunca entregue aos cuidados de alguém como Olof Dreijer (a metade masculina de The Knife, irmão da outra metade, Karin Dreijer Andersson) que, candidamente, confessa “nunca ter assistido a uma ópera e desconhecer mesmo o que a palavra ‘libretto’ significava”.
Não foi, porém, obstáculo inultrapassável. Olof e Karin aplicaram-se na escuta de Meredith Monk, Luigi Nono, Diamanda Galas, Joan La Barbara, Klaus Nomi, Penderecki e Stockhausen, muniram-se de "field recordings" de sons da Amazónia e Islândia, desmembraram e atonalizaram radicalmente o perfil musical que lhes conhecíamos de Silent Shout ou da aventura colateral de Karin, Fever Ray, recorreram às vozes da cantora lírica Kristina Wahlin, da actriz Laerke Winther e do singer-songwriter Jonathan Johansson, praticaram um exercício de quase "cut-up" sobre os textos de Darwin, e – não esquecendo que apenas temos acesso ao registo sonoro de um espectáculo de teatro, dança e música – edificaram uma obra literalmente monumental de música electrónica-concreta-electro-pop que reinvindica ser digerida em regime de dedicação exclusiva. Não de forma tão extrema como (as proto-óperas) Tilt ou The Drift, de Scott Walker (aqui, ainda se encontram bússolas orientadoras para esta expedição por terra incógnita) mas não menos exigente do que a aventura do Beagle.
(2010)
Labels:
Charles Darwin,
ciência,
Diamanda Galas,
Erasmus Darwin,
Joan La Barbara,
Klaus Nomi,
Laurie Anderson,
Luigi Nono,
Meredith Monk,
Penderecki,
Robert Wilson,
Scott Walker,
Stockhausen,
The Knife
13 January 2010
DAS VIRTUDES DA SELECÇÃO NATURAL
Espers - III
Abençoado seja Charles Darwin! A selecção natural é, de facto, um processo sem o qual este mundo e, provavelmente, também os outros, seriam ainda bem piores. E que, mesmo nos nichos ecológicos mais geneticamente desfavorecidos, consegue operar pequenos milagres de identificação dos mais aptos. Tome-se, por exemplo, o caso do "freak-folk": à partida, dir-se-ia que, de um acampamento de maltrapilhos, perdidos entre a última "bad trip" de Syd Barrett, o colar de missangas de Donovan e os restos do estufado de tofu que Jimmy Page deixara colados às páginas do Book Of Thelema, de Aleister Crowley, dificilmente poderia sair coisa decente. Com o tempo, no entanto, do infecto caldo cultural, seres pluricelulares dotados de um módico de inteligência e sensibilidade acabaram por emergir.
Os Espers são uma das provas mais significativas. Recordam-se como os Fairport Convention iniciais imaginavam ser os Jefferson Airplane britânicos? Pois é justamente nesse interstício Fairport-Airplane que, ao terceiro álbum, a banda de Meg Baird, Greg Weeks e Helena Espvall labora. Claro que Meg não é Sandy Denny nem Grace Slick, e Greg ainda tem de roer muita côdea de pãozinho integral para sonhar caminhar na sombra de Richard Thompson ou Jorma Kaukonen. Mas, se recordarmos as humildes origens, até nem se saem nada mal.
(2010)
02 November 2009
DARWIN NO CAMPO PEQUENO
22.10.09
Em pleno ano-Darwin, houve ali qualquer coisa de afirmação darwinista: não foi, de certeza, por acaso que, ao palco do Campo Pequeno, na semana passada, subiram Sérgio Godinho, José Mário Branco e Fausto e não muitos outros da mesma fornada de cantautores portugueses que o início da década de 70 do século passado viu surgir. O que, aliás, ajuda bastante a varrer logo o lugar-comum-pronto-a-usar dos “dinossauros”: esses extinguiram-se; Godinho, Branco e Fausto – a solo, em trio ou em duo – quarenta anos depois, permanecem musicalmente vivos e férteis, desejosos de tudo menos de transformar aqueles “Três Cantos” num coro de carpideiras nostálgicas. E, sim, sem quaisquer dúvidas, são eles os três mais aptos sobreviventes dessa geração. A bússola política, não exactamente coincidente em todos, poderá ser discutível (eles, provavelmente, dirão que deverá ser discutida), mas o nervo, o músculo e a inteligência da música que criam, não. Particularmente (ainda que com um som bastante menos do que perfeito), a partir do momento em que Fausto, com “Eis Aqui o Agiota”, “Adeus Orelhas de Abano” e “A Nova Brigada dos Coronéis de Lápis Azul”, imprimiu um safanão quase "punk-folk" ao andamento do concerto, mas também nas belíssimas harmonias e contraponto vocais (“Canto dos Torna-Viagem”, em especial), em alguns soberbos arranjos para os sopros da "big-band" que os acompanhou ou mesmo no instante-máquina-do-tempo (logo a seguir a um “Que Força É Essa”-murro no estômago), quando o “Hino da Confederação” ameaçou fazer regressar a vetusta praça de touros a 1975. Intuição genial a de Sérgio Godinho ao ter chamado ao seu álbum de estreia (onde ele e José Mário se encontravam)… “Os Sobreviventes”.
(2009)
21 February 2009
ORIGEM DAS ESPÉCIES

The Boys
"Kiss Like A Nun" - The Boys
You look so bold
You act so cool
So tell me why babe
When I'm kissing you...
You kiss like a nun... just like a nun
and it drives me crazy
You kiss like a nun... just like a nun
Kiss like a nun... just like a nun
Little sister
Tell me do
You got a nasty habit
When I'm kissing you
You weren't born yesterday
You ain't so dumb
So please tell me why honey
When I'm kissing you...
(2009)
The Boys
"Kiss Like A Nun" - The Boys
You look so bold
You act so cool
So tell me why babe
When I'm kissing you...
You kiss like a nun... just like a nun
and it drives me crazy
You kiss like a nun... just like a nun
Kiss like a nun... just like a nun
Little sister
Tell me do
You got a nasty habit
When I'm kissing you
You weren't born yesterday
You ain't so dumb
So please tell me why honey
When I'm kissing you...
(2009)
13 February 2009
...E NÃO ESQUECER O AVÔ DARWIN E SEUS AMIGOS

"In the mid-eighteenth century, three men - Erasmus Darwin, a doctor, Matthew Boulton, a Birmingham metal-goods manufacturer, and the porcelain man Josiah Wedgwood - were at the centre of a society that met in Birmingham on the Monday nearest each full moon (so they had enough light to get home in the evening) for, as Darwin put it, 'a little philosophical laughing'.
The group included James Watt, inventor of the steam engine, Joseph Priestley, who discovered oxygen, the conjuror Richard Lovell Edgeworth and Thomas Day, a follower of Rousseau. Together, they classified plants and isolated gases, they built clocks and telescopes, they flew in hot-air balloons and invented machines that could speak, performed tricks with magnets and dreamt up recipes for disappearing ink. Many of them were self-taught, some were dissenters and radicals, all were ingenious. And in this spectacular, epic book, Jenny Uglow shows how childlike daydreams and Heath-Robinson contraptions gave way to some of the greatest inventions of mankind. (...)

Soho House in Handsworth, Birmingham,
a regular venue for meetings of the Lunar Society
But the figure who comes across as the hero of the tale is the extraordinary Darwin, grandfather of Charles. What is so appealing about Darwin, in Uglow's account, is that although he was a great inventor, physician and poet (he wrote, among other works, a long poem on the sex life of plants), he saved lives by understanding what you might call the alchemy of the emotions. Not unlike Joseph Bell, the doctor who inspired the character of Sherlock Holmes a century later, Darwin observed human beings in all their psychic splendour, and saw what they gave away despite themselves as well as their more ordinary symptoms. In Zoonomia, a book written towards the end of his life, he listed scarlet fever and measles, but also included entries for other afflictions: anger, ambition, credulity, love". (texto integral aqui)
(2009)
"In the mid-eighteenth century, three men - Erasmus Darwin, a doctor, Matthew Boulton, a Birmingham metal-goods manufacturer, and the porcelain man Josiah Wedgwood - were at the centre of a society that met in Birmingham on the Monday nearest each full moon (so they had enough light to get home in the evening) for, as Darwin put it, 'a little philosophical laughing'.
The group included James Watt, inventor of the steam engine, Joseph Priestley, who discovered oxygen, the conjuror Richard Lovell Edgeworth and Thomas Day, a follower of Rousseau. Together, they classified plants and isolated gases, they built clocks and telescopes, they flew in hot-air balloons and invented machines that could speak, performed tricks with magnets and dreamt up recipes for disappearing ink. Many of them were self-taught, some were dissenters and radicals, all were ingenious. And in this spectacular, epic book, Jenny Uglow shows how childlike daydreams and Heath-Robinson contraptions gave way to some of the greatest inventions of mankind. (...)
Soho House in Handsworth, Birmingham,
a regular venue for meetings of the Lunar Society
But the figure who comes across as the hero of the tale is the extraordinary Darwin, grandfather of Charles. What is so appealing about Darwin, in Uglow's account, is that although he was a great inventor, physician and poet (he wrote, among other works, a long poem on the sex life of plants), he saved lives by understanding what you might call the alchemy of the emotions. Not unlike Joseph Bell, the doctor who inspired the character of Sherlock Holmes a century later, Darwin observed human beings in all their psychic splendour, and saw what they gave away despite themselves as well as their more ordinary symptoms. In Zoonomia, a book written towards the end of his life, he listed scarlet fever and measles, but also included entries for other afflictions: anger, ambition, credulity, love". (texto integral aqui)
(2009)
Subscribe to:
Posts (Atom)