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30 March 2026

Beth Gibbons - "Sunday Morning"

(sequência daqui) Muito mais pragmaticamente, a "War Child" é uma instituição de solidariedade que trabalha para "proteger, educar e defender os direitos das crianças que vivem em zonas de conflito". Para esse fim, nas últimas três décadas, lançou álbuns de compilações, o mais notável dos quais foi The Help Album (1995), produzido por Brian Eno. Agora, sob a orientação de James Ford, HELP(2) reune mais de três dezenas de músicos e bandas dos quais apetece particularmente referir um valiosíssimo terço: Anna Calvi, Arooj Aftab e Beck (juntos), Beth Gibbons (numa versão de "Sunday Morning", dos Velvet Underground), Big Thief, Damon Albarn (com Grian Chatten, dos Fontaines D.C. e Kae Tempest), Depeche Mode ("Universal Soldier", de Buffy Sainte Marie), Foals, Fontaines D.C (interpretando Sinéad O'Connor), Graham Coxon, Pulp, Wet Leg e Young Fathers.

15 December 2025

06 September 2025


(sequência daqui) "Ao dar um nome a um sentimento, tornamo-lo mais provável de ser sentido, mais tangível. A arte tem o poder de desencadear sentimentos ou combinações de sentimentos que nunca antes experimentámos. Desta forma, uma obra de arte pode tornar-se a 'mãe' de um tipo de sentimento e um lugar onde se pode ir para encontrar e voltar a experimentar esse sentimento. Sentir é o que fazemos antes de transformar as coisas em linguagem, antes de as converter em pensamentos aptos para serem discutidos". Na verdade, mais um exemplo eloquente do uso do espaço e do silêncio como componentes activos na composição, tanto na microscópica joalharia de Luminal como nas 8 versões de "Big Empty Country" que constituem o persistente exercício de expansão de Lateral.

02 September 2025

ANTES DA LINGUAGEM

Beatie Wolfe é uma artista conceptual e compositora anglo-americana em busca de novos pontos de vista para a articulação entre diversas formas de expressão artística, em particular, naquilo que se relacione com a música na era digital- Por outras palavras, uma parceira ideal para Brian Eno, detentor de um par de hemisférios cerebrais incapazes do estado de repouso. Após Mark Mothersbaugh (Devo) e Michael Stipe (R.E.M.), seria ele a captura seguinte na teia de Beatie, após um primeiro e não planeado encontro durante uma conferência do SXSW (South by Southwest) 2022, sob a designação "Art and Climate". Daí resultaria um par de novos álbuns - Luminal e Lateral - que, associando-os ao projecto ("Feeling of the Day") que ambos também animam na rádio KCRW. de Los Angeles, descrevem assim: "A música propõe-se fazer-nos sentir emoções. Algumas dessas emoções são familiares, enquanto outras podem não ser, ou ser uma mistura complexa de várias emoções diferentes. Existem muitas palavras bonitas para descrever esses sentimentos noutras línguas e culturas — palavras que não existem em inglês". (daqui; segue para aqui)

06 April 2025

Brian Eno: British musician, composer, and record producer, connects with Zane Lowe to break down his latest studio album, FOREVERANDEVERNOMORE


28 March 2025

Brian Eno perfectly explains selfishness of the super rich

19 August 2024

 
(sequência daqui) Nunca tendo sequer chegado a trocar ideias sobre o assunto, uma noite, sem aviso, receberam um email com a mistura completa da faixa: ponto de equilíbrio perfeito entre Loma e Eno, era um mantra minimal e enigmático predestinado para concluir o álbum. Já mais afoitos nos corredores da aristocracia art pop, para o novo How Will I Live Without A Body?, atreveram-se a contactar Laurie Anderson para, por meio de um zingarelho de AI por ela educado no conhecimento profundo da sua obra, lhe propor a escrita de textos a partir de imagens fotográficas. Daí resultaram "How It Starts" ("The risk is in all you're holding, bodies only know, how to fall together") e "Affinity" ("From the day, that I could talk, I had to know, how will I live, without a body?") a juntar às 9 outras, gravadas entre uma oficina de urnas funerárias e as ruinas de uma capela do século XII, naquela zona translúcida onde coabitam "field recordings", clarinetes, folktronica e as sombras de tudo isso.

15 August 2024

ZONA TRANSLÚCIDA
Era Agosto de 2018 e, no final do concerto dos Loma durante o SPF 30 - que comemorava o 30º aniversário da Sub Pop, de Seattle -, a cantora Emily Cross mergulhou sobre a multidão presente na praia onde o festival decorria. E, tomando-a como trampolim, lançou-se ao mar enquanto no palco, Dan Duszynski e Jonathan Meiburg continuavam a tocar. Como confessaria Cross, "Era o maior público para o qual alguma vez tínhamos actuado. Pensámos: porque não pararmos aqui já?" Tal decisão drástica não chegaria, porém, a ser tomada. Muito menos após, a 26 de Dezembro, Emily ter recebido um email de um amigo que contava ter ouvido Brian Eno na BBC Radio jorrando louvores sobre Loma (2018), o anterior (e primeiro) álbum da banda. Ainda incrédulos acerca da benção de Sua Alteza Brian Peter George Jean-Baptiste de la Salle Eno, durante as gravações de Dont' Shy Away (2020), ganharam coragem para lhe enviar uma maqueta de "Homing" a que ele "deveria fazer o que quisesse" (daqui; segue para aqui)

25 January 2024


(sequência daqui) Se o álbum gravado com o compositor/produtor catalão Refree era, decididamente, uma obra a quatro mãos, Fado Camões apresenta-se como peça em nome próprio ainda que com um fortíssimo braço direito oferecido por Justin Adams (guitarrista e produtor, personagem da intimidade de Jah Wobble, Tinariwen, Robert Plant, Sinéad O'Connor, Brian Eno e figurões vários da "world music" afro-mediterrânica), a quem se juntaram Pedro Viana (guitarra portuguesa), John Baggott (Massive Attack, Portishead, Robert Plant) e Ianina Khmelik (violino). Aparentando buscar um ponto de equilíbrio entre o abstraccionismo radical de Lina_Raul Refree e uma abordagem mais imediatamente reconhecível do fado - "Não se tratou de olhar para trás mas de trazer aquilo que aprendi e que continua a fazer todo o sentido para mim: os espaços entre a voz e instrumentos, os silencios, a criação de maior lugar para a respiração das palavras, e o trabalho sobre todas aquelas texturas que determinam atitudes diferentes de introspecção. Voltei a beber um bocadinho dessa fonte e de tudo aquilo com que me identifiquei bastante no anterior" -, tudo se centrou, afinal, na delicadíssima tarefa de articular os poemas de Camões com a estrutura dos fados tradicionais. Com o mar Atlântico em frente dos olhos, Lina confessa que "Trazer o Camões para o fado não é propriamente uma coisa fácil. Tive uma enorme ajuda da Amélia Muge que participou no trabalho sobre os textos deste projecto e acreditou que eu seria capaz de levá-lo a bom porto. Foi uma longa jornada até ter conseguido identificar quais os poemas do Camões sobre os quais iria trabalhar musicalmente durante duas semanas em estúdio". (segue para aqui)

16 January 2024

12 December 2023

 
(sequência daqui) 6 de Janeiro de 2023, enfim. 21 anos depois de Up, o mundo fica a saber que, começando nesse mesmo dia, em cada lua-cheia dos 12 meses do ano, será dada a conhecer uma das novas canções do longamente concebido i/o (significando "input/output" mas também o nome de uma das luas de Júpiter, Io), a publicar na íntegra na lua-cheia de 1 de Dezembro. Ajudando ao parto então iniciado, haviam entrado em estúdio o baterista Manu Katché, o baixista Tony Levin e o guitarrista David Rhodes, núcleo duro mas infinitamente maleável do universo sonoro de Gabriel ("Sempre gostei da combinação high tech/artesanato em que articulamos o futuro com algo físico do passado") a quem se juntariam o Soweto Gospel Choir, o coral masculino sueco Orphei Drängar, a New Blood Orchestra dirigida por John Metcalfe e o precioso Brian Eno (produção, sintetizadores, guitarra manipulada, ukulele, "vermes eléctricos", programação rítmica, electrónica e "sound design"): "Foi muito bom que ele pudesse ter vindo e tocado connosco. É um mestre na possibilidade de criar uma atmosfera utilizando um mínimo de matéria sonora. Estivemos com ele durante três dias peneirando o material e acrescentando-lhe umas partículas de Eno". (segue para aqui)

11 September 2023

Captain Beefheart - Bat Chain Puller (na íntegra)
 
(sequência daqui) Mas também My Squelchy Life (1991), de Brian Eno (gravado e com cópias enviadas para a imprensa, acabaria substituido, à última hora, por Nerve Net, 1992, que ele descreveria como "uma jam session entre Booker T & The MGs e Iannis Xenakis numa 'warehouse rave'"); The New My Bloody Valentine Album (a longa espera que se seguiu a Isn't Anything (1988) e Loveless (1991), apenas em 2013 terminaria com mbv, "uma avassaladora experiência de sufocação por uma tempestade de areia no interior de um salão de ópio"); Electric Nebraska, de Bruce Springsteen (gravado originalmente com a E-Street Band, em 1982, Nebraska acabaria por ser publicado na versão acústica inicial das "demo tapes" que Springsteen preferiu à interpretação eléctrica); Bat Chain Puller, de Captain Beefheart (as proverbiais complicações contratuais impediram a publicação deste álbum de 1976, de Don Van Vliet; só dois anos depois, reapareceriam algumas faixas integradas em Shiny Beast); Stampede (1967), dos Buffalo Springfield (alegadamente concebido como segundo álbum da banda de Stephen Stills e Neil Young, os conflitos internos levaram a que fosse posto de lado e substituído por Buffalo Springfield Again); e o imenso legado, real ou imaginário, de Paddy McAloon, a solo ou com os Prefab Sprout (inclui, pelo menos, oito álbuns completos, duas óperas – Michael Jackson - Behind The Veil, e outra, sem título, sobre a princesa Diana –, um "cartoon musical" – Zorro - The Fox –, um álbum de "gospel flavoured spirituals", The Atomic Hymnbook, e Earth - The Story So Far, um ambicioso projecto acerca da história do mundo tendo como protagonistas Adão e Eva, Elvis Presley, os Kennedys e Neil Armstrong, para além de pouco mais do que miragens como 20th-Century Magic, Femmes Mythologiques, Jeff & Isolde e Doomed Poets Vol. 1). (segue para aqui)

09 February 2023


 
 
(sequência daqui) Agora que, à beira de completar 81 anos, publica Mercy (17º álbum a solo e o primeiro numa década), na companhia de Weyes Blood, Animal Collective, Sylvan Esso, Fat White Family e Laurel Halo, um coro de louvores fez-se ouvir, oriundo de diversos quadrantes e gerações.“Se fossemos apenas o produtor que ele é e foi, teríamos lugar garantido na História. Se apenas tivéssemos sido parte dos Velvet Underground, teríamos um livre trânsito para o paraíso do rock’n’roll. Mas, depois, ainda há todos os álbuns a solo para a Island, a colaboração com Brian Eno e Songs For Drella!... Aborda as coisas sempre numa perspectiva de ‘O que é que, neste momento, me parece interessante?’ em vez de o fazer numa atitude carreirista. Canções criadas assim persistem de um modo muito diferente porque foram pensadas com respeito” diria James Murphy, dos LCD Soundsystem, esquecendo-se, porém, de dar o mui devido destaque ao sobrenatural Music For a New Society (1982) que, Cale sendo Cale, em M:FANS (2016), metodicamente demoliria; “Considero uma enorme honra poder observar cada uma das pequenas decisões que ele toma. Atira-nos duas ou três frases para explicar aquilo que pretende e isso tem um significado imenso”, adianta Brian Weitz/Geologist, dos Animal Collective; “De certo modo, ele podia ser muito formal – muito erudito e clássico. Mas era também capaz de ser tão selvagem como qualquer um de nós”, acrescenta Patti Smith, de quem – numa lista que inclui igualmente os Stooges, Nico, Modern Lovers, Happy Mondays, Siouxsie & The Banshees – ele produziu o álbum de estreia, Horses (1975). (segue para aqui)