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28 December 2025

23 December 2025

Que, no exterior de todos os comícios do neo-facho, um carro com potente megafone lhe ofereça uma riquíssima banda sonora (XV)

Barcelona Gipsy balKan Orchestra

Edit (18:38) - Foleiros e pindéricos em tudo
 
Edit (19:33) - Recomenda-se, pois, o reforço da dose

22 December 2025

 ... e deverá fazê-lo em lugar no exterior do qual, um carro com potente megafone lhe ofereça uma riquíssima banda sonora (XIV)

  

Barcelona Gipsy balKan Orchestra -

Edit (23:48) - ... e, pelo caminho, é de treinar uns farejadores de pedófilos e largá-los â solta nos eventos do gang...

23 April 2022

STREET ART, GRAFFITI & ETC (CCXCVII)

Gdańsk, Polónia, 2022
 

  
Barcelona, Espanha, 2022 ('TVBoy'/Salvatore Benintende: 'The Dream')

25 February 2021

(sequência daqui) "A comensalidade cocaniana é símbolo de relações sociais livres e igualitárias. Liberdade e igualitarismo que se manifestam também no plano sexual, estabelecendo uma certa identidade entre consumo de carne animal (alimentação) e de carne humana (sexo). (...) A comunicação entre os habitantes da Cocanha ocorre através da cumplicidade no excesso alimentar e sexual, através do parentesco entre os pecados da gula e da luxúria, denunciados pela teologia da época. (...) Realmente, na Cocanha, cada um, homem ou mulher, pode satisfazer seus desejos com quem lhe agrade e "Assim, uns fazem a felicidade dos outros". Quando (...) se fala que, na Cocanha, "todo o dia é belo como em Maio", reforça o clima de sensualidade do país, pois, para a cultura folclórica, aquele é o mês do amor. Para uma civilização agrária como a medieval, a Primavera estimula a alegria, revigora a sociabilidade. Redesperta a sensualidade. Coloca a excitação no ar. "No belo mês de Maio, cada galante muda de amante", afirmavam as canções trovadorescas" (Hilário Franco Júnior - Cocanha - A História de Um País Imaginário - 3; segue para aqui)

Cocanha en Barcelona (ver aqui e aqui)

15 June 2016

NÃO FICÇÃO

   
“Used to be so wilfully obtuse, or is the word abstruse? Semantics like a noose, get out your dictionaries, I’m gonna cut to the quick, this is all non-fiction, words you beat with a stick, these are my true convictions”. Considerem estas palavras da canção que dá o título a Are You Serious, último álbum de Andrew Bird, como uma hipotética autocrítica ou, talvez, uma declaração de intenções para o futuro. Traduzindo-as em entrevista à “Vinyl Me, Please”, Bird explica-se melhor: “O que procuram, realmente, as pessoas nas canções pop? Desejam alguém que sofreu de verdade, que se trate de algo autobiográfico ou existe espaço para a irreverência presente em todas as formas de arte excepto na escrita de canções?” Poder-se-lhe-ia responder imediatamente apenas com duas palavras: Stephin Merritt. Mas, na verdade, seria preciso não notarmos que, por muito não-ficcionais que elas sejam e que – tal como já no anterior Break It Yourself (2012) – o esforço de controlo do "wordplay" tenha sido titânico, Andrew dificilmente consegue escapar à sua natureza profunda. 

(noutra versão aqui)

Basta reparar, por exemplo, em "Saints Preservus", na qual, comete a proeza de citar, distorcendo, "Amazing Grace" (“I once was found but now I’m lost”), o soneto de Emma Lazarus, "The New Colossus", gravado no pedestal da estátua da Liberdade (“Bring me your poor and your trembling masses, bring them here, to shelter in your substructure parking lot”), e Stranger in a Strange Land, de Robert Heinlein (“I am a stranger in a land that’s anything but strange”). Ou, em "The New Saint Jude" – santo padroeiro das causas perdidas –, o Evangelho de Mateus (“Come on all you stand-up men, you self empowered go-getters”), transformado em pretexto para a apologia do pessimismo (“Ever since I gave up hope I’ve been feeling so much better”) e da misantropia (“Here’s a mighty revelation that’s sure to cure what ails you, that everyone’s a disappointment and everyone’s a failure”). Como sempre, mesmo que com nova equipa de músicos, a moldura sonora é detalhada, contrapontística, melodicamente rica, canções sobre a escrita de canções (a óptima "Left Handed Kisses", com Fiona Apple), o voyeurismo e a radioactividade, urdidas por quem se deixa inspirar “por lugares como a Holanda, Lisboa e Barcelona, onde os velhos observam as cidades, à janela”

05 May 2016

O que verdadeiramente importa: o assunto não ficou resolvido em 1'21" * (dog forbid!...), pois não? (há que não passar mensagens terrivelmente erradas e irresponsáveis ao respeitável público e, em particular, aos jovens)

* o (perigosíssimo) conceito de "rapidinha" - tema já aqui abordado - não justifica tudo...

03 April 2013

SEM O GRILHÃO NO PÉ

  
No sábado 23 de Março, a última página do primeiro caderno do “Expresso” informava-nos que a Secretaria de Estado do Turismo admitia apoiar o financiamento de um filme que Woody Allen viesse a rodar em Lisboa. Mas, garantia o secretário de Estado, “Qualquer apoio, terá de ser dirigido a um filme com manifesto potencial de captação de turistas e que projecte realmente o destino”. A sequência de projectos cinematográficos europeus de Allen iniciada, em Londres, com Match Point (2005) e continuada, entre outros, com Vicky Cristina Barcelona (2008), Midnight In Paris (2011) e To Rome With Love (2012), na sua qualidade global de descomprometidos "scherzi" filosóficos, não terá vindo a ser justamente valorizada – apesar de Midnight In Paris se ter transformado no seu maior sucesso de bilheteira de sempre –, mas, para o que agora importa, como o próprio realizador deixou claro aquando das filmagens em Itália, “Os europeus começaram a financiar os meus filmes muito generosamente mas fizeram-no de acordo com as minhas regras: não interferem de maneira nenhuma, não lêem os argumentos, não fazem ideia do que estou a fazer, confiam apenas que o filme não embarace ninguém”



Pelo que não é, de todo, provável que ele esteja muito virado para aceitar que o esqueleto do argumento possa, hipoteticamente, ser o video do Turismo de Portugal divulgado há um mês – em que o amabilíssimo Sr. António, diligentemente, dobra camisas, sorrindo, e as hormonas da holandesa, Marilie, fervem só de pensar no instrutor de golf, Daniel –, “enriquecido” com umas sombras pessoanas, meia dúzia de pastéis de nata e Mariza, a bordo do cacilheiro da Vasconcelos, “castafiorando” o património imaterial. 



Deve ser por não digerir facilmente empadões de estereótipos identitários que Cristina Branco, mesmo quando canta fado (e fá-lo como muito poucos), sempre tenha colocado sérias reticências a encarar-se como fadista (“Não me sinto fadista porque ser fadista é quase uma atitude de vida. Não sou uma mulher sofrida, uma ‘mulher do fado’. Aquela ideia do xaile, aquele dramatismo, não têm nada a ver comigo. Canto a vida, a minha vida. Apetece-me ter a liberdade de cantar o que me der na gana, não quero esse tipo de grilhão no pé”). E se, desde o início, isso era evidente, Sensus (2003), Kronos (2009) e Não Há Só Tangos Em Paris (2011) esclareceram de vez que, ainda que possua tudo o que é necessário para, por exemplo, atirar-se ao reportório de Amália (Live, 2006), limitar-se a tão acanhado perímetro seria de menos.  



Alegria, definitivamente, eleva-a a um outro plano: dos textos de Miguel Farias, Manuela de Freitas, Jorge Palma ou Gonçalo M. Tavares, emerge gente entre “o coração das trevas e a glória de todos os dias”, da "Alice No País dos Matraquilhos", de Godinho, à "Branca Aurora" que, quando lhe oferecem um cocktail, opta por um Molotov, ao proletário da "Construção", de Buarque, ao kafkiano "Desempregado Com Filhos", ou à "Cherokee Louise", de Mitchell, ecoando o fado, sim, mas, igualmente, riquíssima outra filigrana musical, em virtual estado de imponderabilidade na voz de Cristina. Que, por acaso, até nem ficaria nada mal num filme de Woody Allen. (Concertos: 5 de Abril, S. Luiz, Lisboa; 7 de Abril, Casa da Música, Porto)

25 September 2011

VIVA A CATALUNHA!



A arena Monumental de Barcelona é a última, na capital catalã, a fechar portas. Este domingo marca o fim da temporada das corridas e das touradas na Catalunha, já que a lei proíbe que esta antiga tradição espanhola seja retomada em Janeiro de 2012: "180 mil catalães assinaram a petição a favor da interdição submetida ao parlamento regional. A Catalunha votou a lei em Julho de 2010 e segue os passos das ilhas Canárias, onde a lei se aplica desde 1991.

Para o presidente da Libera, a associação de defesa dos direitos dos animais, o exemplo vai ser seguido por outras regiões:
'Acreditamos que a Galiza se vai juntar a nós em breve, porque lá não existe uma tradição tauromáquica como noutras regiões do norte de Espanha. É claro que em Madrid e na Andaluzia vai demorar mais, mas é uma questão de tempo' afirma Carlos López Pérez".

(2011)

15 January 2009

BUS STOP (V)



Albert Riba (Barcelona, 1947) preside la Unión de Ateos y Librepensadores (UAL) y es miembro del colectivo de Ateos de Cataluña desde hace 15 años. Este funcionario de la Seguridad Social, de una oficina de Moncada i Reixach (Barcelona), desprende satisfacción tras el éxito de la idea importada de Londres para poner anuncios a favor del ateísmo en los autobuses. La campaña empezará hoy en Barcelona con dos vehículos (el 14 y el 41) que circularán un mes con este mensaje: "Probablemente Dios no existe. Deja de preocuparte y disfruta de la vida".

Pregunta. ¿Por qué pensaron que la campaña de Londres podía cuajar también aquí?

Respuesta. Pensamos que había una necesidad objetiva de hablar del tema, de hacernos visibles. Que la gente tenía ganas de hablar del ateísmo ya fuera a favor o en contra. No nos ha sorprendido la buena acogida pero nos ha superado. Tenemos 3.000 simpatizantes aunque el núcleo activo es menor. En eso somos como la Iglesia Católica: muchos bautizados y pocos activos. Pensábamos reunir 6.000 euros, ya llevamos más del doble (13.000 ayer). La campaña se extenderá el día 26 a Madrid, Valencia y luego a Bilbao, Zaragoza y Sevilla.


Albert Riba

P. ¿Por qué es incompatible creer y pasarlo bien?

R. Nuestra campaña está dirigida a quienes no creen para que piensen que hay mucha más gente como ellos. El mismo Obispo de Barcelona ya dijo que era compatible y no vamos a desmentirle. La nuestra no es una campaña dogmática. Es bueno que se sepa en el trabajo, en los bares, que uno es ateo y que se puede seguir siendo amigo y tomar copas sin que pase nada. En Madrid, con tantas manifestaciones políticas, la gente necesitaba algo así. En un futuro se notará esta diferencia. Estamos recibiendo donaciones de toda España: desde 3 a 550 euros [las donaciones se centralizan desde la web busateo.org]. Todo el mundo nos dice que tiene ganas de ver el autobús en Madrid, Guadalajara o en su pueblo. Esto cambiará la realidad social en España.

P. Grupos religiosos han anunciado campañas para contrarrestar la suya. El Vaticano dice que es una campaña estúpida. Hay creyentes ofendidos...

R. Nos gusta que nos copien las ideas. Y lo del Vaticano, no tenemos por costumbre insultar. Es poco cristiano. No hay tantos ofendidos; lo que pasa es que gritan mucho. Discrepar es bueno... Pero el memorial de agravios sería inacabable. La última víctima de la Inquisición fue en 1863 en Valencia. No hace 2.000 años, sino 153.

P. ¿Qué diría a quien piensa que es una campaña frívola y que mejor destinar el dinero a Gaza?

R. ¡Son sólo 13.000 euros! Renunciaremos si los cardenales invierten en Gaza los 18.000 euros que, según la prensa, se gasta cada uno en su ropa para asistir a la elección de Papa. ¿Qué hacen con el dinero que les da el Estado? Parte de él fue para pagar las indemnizaciones por pederastia de la Iglesia de Estados Unidos. (El País)


(2009)