05 November 2025
13 October 2025
08 July 2024
FIOS INVISÍVEIS
"Bem vindos ao novo mundo! No qual as pessoas não são arquivadas por categorias e todos os cruzamentos são naturais. É o efeito que a música exerce sobre nós. De Obama a Elvis Costello, as pessoas gravitam em torno desta música. Até no modo como escolho quem convidar para colaborar comigo existem formas subtis de permitir que a música se dirija onde é necessário sem ter de me preocupar com a minha ou a tua etnicidade. E isso é algo que deve ser celebrado", dizia Arooj Aftab à "Spin", há cerca de um mês. Referia-se ao facto de "Mohabbat" (do seu álbum Vulture Prince) ter aparecido na "Summer Playlist" de 2021, de Barack Obama, e de, para o novíssimo Night Reign, na lista de convidados, surgir o nome de Elvis Costello enquanto quase clandestino executante de piano Wurlitzer em "Last Night Reprise" (do que se confessaria "extremamente orgulhoso" dado tratar-se da sua primeira referência de sempre como teclista "em qualquer disco"). (daqui; segue para aqui)
08 December 2022
06 December 2022
04 December 2022
MAGNÍFICO IMPOSTOR
Em Renegades: Born In The USA, o belíssimo livro que regista as 8 conversas entre Bruce Springsteen e o ex-presidente, Barack Obama, originalmente difundidas em podcast (entre Fevereiro e Abril de 2021), a certa altura, Springsteen revela: “Só comecei a conduzir aos 24 anos. Andava à boleia para todo o lado. Não tinha carta e não sabia conduzir. Ia para a estrada, só eu e o meu polegar. Durante 10 anos, desde os meus 14, andei sempre à boleia. Lancei dois álbuns mas não tinha carro. Não sabia reparar um carro, caso se avariasse. Porém sabia o que um carro era, aquilo que simbolizava...” Por outras palavras, o enorme escritor de canções responsável pela poética mitologização dos infinitos "highways" norte-americanos, foi, durante algum tempo, mais outro poeta-fingidor, magnífico impostor, de quem nunca ninguém ousou duvidar. Na verdade, poderá considerar-se existir até alguma espécie de reincidência. Durante a longuíssima série de concertos a solo, “Springsteen On Broadway”, que, entre 2017 e 2018, apresentou, logo de início, poria as cartas na mesa: “Nunca tive um emprego sério em toda a minha vida. Nunca trabalhei das 9 às 5. Nunca trabalhei 5 dias por semana. Até agora. Nunca estive no interior de uma fábrica e, no entanto, não tenho escrito sobre outra coisa. À vossa frente, está um homem que teve um imenso e absurdo sucesso escrevendo acerca daquilo sobre que nunca teve a mínima experiência pessoal. Inventei tudo. É para que vejam quão bom eu sou”. (daqui; segue para aqui)
Commodores
23 October 2021
01 March 2021
26 July 2020
Em Janeiro passado, pouco depois de, finalmente, ter conseguido a nacionalidade americana, apressara-se a declarar o seu apoio à candidatura presidencial de Bernie Sanders. Alguns dias após a revisitação de "Southern Man" e já consumada a desistência de Sanders, voltaria ao site para, sob o título “Hope”, nos convidar a ser testemunhas das suas novas rotinas quotidianas: “Olá, estou a lavar a loiça. Agora, faço-o todas as manhãs e começo a gostar de cuidar da nossa linda cozinha. Não era costume ocupar-me muito com isto. Adoro deixar tudo limpo e a brilhar. Quando acabo, pego num produto de limpeza de que gosto especialmente, ‘Thieves’, e limpo todas as superfícies. Segundo parece, foi inventado por ladrões (“thieves”) porque lhes permitia cometer crimes, limpar todas as áreas e remover os vestígios. Um grande produto com uma história. O que nos traz à nossa História”. E, abrindo as janelas ao mundo lá fora, atirava-se ao que, verdadeiramente, importa: “Sinto que vem aí uma mudança. Sabemos que as vidas negras são importantes. O meu coração está com todas as famílias negras que foram afectadas, isto é, com todas as famílias negras através da História da América. Sou um velho branco e não me sinto ameaçsdo pelo meu irmão negro. Se o nosso presidente foi responsável por toda esta agitação, por ter atiçado as chamas e ter tentado virar-nos uns contra os outros por motivos políticos, não desistimos do combate por aquilo em que acreditamos. Não passa de um desgraçado líder que ergue muros em volta da nossa casa. Os meus irmãos e irmãs negras já sofreram que baste. A supremacia branca está a chegar ao fim mas não desaparecerá tão cedo. Pensem ou não que o irmão branco de Barack Obama irá ser capaz de lidar com esta situação, será ele, muito provavelmente, o nosso novo líder, fazendo regressar compaixão e empatia à Casa Branca. Que o Grande Espírito esteja com Joe Biden”. E concluía: “A loiça está quase no fim e é altura de limpar a bancada e deixá-la a brilhar para o dia que aí vem”.
30 October 2019
Katie Alice Greer: "I’m not interested in art that is didactic or comes across like propaganda, and we never set out to be a band that feels responsible for educating people. I think that’s incredibly presumptuous, and I would rather our audience feel motivated to learn about things on their own. I don’t see myself as some kind of expert with special knowledge to impart on. I believe in art as a transformative force in culture. And I believe in encouraging critical thinking people — thinking that way does an incredible disservice to the sanctity of art" (...) .
"While Obama certainly seems a million times better than our current president, there were still a lot of problems with [his] administration: We were still an imperialist country dropping bombs on brown people overseas. We still had the prison-industrial complex that literally murders hundreds of thousands of people every year. You know, we were still the fucked-up country that we are now. We're all sad that he's gone now, but he was a President like any other. There was lots to be desired with him as President and I think that broken neo-liberalism is to a large extent what elected Donald Trump. Thus, I still do feel the same way. I've been changing the line 'Barack Obama killed something in me and I'm going to get him for it' to 'Barack Obama killed something in me, fuck Donald Trump and his white supremacy' when we play it live now"
02 July 2018
19 April 2017
09 March 2017
... A-Z foi uma forma de estruturar um concerto, 26 canções, uma para cada letra do alfabeto. Um espectáculo, não um álbum.
24 January 2017
18 October 2016
"Can't You Tell?"
That bastard making fun of me in front of all my peers
Those people think I own this town, you’re stripping all my gears
Well guess what Mr. President,
I’ll be seeing you
In four years
Though on the campaign trail the papers paint me like a clown
Still all I see are crowds who want to fit me for a crown
I point out all my enemies just so my fans
Bring them down
Isn’t anybody going to stop me?
I don’t want this job
I don’t want this job, my god
Can’t you tell
I’m unwell
You try to pin me down but you don’t really try that hard
I throw out any shit I want and no one trumps that card
So dazzled and distracted by your fantasy
Of Hildegard
Isn’t anybody going to stop me?
I don’t want this job
I don’t want this job, my god
Can’t you tell
I’m unwell
You ask about my plan but baby my plan is to win
I wind up all the tops and watch the others keep the spin
You handing me grenades is just compelling me
To pull the pin
Isn’t anybody going to stop me?
I don’t want this job
I can’t do this job, my god
Can’t you tell
I’m unwell
04 October 2016
11 July 2016
08 January 2016
nem uma foto do luso primeiro-cão!)