"Google engineer put on leave after saying AI chatbot has become sentient" (não é para me gabar mas, por via semelhante, há dez anos, mantive uma interessante conversa com o Grande Manipanço Cósmico; já agora, a partir daqui, ver aqui também)
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13 June 2022
11 January 2021
"O novo presidente do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores (INESC), Arlindo Oliveira, tem um conselho para os jovens que estão a pensar no seu futuro: 'Costumo recomendar-lhes que escolham profissões que não sejam aborrecidas, porque, além de serem aborrecidas, a probabilidade de irem para o desemprego é mais elevada'. Profissões com tarefas mais rotineiras e em ambientes controlados correm mais riscos de serem automatizadas, explica. O especialista em inteligência artificial (IA) admite que, ainda que a tecnologia tenha até hoje 'criado sempre mais e melhores empregos do que aqueles que destruiu', o futuro poderá ser um pouco diferente: 'Não me parece completamente impossível que haja destruição de empregos em grande escala, que sejam destruídos mais do que aqueles que são criados. Parece-me até muito provável'". (aqui; ver também aqui, aqui e aqui)
07 June 2016
Food For Thought (XLI)
"(...) Assistimos, agora, ao advento do que muitos analistas chamam a quarta revolução industrial. Com a utilização de técnicas de inteligência artificial, na próxima década será possível usar computadores para conduzir autonomamente veículos, para efectuar cirurgias, para responder a chamadas telefónicas, para escrever notícias nos jornais, para substituir os professores e até mesmo para criar produtos que, até agora, exigiam criatividade e inovação, como obras de arte, livros e músicas. Todas estas aplicações foram já demonstradas e encontrarão mercados significativos nas próximas décadas.
Tem sido um dogma das teorias económicas que as inovações tecnológicas destroem empregos mas, em sua substituição, criam outros, de maior valor acrescentado. Essa tem sido a realidade histórica e quase todos os economistas são da opinião que a quarta revolução industrial não será diferente. Como alguém que tem estudado o assunto e acumulado evidência, tenho uma opinião profundamente diferente. Pela primeira vez na história da humanidade, uma revolução tecnológica irá criar sistemas que podem substituir pessoas na esmagadora maioria das tarefas, se não em todas.
A automação (...) permitirá tornar praticamente todos os negócios mais eficientes e aumentar a sua competitividade. Porém, isso será conseguido à custa de uma diminuição, gradual mas sistemática, do número total de empregos. Não teremos, simplesmente, empregos para todos porque a maior parte dos trabalhos será feita por máquinas, computadores e robots. As taxas de desemprego que observamos na Europa e que teimam em não descer, são provavelmente estruturais e não conjunturais. Não voltaremos, com certeza, às taxas de desemprego de um dígito que tivemos no século passado (...)" (Arlindo Oliveira, presidente do IST, "Expresso" de 4.06.2016)
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