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31 December 2013
03 October 2010
SEMIDEUSES E SACERDOTES

U2 - 360º At The Rose Bowl (DVD duplo)
Nietzsche poderá ter matado o deus judaico-cristão mas os deuses pagãos do rock’n’roll continuam, aparentemente, de óptima saúde e as catedrais onde se celebra o seu culto não são, de certeza, obras de arquitectura e engenharia inferiores aquelas que lançaram os mestres do gótico num vertiginoso despique pela construção em altura que apenas terminaria, em 1284, com o colapso das abóbadas de Beauvais. A "estação espacial" (ou "garra"), imenso coreto sci-fi, que constitui o palco/cenário da digressão "360º", dos U2, não corre, seguramente, tal risco – os prodígios de concepção e inovação tecnológica que exigiu, já testados em mais de seis dezenas de concertos antes de chegar a Coimbra, são garantia suficiente – e a intensidade do fervor das "folk masses" (Bono dixit) que aí têm lugar rivaliza, sem dúvida, com as da Idade Média. Na verdade, o melhor posto de observação será sempre o do sofá, perante a exibição do DVD: se a participação, ao vivo, no acto comunitário de fé fica reduzida a zero, a multiplicação dos ângulos e pontos de vista é incomparavelmente superior à de quem, no estádio/arena, fica circunscrito ao seu meio metro quadrado útil e condenado a acompanhar a liturgia pelo que vê projectado no ecrã (gigante e cónico mas ecrã). No fundo, a menos que o que, realmente, conte seja a comunhão fraternal de transpirações com o círculo de corpos imediatamente contíguo e a fusão das vozes nos grandes corais de recorte sonoro assaz semelhante aos do show business "desportivo" que ali, habitualmente, ocorrem, no sofá ou sufocando o relvado, tudo é identicamente virtual.
Desde a “Zoo TV Tour” (que, entre 1992 e 1993, levou o novo evangelho "cyberfiction" de Achtung Baby às massas), um concerto dos U2 nunca mais deixou de ser um ponto de encontro entre o "state of the art" tecnológico, a convenção planetariamente ecuménica de todas as confissões religiosas, o épico "overload" sensorial de agit-prop em favor das inúmeras causas de "direitos humanos", a gloriosa encenação audiovisual de uma síntese eclética da literatura de auto-ajuda e o que sobreviveu da música de um antigo quarteto punk de Dublin. Na "360º Tour”, sob os focos de luz que jorram da garra crustácea coroada por uma cúpula muçulmana/ortodoxa em cebola, simultaneamente semideuses-objecto de veneração e sacerdotes celebrantes, os U2, nas palavras de Bono, assumem, temporariamente, a pele de outras divindades: ele seria uma combinação de Schwarzenegger, Danny DeVito e Dennis Hopper, Larry Mullen encarnaria James Dean, The Edge teria raptado o corpo de Mr. Spock, e Adam Clayton (de facto, a uma certa luz, um clone quase perfeito do ministro das Finanças, Teixeira dos Santos), a cara chapada de Clark Gable.
E, correndo, caminhando, voando, sobre o duplo círculo do ora altar, ora púlpito, debruçando-se das pontes que o aproximam do fervilhante enxame lá em baixo, insufla-lhe o poder do canto para que, com ele, possam repetir que também ainda não encontraram aquilo de que andam em demanda, que já é tempo de limpar as lágrimas do rosto e, imediatamente a seguir à exortação autocrítica “Enough of the folk mass!”, salmodiar (em "Until The End Of The World") “We broke the bread, we drank the wine”. Dos altos céus e do vídeo-fogo-de-artifício, descerão também os santos: o bispo Desmond Tutu, a mártir birmanesa, Aung San Suu Kyi, o comandante Frank De Winne, da International Space Station, recitando a letra de "In A Little While", uma réplica-BD do carro de Deus/"mothership" do bíblico Ezequiel e o verde islâmico da paz. “At the altar of the dark star” e “through the stations of the cross”, depois de apelar a uma Via Láctea de telemóveis, com "Moment of Surrender", a cerimónia é dada por concluída. Ite missa est.
(2010)
U2 - 360º At The Rose Bowl (DVD duplo)
Nietzsche poderá ter matado o deus judaico-cristão mas os deuses pagãos do rock’n’roll continuam, aparentemente, de óptima saúde e as catedrais onde se celebra o seu culto não são, de certeza, obras de arquitectura e engenharia inferiores aquelas que lançaram os mestres do gótico num vertiginoso despique pela construção em altura que apenas terminaria, em 1284, com o colapso das abóbadas de Beauvais. A "estação espacial" (ou "garra"), imenso coreto sci-fi, que constitui o palco/cenário da digressão "360º", dos U2, não corre, seguramente, tal risco – os prodígios de concepção e inovação tecnológica que exigiu, já testados em mais de seis dezenas de concertos antes de chegar a Coimbra, são garantia suficiente – e a intensidade do fervor das "folk masses" (Bono dixit) que aí têm lugar rivaliza, sem dúvida, com as da Idade Média. Na verdade, o melhor posto de observação será sempre o do sofá, perante a exibição do DVD: se a participação, ao vivo, no acto comunitário de fé fica reduzida a zero, a multiplicação dos ângulos e pontos de vista é incomparavelmente superior à de quem, no estádio/arena, fica circunscrito ao seu meio metro quadrado útil e condenado a acompanhar a liturgia pelo que vê projectado no ecrã (gigante e cónico mas ecrã). No fundo, a menos que o que, realmente, conte seja a comunhão fraternal de transpirações com o círculo de corpos imediatamente contíguo e a fusão das vozes nos grandes corais de recorte sonoro assaz semelhante aos do show business "desportivo" que ali, habitualmente, ocorrem, no sofá ou sufocando o relvado, tudo é identicamente virtual.
Desde a “Zoo TV Tour” (que, entre 1992 e 1993, levou o novo evangelho "cyberfiction" de Achtung Baby às massas), um concerto dos U2 nunca mais deixou de ser um ponto de encontro entre o "state of the art" tecnológico, a convenção planetariamente ecuménica de todas as confissões religiosas, o épico "overload" sensorial de agit-prop em favor das inúmeras causas de "direitos humanos", a gloriosa encenação audiovisual de uma síntese eclética da literatura de auto-ajuda e o que sobreviveu da música de um antigo quarteto punk de Dublin. Na "360º Tour”, sob os focos de luz que jorram da garra crustácea coroada por uma cúpula muçulmana/ortodoxa em cebola, simultaneamente semideuses-objecto de veneração e sacerdotes celebrantes, os U2, nas palavras de Bono, assumem, temporariamente, a pele de outras divindades: ele seria uma combinação de Schwarzenegger, Danny DeVito e Dennis Hopper, Larry Mullen encarnaria James Dean, The Edge teria raptado o corpo de Mr. Spock, e Adam Clayton (de facto, a uma certa luz, um clone quase perfeito do ministro das Finanças, Teixeira dos Santos), a cara chapada de Clark Gable.
E, correndo, caminhando, voando, sobre o duplo círculo do ora altar, ora púlpito, debruçando-se das pontes que o aproximam do fervilhante enxame lá em baixo, insufla-lhe o poder do canto para que, com ele, possam repetir que também ainda não encontraram aquilo de que andam em demanda, que já é tempo de limpar as lágrimas do rosto e, imediatamente a seguir à exortação autocrítica “Enough of the folk mass!”, salmodiar (em "Until The End Of The World") “We broke the bread, we drank the wine”. Dos altos céus e do vídeo-fogo-de-artifício, descerão também os santos: o bispo Desmond Tutu, a mártir birmanesa, Aung San Suu Kyi, o comandante Frank De Winne, da International Space Station, recitando a letra de "In A Little While", uma réplica-BD do carro de Deus/"mothership" do bíblico Ezequiel e o verde islâmico da paz. “At the altar of the dark star” e “through the stations of the cross”, depois de apelar a uma Via Láctea de telemóveis, com "Moment of Surrender", a cerimónia é dada por concluída. Ite missa est.
(2010)
06 July 2010
DOS CÃES E DOS SONHOS
Apresento-vos Fenway Bergamot. A mais recente personagem de uma ilustre genealogia de clones com que Laurie Anderson gosta de contracenar em palco, em vídeo e nos seus álbuns. Ela chama-lhes “audio drag alter-ego personas” e, ao telefone, de Sydney – cidade cuja relevância recente para Laurie mais à frente se descobrirá –, em nome do próprio Bergamot (que ilustra a capa do seu último álbum, Homeland), quando lhe digo que ele me parece um bizarro cruzamento entre Charlie Chaplin e Arnold Schwarzenegger, ri e agradece: “Essa é hilariante! Nem imagina como ele ficaria orgulhoso se o ouvisse dizer isso”. E explica como ele surgiu: “Como sabe, tenho usado clones desde o final dos anos setenta. Permitem-me ter a liberdade de os pôr a fazer e dizer todo o tipo de coisas idiotas, que, normalmente, nunca faria em frente de outras pessoas. Foi o Lou Reed que o baptizou. Assim que ele adquiriu um nome através do qual eu o podia identificar, apercebi-me de que, aquele filtro não tinha de se reduzir apenas a uma piada. Podia fazer o que quisesse com ele. É um pouco melancólico. Para uma sessão de fotografias, decidi carregar as sobrancelhas e, às tantas, dei-me conta de que ‘aquele tipo’ deveria ser assim. Coloquei-o na capa do disco e tem sido uma figura presente em todos os espectáculos, tagarelando, tagarelando...”.
Não é necessário insistir muito para que Laurie Anderson reconheça que Fenway Bergamot é, afinal, apenas o neto dos seus clones de há quase trinta anos: “Sem dúvida, esses foram os foi os avós dele. Mas tem sido muito divertido brincar com aquela personagem. Aos clones anteriores, costumava chamar-lhes ‘as vozes da autoridade’. Este já não possui, assim, tanta autoridade, mas liberta-me bastante para usar a linguagem de uma forma muito mais fragmentária”. E Bergamot acaba por constituir também o elo de ligação entre Homeland, o álbum, e Delusion, o novo espectáculo multimédia que Anderson vem apresentando, em digressão, e a que ela chama “uma espécie de Avatar de vão de escada”. Nele, as primeiras palavras que Laurie pronuncia são “No princípio, está uma mente em branco. Não contém absolutamente nada. Nem uma única imagem. Só vazio. Não há nomes. A primeira coisa que nela aparece é um cão pequeno e malhado chamado Terence e o seu dono, o historiador e comentador social, Fenway Bergamot”.
O método de construção do espectáculo e, paralelamente, do álbum (o seu primeiro de originais em nove anos) foi também ele fragmentário: ”Comecei, praticamente, com nada. Uma ou duas canções embrionárias. Tentei concentrar-me apenas em imagens. Por um bom pedaço de tempo, escutei apenas sons. Nem uma só palavra. E cheguei a pensar que iria mesmo avançar por essa via. Depois, tive medo, nunca tinha feito nada assim. Mas chegou a ser uma ideia tremendamente tentadora... De qualquer modo, tentei ser extremamente económica nas palavras. Pus-me a escutar coisas que, durante todos estes anos, tinha gravado com músicos de jazz ou com cantores guturais de Tuva. Um excerto de violino registado na Noruega, ou outro de sopros no México. À minha frente, estavam milhares de ficheiros sonoros e eu sem saber, realmente, o que fazer com eles. Foi preciso que o Lou Reed viesse comigo para o estúdio e impusesse alguma ordem e disciplina naquilo tudo. Por outro lado, a maioria destas canções foi composta em torno de filtros de violino”. Ah... e a confessadíssima inspiração tutelar de Balzac, Ozu e Laurence Sterne. Especialmente, este último que, se pensarmos dois segundos, facilmente descobriremos como, desde o início, foi no alucinatório Tristram Shandy que toda a narrativa de libérrima associação de Laurie Anderson germinou: “É verdade, adoro seguir um fio narrativo e desenvolvê-lo de modo a conduzi-lo até ao máximo possível de insanidade. E Sterne foi o mestre desse tipo de escrita”.
Naturalmente, não perder a sintonia com o universo dos sonhos ajuda. E, para esse efeito, Anderson sabe tudo o que é imprescindível: “Para sonhar vividamente tenho uma fórmula privada que consiste em beber leite com sal antes de me deitar. Às vezes, também como umas bolachinhas. É essa a minha receita para os sonhos”. E, sem pausa, muito sterneanamente, encadeia: “No sábado passado, foi o meu dia de aniversário, fiz 63 anos. E foi um dia espantoso porque, aqui em Sydney [onde Laurie e Lou Reed comissariaram o Vivid Festival que decorreu entre 27 de Maio e 21 de Junho], dei um concerto para cães. Foi uma ideia que me surgiu de uma conversa com o violoncelista Yo-Yo Ma: ‘Não seria fabuloso se, um dia, estivéssemos em cima de um palco, olhássemos para o público... e fossem todos cães?’ Vieram milhares de cães. Sentaram-se nas escadarias da ópera de Sydney e tocámos para eles. Esse foi, de facto, um sonho tornado realidade”. Convém não esquecer que Laurie Anderson, entre diversos outros cometimentos musicais afins, já, em 1972, em Rochester, dirigira um concerto para buzinas de automóveis, num parque de estacionamento. Mas este, por essa associação ao sentido dos sonhos (“Durante algum tempo, todas as noites tinha um festival de sonhos. Tive muito melhores conversas com a minha mãe em sonhos do que quando ela era viva. Nos sonhos, as pessoas aparecem-me ainda húmidas, como se a tinta não tivesse tido tempo para secar”), teve um significado particular: “Como se tratava do meu sexagésimo terceiro aniversário, dei por mim a pensar que, se dormimos, em média, oito horas por dia (o que eu, realmente, faço), isso significa que estive a dormir vinte e um anos! O que eu não poderia ter feito com todo esse tempo!... Portanto, vinte e um anos é a idade legal do meu eu sonhador. Já é adulto”.
E, sempre fazendo sua a voz de Sterne/Bergamot, prossegue: “Uma vez, sonhei que estava num hospital e um médico aproxima-se de mim, transportando algo nos braços e diz-me 'É uma menina!' Espreito para o cobertor e reparo que é a minha cadela, Lollabelle. Viro-me para o médico e digo-lhe ‘Mas não me explicou que era um cão...’ Toda a gente me dava os parabéns e eu sentia-me simultaneamente culpada e felicíssima por ter dado à luz a minha cadela. Foi um estranho e perfeito momento suspenso no tempo. Tive também um outro sonho em que eu era um cão numa exposição canina. O meu pai aproxima-se de mim e diz ‘Este é, realmente, um belíssimo cão. Gosto dele'. Por isto tudo, o concerto para cães, na ópera de Sydney foi um dos mais fantásticos dias da minha vida. Separámo-los em três grupos de cães: pequenos, médios e grandes. Para animais como os cães e as baleias, a música é uma forma de se encontrarem uns aos outros. E Sydney é, de facto, um sítio onde as pessoas gostam de cães”.
Em sequência total e absolutamente lógica e previsível, de regresso a casa, no passado dia 19 de Junho, o casal Reed/Anderson, pôde ser visto, na qualidade de Rei Neptuno e Raínha Sereia, à frente da "Mermaid Parade" de Coney Island, em Brooklyn. O que, de certa forma, acaba por ser uma resposta integralmente prática à interrogação que atravessa todo o trabalho de Laurie Anderson, nestes últimos anos: “How do we begin again?” Quando lhe pergunto se a eleição de Barack Obama, poderá ter sido um início de resposta para essa interrogação, regressa momentaneamente à terra (na verdade, nunca de lá saiu) e dispara rapidamente: “Sem dúvida. O que ele, até agora, já conseguiu realizar é extraordinário. Mas isso é o que é habitual vermos acontecer por todo o mundo. Podemos sempre, individual ou colectivamente, começar de novo, a qualquer momento”.
(2010)
29 October 2009
SE O TROLHA DO JARDIM
APRENDESSE ALGUMA COISA,
ESTE ERA UM BOM EXEMPLO
DE COMO SER JAVARDO
COM UMA CERTA PINTA

"Arnold Schwarzenegger, governador do estado da Califórnia, costuma anexar notas pessoais às suas decisões de veto de determinado projecto. Recentemente, num despacho enviado a um membro democrata da assembleia estatal que o tinha criticado no início deste mês, Schwarzenegger ocultou na sua mensagem - aparentemente normal - a expressão 'fuck you'. O destinatário da mensagem era Tom Ammiano, autor de um proposta de lei sobre o Porto de São Francisco, que no início do mês de Outubro criticou Schwarzenegger, tendo-lhe inclusivamente dito que 'lhe beijasse o seu rabo gay' (kiss my gay ass). Dias depois, a resposta de Schwarzenegger, apesar de mais críptica, foi sucinta:

juntando as sete primeiras letras do corpo da mensagem que o governador endereçou a Ammiano rejeitando a sua proposta, forma-se, na vertical, a palavra 'Fuck You'. O porta-voz do governador, Aaron McLear, apressou-se a dizer que se tratou de uma 'coincidência estranha' e que quando um gabinete emite tantos vetos por ano, é natural que isso aconteça. O porta-voz de Schwarzenegger chegou a adiantar que, no passado, já se formaram palavras como 'sabonete', 'poeta' e 'orelha'. Porém, o jornal 'Independent' deu-se ao trabalho de fazer as contas e chegou à conclusão que as hipóteses matemáticas de uma 'coincidência' destas acontecer é de oito mil milhões para uma". (aqui)
(2009)
APRENDESSE ALGUMA COISA,
ESTE ERA UM BOM EXEMPLO
DE COMO SER JAVARDO
COM UMA CERTA PINTA
"Arnold Schwarzenegger, governador do estado da Califórnia, costuma anexar notas pessoais às suas decisões de veto de determinado projecto. Recentemente, num despacho enviado a um membro democrata da assembleia estatal que o tinha criticado no início deste mês, Schwarzenegger ocultou na sua mensagem - aparentemente normal - a expressão 'fuck you'. O destinatário da mensagem era Tom Ammiano, autor de um proposta de lei sobre o Porto de São Francisco, que no início do mês de Outubro criticou Schwarzenegger, tendo-lhe inclusivamente dito que 'lhe beijasse o seu rabo gay' (kiss my gay ass). Dias depois, a resposta de Schwarzenegger, apesar de mais críptica, foi sucinta:
juntando as sete primeiras letras do corpo da mensagem que o governador endereçou a Ammiano rejeitando a sua proposta, forma-se, na vertical, a palavra 'Fuck You'. O porta-voz do governador, Aaron McLear, apressou-se a dizer que se tratou de uma 'coincidência estranha' e que quando um gabinete emite tantos vetos por ano, é natural que isso aconteça. O porta-voz de Schwarzenegger chegou a adiantar que, no passado, já se formaram palavras como 'sabonete', 'poeta' e 'orelha'. Porém, o jornal 'Independent' deu-se ao trabalho de fazer as contas e chegou à conclusão que as hipóteses matemáticas de uma 'coincidência' destas acontecer é de oito mil milhões para uma". (aqui)
(2009)
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